Antes tarde do que nunca

Explicando: meus coments dessa vez serão menores( nem tanto kkkk), mais sucintos, menos detalhados (nem tanto huahauahua) em relação ao 5×01….Mas eles ainda estão grandes .. Motivo da demora e de menos páginas no word: eu estou doente e não tenho como passar muito tempo sentada na frente do PC.
Mas como eu gosto de fazer isso, de escrever sobre meu seriado favorito, então vamos lá.
Duas palavras pra descrever o episódio: eletrizante e doloroso.

Uma coisa maravilhosa???? A VOLTA DO BOM E VELHO ROCK’N ROLL!! Cara é tão bom quando o seriado insere essas músicas maravilhosas.. Tanto na recapitulação ao som de Long, Long Way From Home (Foreigner) quanto no decorrer do episódio.. Simplesmente ótimo Dean e Sam chegando na cidade ao som de Spirit In the Sky (Norman Greenbaum). As músicas caíram como uma luva pro episódio. Isso é tão Supernatural que é um crime não ter sempre esse tipo de música nos episódios. Mas Kripke está certo, ou continua com músicas de qualidade ou nada de música podre! Antes só que mal acompanhado!

Ok, isso é repetitivo, mas>>> Outro ótimo episódio na continuação da história do Apocalipse e com que os nossos garotos estão lidando. Acima de tudo, além de todo esse caos que o Apocalipse pode trazer, nossos heróis lidam com questões puramente humanas>> sentimentos, dúvidas, perdão, incertezas, dedicação, ou seja, emoções que apenas humanos conhecem. Dean e Sam estão num momento tão delicado, tão tenso que a gente parece se esquecer que temos uma guerra em curso. Temos uma batalha épica prestes a acontecer e que Lúcifer está se lixando pro momento “discutir relação” entre eles. Aliás, Lúcifer e seus asseclas fizeram bem o serviço: conseguiram abalar a estrutura dos Winchesters no que eles tinham de mais precioso: união, companheirismo e cumplicidade. Isso está mais que abalado, isto está praticamente detonado e a linha que costura tudo isso está quase arrebentando, a linha da confiança está tão desgastada que alguém precisa urgentemente dar a eles uma linha nova pra poder fazer uma roupa nova (pq remendar não adianta nada) e tudo ficar bem firme de novo.

A situação de Bobby está mesmo desesperadora. Jamais pensei ver o velho caçador tão doente. Mais uma coisa pra lista negra do Telezaca!!! E outra enorme coisa pras costas de Dean.. Affff.. Poxa Kripke tá na hora de dar folga pro meu loirão hein? hehehe… Mas Dean mesmo em situações adversas não perde o bom humor e seu sarcasmo crônico. Esse é o Dean, o cara que não deixa a bola parar! E quanto a Bobby, mesmo ele estando tão debilitado ele ainda é um caçador! Isso corre nas suas veias. E eu gosto de ver. Muito. Ele ainda tem colocações pertinentes em situações de extrema delicadeza! Como o “Enfia no rabo” que ele manda pro Cas quando o anjo diz que não pode curá-lo!

Curti muito o lance dos sinais nas costelas.. Uau!! Sem sombra e dúvida só num seriado como Supernatural é que um anjo usa celular! E por falar em Castiel, como ele está diferente hein? Andando mais seguro, mais decidido, mais obstinado. E também ele está muito, mas muito melhor agora, porque ao menos podemos ter uma certa esperança que Cas não vai virar a casaca e nem ficar em cima do muro! Ele tomou partido de um lado da luta e vai atrás disso. Bela guinada pro Cas! Vai ganhar mais respeito do que já tem! E ele realmente vai lutar com o que tem agora, porque ele foi cortado do Céu e perdeu partes de seus poderes.. O que me leva a seguinte questão: Lúcifer também foi cortado do céu e perdeu parte dos seus poderes?

Cas sempre chega pra soltar bombas no colo de Dean!! Primeiro foi o lance de anjos e agora a existência de Deus e ainda por cima que Deus está por aí mesmo. Simplesmente puramente Dean o lance de Deus numa fatia de pão. Dean ainda continua com aquela raiva interna contra esse Deus que Cas defende tanto, por quem o mundo tem tanta devoção. Dean finge que não acredita em Deus, mas no fundo ele só quer encontrar o big boss e enfiar a mão na cara dele por não usar caminhos mais fáceis e menos dolorosos pra todos! O meu grande sonho nesse momento é ver um diálogo entre Deus e Dean! Imagina? Dean tirando satisfações com o big boss!! Dean contando piadas, usando seu sarcasmo e sendo mais que tudo Dean Winchester, não se curvando jamais perante aquilo que ele não concorda. Eu iria adorar ver e saber como Deus irá reagir ante a atitude de Dean!

Porque podem acreditar que Dean não vão baixar a crista só porque alguém diz que é Deus, ou que seja mesmo. Dean não vai simplesmente se curvar e dizer: vc está certo, faz o que quiser, vc sabe o que está fazendo e eu vou te obedecer. Nunca que Dean vai fazer isso. Dean vai é tirar umas belas satisfações com Deus!

Adoro que Castiel está cada vez menos misterioso no quesito “derrotar” Lúcifer. Adoro que ele está disposto a consertar a besteira que ajudou a fazer (Sam deveria pegar umas aulinhas com Cas!). Adoro que ele está focado na guerra iminente e que não perdeu a capacidade de dar um pito no Dean quando Dean precisa. Eu vou adorar quando Cas der também um pito no Sam! Adorei o lance de Cas dizer: não é teologia, é estratégia!! Sim, porque Cas também é um guerreiro e ele entende disso. E ele foi um belo de um soldado aqui: o lance é o seguinte, ou a gente luta ou a gente vai virar churrasco, então birras e mágoas deixam pra depois… No velho e bom português: deixa de frescura e comece a lutar e não ficar se lamentando! Isso é o que Dean foi uma vez e vai ter que se tornar de novo. Querendo ou não, gostando ou não!

Uma das melhores cenas foi o lance do amuleto! Bela de uma surpresa hein? Adorei o modo que Dean olha de volta pra Cas quando a ficha cai! E o olhar do Cas pro peito do Dean vai ser fonte de inspiração pra muita fic slash entre os dois!! Kkkkkkkkkkk.. Segura o fandom!! .. E só mesmo Dean, depois de levar um pito agir como uma criança que se recusa a entregar seu brinquedo! Mas ele tem muito apreço por esse “brinquedo”. Isso foi algo que Sam deu a ele, algo que ele, Dean, nunca ficou sem, exceto quando foi pro inferno e Sam ficou com o amuleto no pescoço. Dean tem esse amuleto como um pedaço de si, um pedaço que ele não pode perder e ainda por cima não quer dividir com ninguém. Mais uma prova do quanto ele ama Sam e tudo que envolve seu irmão. É linda essa cena!

A entrada dos meninos na cidade, foi digna de um filme épico de destruição misturada a ”faroeste a lá século 21”! Eu adorei o clima de cidade abandonada, cheia de sangue e com carrões clássicos! (A produção de Supernatural é eficiente pacas nisso!! …. Ok, eu ando meio sanguinária esses dias !! .. Gostei mesmo de todo o clima de cidade sitiada e em guerra. Gostei de ver as pessoas amontoadas num porão, as estratégias montadas, as capturas de pseudo-inimigos, as lutas, os tiros. Gostei de ver a abordagem da direção. Aliás Phil Sgriccia tem essa ótima característica: ele filma cenas de ação como nenhum outro, Phil dá ao episódio um ritmo ágil. A grande maioria dos episódios dirigidos por ele tem bastante ação e com isso os atores tem mais possibilidade de improvisar e Phil simplesmente deixa os atores fazerem isso. E Jensen mais uma vez fica em seu habitat! Porque o loiro adora fazer isso e faz muito bem! Um adendo: Sera Gamble está entrando nos trilhos novamente. Ela parece que está retornando aos velhos e bons tempos. Muita mitologia, aliada a uma boa dose de ação sem querer inventar ou enveredar por lances que se não forem bem dosados podem ser desastrosos.

Gostei muito do retorno de Rufus, Jo e Ellen. Jo finalmente deixou o ar de menininha pra trás e está uma mulher agora. Maravilhosa a reação de Dean quando a vê! Típica saia justa mesmo… Muito legal!! Ellen como sempre uma mãezona rabugenta mas que no fundo só quer o bem dos seus filhos. E o povo gosta de jogar água nas fuças do Dean hein?? Kkkk…. O melhor é a cara do Sam quando Ellen faz isso. Assim como eu achei lindo ela abraçar o Dean e depois passar outro pito nele! Todo mundo faz isso com ele e apesar de tudo ele não revida! Interessante!

Rufus como sempre um caçador extraordinário. Um cara que não vai dar mole pra coisas sobrenaturais. E ele é direto, certeiro e afiado como uma bala! Eu gosto do estilo dele.

Sobre o relacionamento de Dean e Sam. As coisas começaram a ficar tensas quando eles saíram em busca de armas. Quando Sam disse que iria sair com Dean a procura de armas na loja. Dean fez uma cara de poucos amigos desde aqui e tentou ser “sutil” ao tentar afastar Sam dessa busca. Mas Dean Winchester é sutil como uma jamanta e Sam conhece seu irmão muito bem. Sam logo saca que Dean quer mantê-lo longe e o confronta, mas Dean não dá o braço a torcer e mesmo contrariado sai junto com Sam. Dean está tão desconfortável quanto Sam com essa situação de “desconfiança extrema”. Nenhum dos dois é acostumado com isso, nenhum deles sabe como lidar com isso. E meu coração já começou a doer por aqui. E doeu mais ainda ao ver a situação que Sam vivenciou. Ao ver que mesmo que ele tenha as melhores intenções do mundo, mesmo que ele tente de todas as formas se livrar desse vício, a gente pode notar que não vai ser nem um pouco fácil. Sam vai ter que ser um homem com H maiúsculo pra sair dessa. Afinal ele tem que lidar com a tentação todos os dias, porque é o mundo em que vive e o qual está enfiado até o pescoço.


Meu coração se condoeu por ele, por vê-lo tão frágil e absolutamente sem saber o que fazer diante da tentação bem debaixo de seu nariz. Naquele momento tudo que ele queria estava ali, mas ele lutava consigo mesmo pra não ser vencido. Eu achei tão significativa essa cena. E mais ainda quando Dean chega, porque num primeiro momento é como se Sam se sentisse aliviado com a presença de Dean ali, porque seu irmão o livrou da tentação, mas no segundo seguinte veio o medo da dúvida, o medo da rejeição e a desconfiança clara nos olhos de Dean. Dean não gostou nem um pouco do que viu, Dean não estava nem um pouco certo do quão Sam não se entregou e provou daquilo. Dean olha com nojo e repulsa. É como se ele visse toda a cena de Sam se entregando ao sangue de demônio de novo, é como se Dean dissesse: “Ele está fazendo isso ainda”. Mais um momento tenso.

E mais uma prova que o papo entre eles não rola tão fácil é a conversa que Sam e Dean tem sobre Sam ter matado jovens na loja e em seguida Sam querer sair com Ellen pra procurar Jo. Sam tenta dizer a Dean que ficou incomodado na loja por não ter salvado os dois jovens, por tê-los matado. Num lampejo eu vi o velho Sam aqui, o Sam de Croatoan que tomou um pito do Dean por não ter matado o garoto e que respondeu: “Era apenas um garoto, e eu hesitei”. Bem aqui havia um tracinho desse Sam, mas como gato escaldado tem medo de água fria, Dean não deu chance a Sam, Dean foi logo associando o “salvar pessoas” com “poder tomar sangue e ter poder pra isso”. Dean não vai superar isso fácil, não vai acreditar nas intenções de Sam tão fácil, e realmente ele não tem porque superar e acreditar tão fácil. Ele foi ferido como jamais imaginou que pudesse ser, ele foi ferido naquilo que ele tinha de melhor, que era seu amor puro por Sam. Sam não valorizou esse sentimento e agora Dean simplesmente acha que Sam não merece mais nada, além do mínimo que ele pode dar e que ele vai tentar dar. E esse mínimo não chega nem perto do que um dia ele deu ao seu irmão caçula de forma tão intensa e tão dedicada. Hoje o que resta no peito de Dean é mágoa, descrença, desconfiança e além muita dor misturada com raiva que Dean ainda não colocou toda pra fora.. Sam nunca teve o dom da tolerância e parece que não vai ter agora. Ele está sendo pressionado de todos os lados e tem que ser forte além da conta pra não ceder. Em outras ocasiões ele tinha Dean que o ajudava a lidar com isso, mas agora Dean não está nem um pouco a fim de estender a mão pra ele. Então Sam está por fio de perder totalmente o controle. Sam dá uma amostra disso quando empurra Dean contra a parede depois que ouve de Dean a verdade: se Sam está mesmo preparado pra sair e enfrentar tudo lá fora. Sam quando empurra Dean na verdade está apenas dizendo a si mesmo: “Eu posso fazer isso. Eu tenho que fazer isso e você tem que acreditar em mim”. Só que quando Sam tenta “falar grosso”, como se tivesse total razão, o olhar e a expressão de Dean dizem tudo. Dean diz com os olhos: “Você quer realmente que eu seja honesto com você?”.. E Sam recua. Não em ajudar Ellen mas em confrontar as atitudes de Dean para com ele naquele momento.

Nada mais irônico que Ellen perguntar se a origem dos problemas entre eles foi uma garota no meio. E segue os momentos de ação e adrenalina no episódio. Rufus e Jo capturando Sam e tentando exorcizá-lo, a luta entre Jo e Ellen, a descoberta do que realmente estava acontecendo, a aparição de um dos Cavaleiros do Apocalipse, a Guerra. A forma como Dean descobre sobre esse cavaleiro, e sobre como ele age E vamos combinar que os asseclas do capetão sabem escolher sua montaria hein?? Que carrão!!! Sem falar que Jensen está maravilhoso nessa seqüência toda lá no esconderijo, quando fala com Ellen e quando explica a todos sobre o Cavaleiro.. Affffffffff..Vai ser lindo assim nem sei onde..Ok, modo tiete off

E ao mesmo mostrando Sam sendo agredido e descobrindo a mesma coisa. Algo bem particular e que me leva a pensar o seguinte: caminhos diferentes com o mesmo objetivo e conclusão. Quando a “Guerra” fala com Sam e foi dando as dicas de quem ele era, eu senti um frio na barriga.. Eu fiquei me lembrando desses eventos pelo mundo e pensando: ”Cara, isso que eu tô vendo pode ser apenas uma série de TV, mas essas tragédias aconteceram mesmo. As pessoas são mesmo muito egoístas, mesquinhas e gananciosas. Esses demônios no fundo tem o mínimo de trabalho pra atingir seus objetivos. Nós é que deveríamos sermos mais fortes e fiéis a nossa missão que é viver bem semeando o bem.“ E depois das palavras da Guerra eu tenho certeza que Sam pensou isso também, que ele de uma certa forma contribuiu e/ou faz parte dessa imundície toda, porque afinal de contas ele tem fissura por ter sangue demoníaco de novo em suas veias e poder sentir novamente o que é ser poderoso, o que é ser destemido e temido. Mesmo que Sam tente negar, ele não pode fazer isso, porque é óbvio demais. É demasiado verdadeiro pra que Sam possa ignorar e fingir que não existe e que esse sentimento de poder desmedido não está lá, borbulhando dentro dele. Por mais que Sam saiba que é errado, que não deve fazer isso, ele simplesmente também não sabe o que fazer pra parar de sentir isso. Porque sinceramente, podem berrar o que quiserem, mas eu ainda acredito no Sam. Eu ainda acredito que ele pode sair de qualquer roubada, desde que ele esteja disposto a isso. Sam teme a si próprio mais que qualquer outra coisa.

Outro momento bem interessante do episódio, quando Dean recua em ir atrás de Sam que tinha sido capturado pelos demônios. Dean numa reação natural e instintiva pega sua arma e sai em busca do irmão, mas depois numa reação puramente racional, que é tão estranha a ele e a nós, Dean decide permanecer no esconderijo e buscar estratégias pra ajudar a todos e não somente Sam. Mostra o quanto ele cresceu com tudo isso, o quanto ele está mais adulto, na verdade ele sempre foi mas agora isso se aliou a maturidade, e Dean caminha pra ser o que eu sempre desejei que ele fosse: independente. Esse lance de Sam parar de correr atrás apenas de Sam mostra o quão Dean está comprometido em sua missão, não porque anjos ordenaram isso ou querem isso, mas simplesmente porque esse é o estilo Dean de ser: ele vai sempre fazer o que tem que ser feito, não importa como e nem por quê. Não importa quem mandou, o que importa é que Dean vai sempre fazer o que acha certo e acima de tudo ele sabe que tem que fazer isso, que tem que livrar o mundo dessa tragédia toda, pra ver se quem sabe assim a sua dor, sua culpa e seu remorso possa diminuir e ele volte a acreditar em si e acima de tudo SE PERDOAR.

Os métodos da “Guerra” são dignos de um ser extremamente demoníaco mesmo. “Guerra” nada mais fez do que ela sabe fazer de melhor: jogar uns contra os outros até que ambos percam totalmente o juízo e façam coisas deploráveis e destrutivas. Isso é “Guerra”. Mas pra derrotar a “Guerra”, nada mais certeiro do que lutar contra sua própria essência, ou seja, lutar contra a fantasia idiota de que há motivos pra tanto ódio. Pra derrotar a “Guerra” e acordar do pesadelo, basta olhar em volta e vencer seus medos, temores e agir com racionalidade e não com instintos animalescos que nos fazem piores do que demônios. Foi isso que Rufus e Jo fizeram. Buscaram dentro de si forças e sabedoria pra derrotar essa alucinação sem sentido. Pra vencer a Guerra bastou ser sensato, coerente e seguro de si. Algo que a grande maioria das pessoas não são em momentos de estresse ou de descontrole. Então eu volto a afirmar: a verdadeira luta vai ser interna, a verdadeira batalha vai ser consigo mesmo. Esse é o grande trunfo de Lúcifer: ele sabe destruir, detonar e esgotar os sentimentos humanos e com isso ele usa esses humanos como, quando e na hora que quiser. Decididamente Dean fica assustador de olho preto.. Eu tenho medo dele.. Muito..

Um momento tão Dean e Sam>>>> Dean entrando no quarto e libertando Sam. Me bateu uma nostalgia.. Me veio na cabeça na hora Bloody Mary, Home, Hunted.. Quando eles ainda eram mais que irmãos… Quando eles ainda eram tão unidos e havia tanta confiança entre si. E teve um lampejo desses momentos aqui nesse episódio. Quando Dean segura a “Guerra” e Sam corta o dedo.. Bem “Trabalhar em equipe “ mesmo… Gostei..

E chegamos no momento mais dolorosamente aguardado por mim por vários meses.. Antes que me joguem pedras e me crucifiquem: eu não quero e não gosto que eles briguem, o que eu sempre desejei é que eles fossem menos dependentes um do outro, que essa simbiose doentia entre eles (leia-se Dean em exagero) chegasse ao fim e que eles se olhassem como dois homens lindos (de todos os modos), mas que são extremamente diferentes, não significando que um valha menos ou mais que o outro. Não significando que um tenha que se anular em prol do outro. Isso sim eu sempre desejei e desejo. E do modo que eles foram criados e viviam, isso só seria possível com um breve rompimento, com um breve apartar para apararem as arestas, e assim voltarem a ficar juntos. Do jeito que sempre foram: unidos, fortes, corajosos e destemidos. Tudo isso regado com muito amor e respeito mútuo.

A conversa entre eles foi intensa e cheia de verdades. Cheia de olhares e desejos não expressos por vezes com palavras. A conversa entre eles foi dita na forma de olhares, de expressões faciais, de entonações de voz. Isso tudo pode ser facilmente visto quando Sam inicia suas colocações. Sam realmente sente tudo aquilo, desejava tudo aquilo, mas num misto de confusão, medo e insegurança ele também queria mais que tudo que Dean fosse de novo o velho Dean, seu irmão marrento, briguento e mandão. Sam queria que Dean brigasse com ele e o colocasse no seu lugar de sempre: no banco de passageiro do Impala. Mas eu confesso que há muito tempo eu não sentia tanto orgulho de Sam como eu senti aqui: Sam foi honesto com Dean como há muito tempo não vinha sendo. Ele não escondeu o que estava realmente sentindo, não escondeu seus mais profundos medos e desejos. Isso foi a coisa mais linda que Sam poderia oferecer a Dean naquele momento. Eu chorei quando Sam diz a Dean ”O problema sou eu. Até onde eu irei? Há algo em mim que me mata de medo, Dean!“.. Sam aqui foi mais honesto do que foi em dois anos. Sam aqui começou a dar seus passos pra se encontrar de novo. E a medida que ele ia dizendo isso, a face de Dean ia ficando sombria, tomada pela dor e pelo medo também, e acima de tudo pela impotência de não poder fazer nada. Mas eu também vi que Dean pode ter visto uma luz no fim do túnel praquilo tudo, Dean pode ter visto que Sam podia afinal ter uma esperança, que ele podia voltar a ser seu Sammy de novo. Como eu disse antes Dean está muito mais maduro do que jamais esteve, e ele não é burro e sabe que Sam precisa mesmo se encontrar de novo pra que eles possam ter uma chance. E Dean sabe que Sam realmente está muito ferido com tudo isso e que ele está de mãos amarradas pra poder assumir essa responsabilidade por Sam, como ele sempre fez. Na verdade Dean não quer mais fazer isso porque finalmente ele enxergou que isso não nos ajudou ou ajuda em nada, Dean finalmente percebeu que Sam precisa andar com as próprias pernas. De um modo doloroso? Sim, mas decididamente necessário. Pra ambos. Dean acima de tudo, acima de brigas, acusações, xingamentos, mentiras, Dean ama Sam com todo seu ser.



Portanto quando Dean concorda com Sam seguir seu próprio caminho, eu não vejo de modo algum que ele desistiu de Sam, que ele não se importa mais. Basta ver os olhos bem fechados que ele tem ao começar a dizer que concorda. Dean parece dizer: “Nunca imaginei fazer ou dizer isso, mas é preciso”… Ao contrário do que dizem, eu vejo que Dean está dando um voto de confiança a eles. Um voto de confiança a Sam. É como se Dean estivesse dizendo: “Vai lá, resolva tudo, eu não posso fazer isso por você mas eu quero muito acreditar que você pode!”… Vocês realmente acham que ele daria sua garota a alguém que ele desprezasse? Nunca!
Um pedaço de Dean estava indo embora, um pedaço de Sam estava sendo deixado pra trás. E o “Sammy” no final da frase, prova que Dean ainda o vê como seu irmão caçula, mas Dean sabe que esse irmão precisa se tornar um homem no mais verdadeiro sentido da palavra. Pro bem de seu “Sammy”. Dean sabe que se Sam não se fortalecer demônios vão fazer dele gato e sapato como já fizeram uma vez. Como eu disse: Dean cresceu e enxerga outras coisas agora, coisas mais importantes do que ser simplesmente um cão de guarda e uma eterna babá!

E posso estar doida, mas também eu noto que de uma maneira peculiar Dean ainda protege Sam. O mantendo longe do Apocalipse, o mantendo longe das tentações e dando tempo e espaço pra ele, Sam, se fortalecer de novo.

Eu quero meus dois lindos caçadores de volta!! Juntos, unidos e fortes como sempre foram!! Mas eu entendo, sei e torci mais que ninguém pra que eles (principalmente Dean) quebrassem essa simbiose doentia, que não ajudava em nada ambos. Você ser companheiro, amigo, irmão é uma coisa, você vivenciar, assimilar e tomar pra si a responsabilidade pela vida de outrem é algo completamente diferente! Ser amigos, irmãos e companheiros não é se anular em prol do outro. Nunca foi! Então essa separação provisória entre eles é mais que importante: ela é necessária, pro bem de ambos. Pro bem da missão que eles tem a cumprir e que ainda continua a mesma desde a primeira temporada: ”Saving people, hunting things, the family business“.. Esse ainda é o grande negócio deles: salvar pessoas. E pra que eles possam fazer isso como sempre fizeram eles precisam primeiro salvar-se a si mesmos. Sam no resgate interno de sua coragem, sua força interna, sua bondade, sua esperança. E Dean no resgate da confiança, em si e em Sam, na busca de objetivos concretos, na sua praticidade e no seu pragmatismo e principalmente no resgate daquilo que ele sempre soube fazer muito bem: amar incondicionalmente.


Doeu em mim essa separação? Doeu como uma faca encravada no coração. Mas crescer significa também dor, significa enfrentar medos, inseguranças e desafios. Além de tudo crescer significa errar pacas, cair tombos memoráveis, mas acima de tudo significa ter dignidade o suficiente pra corrigir esses erros e levantar a cada tombo com mais força e determinação que antes. E sinceramente eu acredito que os dois, Dean e Sam, estejam aprendendo com seus erros e se tornando cada dia pessoas melhores. Muito mais do que já eram. Porque é por isso que nós os amamos tanto: porque são heróis imperfeitos, heróis cheios de defeitos, mas que podem e tem capacidade pra superar tudo que vem pela frente, mesmo que isso pareça impossível. Nossos meninos tem algo que poucos tem: fibra, coragem e muito amor. Afinal eles são Dean e Sam Winchester!

Abraços e até Free To Be You And Me

Créditos pelas imagens: raloria e denny1984