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O Buddy TV entrevistou Jim Beaver (Bobby), a entrevista foi dividida em duas partes, onde ele fala sobre seu novo livro e um pouco sobre Supernatural, que você confere agora em português.

Traduzido por Grevi.

Primeira Parte:

Jim Beaver é um cara ocupado. Ele não apenas estrela Supernatural e Harper’s Island (os dois vão ao ar nas Quintas de noite), mas ele também é um novo autor com o lançamento de seu terceiro livro, Life’s that way: A memoir

Os fãs de Supernatural podem esperar ansiosamente pela segunda parte dessa entrevista mais tarde nessa semana, onde ele fala sobre o que vem aí para o tio Bobby, mas antes, Buddy tv conversou com Jim Beaver sobre seu novo e extremamente emocionante livro. Nele, ele compartilha os e-mails noturnos que escreveu para seus amigos e sua família enquanto passava os últimos dias com sua esposa Cecily. Ela estava com câncer e eles fizeram planos para Jim criar sua filha autista, Maddie, sozinho. O livro é cheio de estórias sobre o tempo de Jim em Supernatural e Deadwood, mas no fundo, Life’s that way fala sobre aproveitar o que você tem antes que seja tarde.

Conversamos com Jim mais cedo hoje sobre o processo de escrever o novo livro e sobre o que ele aprendeu com sua jornada, primeiro com Cecily e Maddie e depois sozinho, mas cercado de fãs que deram seu apoio.

JBTV – Olá, aqui é o John do BuddyTV e estou conversando com Jim Beaver, estrela de Supernatural, Harper’s island e autor de sua nova biografia Life’s that way. Como vai?

JB – Está tudo bem, John

JBTV – Quero começar com esse livro – uma biografia, uma coleção dos e-mails diários durante a batalha de sua mulher contra o câncer; e eu queria saber o que fez desse o momento certo de publicar essa coleção?

JB – Bem, não há nada de especial agora – Primavera de 2009 – que fez esse o momento certo. Na verdade é algo que eu comecei a querer publicar em 2006, 2007. Você sabe, leva um tempo para fazer algo assim, especialmente quando você está sempre largando o projeto de lado para fazer séries de tv. De outro lado, este é o aniversário de 5 anos desses eventos e então meio que terminou com essa coincidência. Mas não foi uma decisão recente.

JBTV – Quando você estava coletando todos esses e-mails que tinha escrito, você tinha ido procurar eles antes ou estava procurando eles de novo quase que como uma nova descoberta sobre você mesmo?

JB – Eu acho que você acertou em cheio com o que disse por último. A maior parte eu não tinha lido de novo desde que eu terminei aquele ano relatando um diário pelo e-mail. Sim, foi – especialmente nos dias após o acontecido, até para apresentar ao agente ou a quem iria publicar – foi bem difícil voltar aos relatos, relembrar as piores partes. E ainda assim, ao mesmo tempo, eu fui abençoado ao lembrar algumas experiências maravilhosas que aconteceram durante esse período. E depois, é claro, no processo de tornar algo assim em um livro, você tem que rever, e ver de novo, de novo e de novo. Foi quase que uma experiência emocional. Eu acho que eu acostumei um pouco com isso. Eu tive um ou dois livros antes desse mas nenhum deles foi pessoal então eu nunca tinha tido essa experiência de ser difícil de rever o material

JBTV – Qual foi a recepção das pessoas que leram?

JB – Até agora foi extraordinária. Estou bem grato por isso, bem satisfeito e emocionado. Um monte de gente disse que foi capaz de relacionar coisas do livro por causa de circunstâncias em suas próprias vidas e eu achei muitas das histórias emocionantes. E é bem emocionante para mim sentir que mesmo que de um jeito pequeno eu consegui escrever algo que ajuda outras pessoas em uma situação particular. O que aconteceu em minha família foi, em sua maior parte, bem ruim. Ser capaz de pegar algo desse tipo e criar algo pequeno que é bom foi bem gratificante. É preciso muito desespero da perda para sentir que você pode gerar algo bom daquilo

JBTV – Perguntamos aos fãs no BuddyTV – todos os fãs de Supernatural – para mandarem perguntas para vocês. Algumas foram sobre o livro. Muitas pessoas estão dizendo o quanto amam o livro e como eles estão comprando para os amigos e familiares e dando de presente.

JB – Isso é bem gentil.

JBTV – Uma das fãs, Erin, quis saber, se houvesse apenas uma lição, qual seria a lição mais importante que você iria querer que as pessoas captassem após lerem o livro

JB – Eu acho que a lição mais importante seria compartilhar sua vida, e eu digo, em duas maneiras. Aproveitar as oportunidades para compartilhar sua vida com as pessoas que você ama pois você nunca sabe quando essas pessoas irão ser tiradas de você. E também, se você sofreu uma grande perda, não mantenha apenas para você mesmo. Não sinta que você tenha que sofrer em silêncio. Compartilhar meu pesar com família e amigos e até estranhos, foi uma das grandes bençãos da minha vida porque as pessoas se juntavam em volta para me segurar, e eu descobri que isso é o que pessoas boas fazem, e há um monte de gente boa por aí.

Segunda Parte:

Mais cedo nessa semana nós conversamos com Jim Beaver sobre seu novo livro, Life’s that way: A memoir, que conta os seus dias finais com sua esposa, que morreu de câncer, e ele teve que se preparar para criar sua filha autista sozinho. Um leitor disse que o livro havia mudado sua vida e o outro disse que chorou o tempo todo no final de semana mas achou o livro bem confortante e feliz, mesmo que os deixasse triste.

Hoje iremos compartilhar a segunda parte de nossa entrevista com Jim onde ele fala sobre seu trabalho em Supernatural atuando como o durão caçador de fantasmas Bobby Singer. Ele fala sobre seu relacionamento com o falecido produtor Kim Manners e sobre seu futuro na série

JBTV – Enquanto o livro era publicado, é claro, você perdeu um grande amigo, Kim Manners, no set de Supernatural. Trabalhar com o livro sobre processos de perda deixou mais claro ou fácil de entender sua reação?

JB – Eu tenho que admitir… Enquanto você pensaria que ter escrito um livro sobre esse assunto iria me fazer aprender todas as lições que eu espero passar, com a morte de Kim ficou evidente para mim que eu não tinha aprendido todas as lições muito bem. Eu não me aproximei de Kim tanto quanto eu queria. Eu caí na mesma armadilha que caí com minha esposa e a armadilha era pensar que haveria mais tempo. Eu irei sempre carregar arrependimento sobre isso, que eu não passei tempo suficiente com ele ou falei mais com ele. Ele era muito querido por me e a perda foi um choque – um choque ainda maior que eu achei que teria porque, como eu disse, achei que haveria mais tempo. Mas eu também aprendi que culpa não é uma emoção produtiva e que há modos de se lidar com a culpa, até mesmo com a pessoa que você perdeu. Só porque eles se foram não quer dizer que você não possa se desculpar, e só porque eles se foram não quer dizer que você não possa perdoar as dificuldades que eles causaram. Completar uma relação desse modo é um jeito incrível de se livrar da dor que envolve a perda. Eu dou mais detalhes sobre isso no livro. Mas foi uma lição poderosa para mim, uma que eu talvez não teria que passar se tivesse trabalhado isso.

JBTV – Falando sobre Supernatural, então, você está voltando para os dois episódios finais dessa temporada. Queria saber se você poderia nos falar como foi voltar para terminar a temporada e qual será o papel de Bobby no final dessa temporada.

JB – Bem, é sempre excelente voltar para Supernatural. Eu nunca me senti como se estivesse de fora – talvez porque eu estava na cidade filmando Harper’s Island e eu via o pessoal quase que sempre quando não estava trabalhando, mas também porque Bobby só esteve em seis ou sete episódios por temporadas nos últimos anos. Na verdade eu fiz sete esse ano. Mesmo que eu estava fora filmando outra série, eu mantive minha cota. Mas é sempre uma alegria voltar lá. É um sentimento de família naquele set. Eu adoro trabalhar com os caras da equipe. Eles são demais. E Jared e Jensen, é claro, são ótimos para estar por perto. Então tudo isso é bem típico e não é tão diferente das outras vezes em que eu voltava para alguns episódios. Agora, quanto ao fim da temporada, sim, Bobby estará de volta para os três últimos e umas coisas bem maneiras acontecem. A sua maioria envolve – no meu ponto de vista – Dean e Bobby tentando chegar a um acordo com o vício de Sam por sangue de demônio, o qual, você sabe, não é uma boa coisa. Nenhum vício é bom mas sangue de demônio – esse é um dos piores. Bobby e Dean meio que terminam se desentendendo sobre como lidar com o problema. Acho que os fãs vão ver coisas bem dramáticas aí. Tem uma grande surpresa vindo aí. Eu gostaria de dizer o que elas são, mas Eric Kripke iria sair do telefone e arrancar minhas cordas vocais.

Fonte:Buddy TV