Bem galera, nós chegamos ao final da primeira parte do projeto e devido a alguns acontecimentos com membros da administração do blog demoramos mais que o previsto. Só tenho que pedir desculpas a todos vocês. Mas como eu já disse antes, este é um projeto especial, muito especial que não será abandonado. 

Nessa quinta e última parte falaremos sobre Devil’s Trap. Teremos resenhas apenas minha e da Vicki, porque o Nathan não conseguiu fazer a dele.

As partes anteriores do projeto podem ser encontradas AQUI.


Com o encerramento dessa primeira parte, nós vamos realizar o sorteio do box oficial da primeira temporada. As regras estão AQUI (no meio do texto).  

O nome do vencedor será postado domingo à noite ou segunda-feira e no post será tudo explicado como o vencedor deverá proceder para receber seu prêmio. Também será explicado como será a segunda parte do projeto, mas posso adiantar para vocês que serão 2 prêmios para sortear entre os 2 primeiros vencedores e teremos uma maior participação dos membros!! Vocês vão adorar, tenho certeza!!

Obrigada a todos pelo apoio e confiança!


RESENHA DA VICKI sobre Devil’s Trap

Fight the good fight. E não toca Carry On dessa vez. Eles só aprendem que o hino de Supernatural é a música do Kansas a partir da segunda temporada (e a gente, em evento do Fã Clube, para tudo e põe a mão no peito)

A Meg de Nicki Aycox era má. Por puro prazer. E se a gente for pensar, ela é até um demoninho bobo perto do que eles têm enfrentado agora. Mesmo pensando na Meg hoje.

Pra quem não tem problemas com o sobrenatural, Dean detesta que verbalizem o que ele espera q não aconteça. Algo a ver com O Segredo? E desde lá todo demônio sabe que basta apelar para a família para desestruturar a casca dura dos Winchester, especialmente Dean. Toda a força, aquela carcaça impenetrável dele cai quando se fala na possibilidade de sofrimento para Sam ou John. Não há a mesma misericórdia para com os outros, mas família pra ele é mesmo tudo.

Eis Bobby!!! Nosso amigo foi ficando mais conservado desde que apareceu até hoje.

Ótimo escrever sobre a colt depois do 6×18!! É um ciclo que se completa. Mesmo que depois se descubra que há criaturas que ela não destrói, vê-la como o centro das atenções 6 temporadas atrás só me faz pensar na genialidade de Eric Kripke e sua turma. Houve época em que cada bala contava. Houve época em que tudo para eles era encontrar a bendita colt. E tudo volta ao início agora, das mãos do próprio inventor. A Fênix talvez seja a própria série.

Alguns críticos (cricris do fandom, na verdade) dizem que na segunda temporada é que Jensen descobriu mesmo quem Dean era. Eu acho que ele já sabia faz tempo, mas algo nele mudou pra sempre – e pra nosso deleite, pra melhor -, quando John morre e parte de seus motivos pra viver e lutar morrem junto com ele. Tudo o que ele faz a partir dali tem uma mágoa, uma culpa, um sentimento de perda.

Sam parecia ver esse dia chegar. Ele aponta soluções mesmo antes de saber se John está mesmo morto. Talvez porque, como sempre quis um passaporte para qualquer vida que não fosse a que ele levava, conseguia ver o modo como cresceram com uma visão mais distanciada. O que Dean chama de egoísmo, eu chamaria de pragmatismo em Sam. Há um tanto de egoísmo em Dean também por saber que não conseguiria viver sem Sam. A morte de John dói, mas a de Sam seria insuperável. Como ele mesmo diz, as coisas que ele faria pelos dois o amedrontam de vez em quando.

Sunrise é onde encontram John. O mesmo nome da cidade onde encontram a Colt agora. Coincidências não existem.

Hummmm… bombeiros! (hummm, cowboys! Não me sobram muitos fetiches, agora)

QUE SAUDADE DE JEFFREY DEAN MORGAN!! É ótimo ver ator bom trabalhando bastante e pegando papéis cada vez melhores, mas a gente gosta daquele personagem da série modesta que ele fazia antes! Quantos episódios teriam sido absurdamente melhores se ele pudesse estar no elenco e John desse o ar da graça.

Sou mesmo superultramega-anti-violência, mas Dean usando a colt é nham nham nham nham!

Eles crescem tão acostumados com a criação de um pai bronco e obcecado, que Dean percebe assim que não toma uma bronca que aquele não é John. John não pede ‘por favor’. “Ele estaria furioso. Ele não estaria orgulhoso, mas ia me encher o saco. Você não é meu pai”. Isso para ele sempre foi demonstração de amor. Ele sabe que não vai ouvir mais que um ‘bom trabalho’. Mas não suporta ouvir de Azazel que Sam é o preferido. Ainda que desconfie.

E aí John baixa a cabeça e quando levanta, já está de olhos amarelos. Nessa hora eu já estava apaixonada irremediavelmente pela série (falei que virei fã tarde). E Jeffrey dá um show!

Seria o plano de Azazel matar o ‘homem honrado’ que seria a primeira opção de receptáculo para o representante do Bem no Apocalipse? Será que Castiel traria John dos mortos se Sam atirasse nele para matar Azazel?

O lindo de Supernatural é que até hoje não dá pra ter certeza.




RESENHA DA POLLY sobre Devil’s Trap


E por fim Devil’s Trap. Talvez um dos mais brilhantes episódios de seriados que eu já vi. 
Aqui tivemos de tudo: ação, mistério, drama.. Devil’s Trap foi emoção do início ao fim. Foi aqui que conhecemos Bobby, que ficamos sabendo da Chave de Salomão e pudemos vislumbrar um pouco do que os demônios queriam com os Winchesters, ou melhor, com Sam Winchester. Desde a hora que Dean procurou a ajuda do Bobby até a hora do acidente final foi emoção em cima de emoção. 
As cenas em que Dean exorciza a Meg vão pra galeria de cenas memoráveis de Supernatural. Ali Sam e Bobby puderam ver até que ponto Dean iria pra salvar sua família. Ele faria qualquer coisa pra trazer seu pai de volta. Assim como demônios não estavam brincando, Dean, também não estava. 
Quando eles finalmente encontram John, há uma mistura de medo e alívio. Dean não pensa duas vezes e quer tirar logo o pai dali, mas a eterna sensatez de Sam o faz desconfiar. No final das contas o demo FDP enganou os dois.. Quando Sam está apanhando do demo até quase morrer, Dean não hesita, vai lá e puxa o gatilho. Mata sem nem questionar se existia uma pessoa ali ou não. Ele mata pra salvar quem é importante pra ele. No momento ele nem pensou, ele só agiu, mas depois ele questionou isso, ele questionou até que ponto esse amor por essa família poderia ou arruína-lo ou elevá-lo. Uma cena muito bonita, mais uma entre tantas.
E então entra em cena John, tentando ludibriar seu filho mais velho. Enquanto Sam sai e vai obedecer a uma ordem do pai , Dean observa bem as palavras do pai e constata que seu daddy não era aquele cara ali. Ele conhecia e conhece seu pai como ninguém e só uma pessoa muito sensível e esperta poderia descobrir aquilo que Dean notou. Então Sam chega e vê Dean apontando o Colt pra John, e fica sem entender, entretanto ali, Sam tem uma demonstração de profundo amor e respeito ao Dean. No meio de tudo aquilo, ele confia cegamente no irmão. Ele fica do lado de Dean, pq sabe que Dean jamais faria nada contra a própria família.
E então o maldito YED entra em ação. Vemos que Dean tinha razão e aquele ali era um demo FDP. Os meninos então são presos e Dean é torturado, não sem antes ouvir umas verdades cruéis dita pela pessoa que destruiu sua família. Sam não consegue fazer nada e fica vendo Dean sangrar. Dean implora por ajuda a seu pai, Dean busca no fundo da alma o amor entre eles e John consegue se mostrar.  Eu achei soberbo John de olho amarelo. Achei magnífica a atuação do Jeffrey, como um cara frio, debochado e sem coração, passando em seguida ao pai amoroso e atormentado. Sam se liberta e mira seu pai, dá um tiro, não pra matar, mas pra ferir. 
Ele fica entre John e Dean, fica entre a vingança e o amor a sua família. E então o amor a seu pai e o respeito a sua consciência vencem. Ele não atira, ele não tira a vida do seu pai. Mas isso tem um preço e no caminho pro hospital, tivemos essa demonstração. Os demos tentam matá-los num acidente de carro. E com isso a gente fica com o coração na mão, vendo os três seriamente machucados dentro do carro.

Enfim a primeira temporada foi uma busca. Busca pelo pai, por respostas sobre o demônio, busca pra resgatar o sentimento de família. 


Encaro a primeira temporada como um alicerce pra tudo que viria em seguida. Foi aqui na primeira temporada que Sam e Dean se redescobriram como irmãos e como parceiros numa luta que muitos não teriam coragem de sequer imaginar.

Foi aqui nessa temporada que cada um mostrou do que é capaz. Dean é capaz de tudo por John e Sam, que ele definitivamente não brinca em serviço. Sam mostrou que é capaz de mudar tudo em sua vida por amor a alguém. E John aprendeu que a união é a melhor arma contra o mal.






Sintam-se livres para comentar!!