Salve salve meus amigos sedentos por conhecimento!

Sei que faz bastante tempo desde a última vez em que postei uma LORE, e não queria entrar muito nos motivos de vida real, além é claro da modernização para deixar o blog chique assim. Digamos apenas que eu estava me redescobrindo como um Homem das Letras hehe.

Bom, hoje vou continuar de onde parei na nossa última conversa, mostrando um pouco mais dos vampiros, dessa vez sobre os olhares de outras mídias.

Cinema

Os nossos sanguessugas favoritos estrearam no cinema em um filme mudo chamado Nosferatu, lançado em 1922. Apesar de ser livremente baseado na obra Drácula, de Bram Stoker, traz uma temática mais sombria e assustadora, mas com o mesmo dilema de se apaixonar por uma uma humana e a que ponto ele chegaria para ter o que deseja. Por não ter conseguido o aval da família de Stoker para usar sua obra como referência direta, os escritores do filme tiveram que adaptar muitas coisas, desde os locais em que a história se passa até ao nome dos personagens, transformando então o carismático e charmoso Conde Drácula no recluso Conde Orlok.

Falando em Drácula, ele teve muitas adaptações da sua obra original no cinema, começando por Drácula, filme de 1931, que não só foi o primeiro filme falado sobre o personagem, como também praticamente criou toda uma cultura e jeitos e trejeitos para o vampiro, devido à interpretação aclamada de Bela Lugosi no papel principal. Outros grande filmes de interesse a se citar são uma outra adaptação homônima de 1958 em que foi interpretado por Christopher Lee, tendo tal destaque no papel que a série subsequente de filmes, produzida graças ao sucesso do primeiro, estrelou 5 dos 7 filmes, se tornando um dos rostos mais conhecidos e um de seus personagens mais icônicos.

Mais recentemente houve uma nova adaptação em 1992 com Gary Oldman no papel do Conde Drácula, Winona Rider como Mina e Keanu Reeves como Jonathan Harker, além da genial performance de Anthony Hopkins como o Dr. Abraham Van Helsing. O filme também foi um sucesso de bilheteria, seguindo a obra original o máximo possível e usando bastante efeitos especiais e sangue.

Anne Rice também não foi mal recebida na Sétima Arte, com vários de seus livros sendo adaptados com sucesso de bilheteria, sendo os mais notáveis Entrevista com o Vampiro, com Tom Cruise interpretando o vampiro Lestat e Brad Pitt como o jovem repórter Louis, além de A Rainha dos Condenados, em que foram adaptados ao mesmo tempo O Vampiro Lestat e a Rainha dos Condenados. A rainha que dá título ao filme é interpretada pela cantora Aaliyah, que morreu pouco após as filmagens e Stuart Townsend assume o papel que fora de Tom Cruise como Lestat.

No cinema atual, a Saga Crepúsculo, por mais controversa que seja, foi um grande sucesso de público, usando os vampiros e suas hierarquias e guerras apenas como o pano de fundo de uma história de amor improvável.

 

Televisão

Os vampiros já são figurinha carimbada na televisão em seriados há bastante tempo. Desde o Vovô da série “Os Monstros” de 1964, sempre houveram seriados em que eles tiveram destaque.

Um dos que tiveram maior expressão e sucesso provavelmente foi Buffy, a Caça Vampiros. Baseada em um filme homônimo, a série teve sete temporadas e uma continuação espiritual com Angel, seriado esse que durou cinco temporadas. Acompanhando a estudante Buffy Summers em sua jornada para aprender a aceitar e cumprir seu destino de Caçadora, tarefa hereditária que ele faz o possível para escapar por um bom tempo. Aos poucos vai aceitando e conhecendo mais o cinza entre a relação de branco e preto, bem e mal (lembra alguém que conhecem?), quando se envolve emocionalmente com o vampiro Angel.

Uma outra série que marcou profundamente o tema vampirismo foi The Vampire Diaries, baseado em uma série de livros homônima, começando de uma maneira aparentemente comum, em que trata-se de um mero triângulo amoroso entre dois vampiros e uma mortal, mas se expande, mostrando as complexidades do mundo dos vampiros, sua hierarquia, inimigos, medos e prazeres. É uma das grandes séries do canal The CW, com 4 temporadas até agora.

Uma outra série revolucionária dos dias de hoje é True Blood, que mostra os vampiros vivendo em harmonia com os seres humanos, graças ao desenvolvimento de um sangue sintético, chamado de Tru Blood. Tudo roda em torno de Sookie Stackhouse, uma híbrida de humano e fada telepata, mostrando questões contemporâneas, como direitos iguais, discriminação e violência contra minorias, vício em drogas, fé, influência da mídia e a importância da família. Até agora a série conta com cinco temporadas.

 

Quadrinhos

Uma mídia um pouco menos explorada no tema, mas não menos interessante. Temos já como carro chefe em sucesso (tanto que houve uma trilogia no cinema e uma série de TV sobre ele) o híbrido Blade, também conhecido como Daywalker. Criado pela Marvel Comics em um especial chamado “Tumba do Drácula”, fez tanto sucesso que ganhou revista própria. Filho de uma humana mordida enquanto grávida, Blade nasceu com boa parte dos poderes dos vampiros, tendo como únicas fraquezas a sede por sangue e não ser imortal, mesmo que envelheça mais devagar que um humano comum. Ainda na Casa das Ideias, o Homem Aranha possui sem inimigo sanguessuga também. Morbius é um vampiro que tentou criar uma fórmula para curar uma rara doença sanguínea, usando um tratamento experimental usando morcegos vampiros e terapia de eletrochoque. O resultado é que ele se torna um vampiro, ganhando poderes de voo, super força e habilidades de cura. O preço disso é digerir sangue humano constantemente, e também uma aparência horrível, com dentes enormes, orelhas pontudas e um nariz achatado parecido com um morcego.

 

Jogos

Nos videogames, vampiros são também largamente explorados, em especial na série Castlevania, que tem como grande antagonista o próprio Drácula, e sendo protagonizadas na maioria das vezes por membros de duas grandes famílias caçadoras de vampiros, chamadas Belmont e Renard. Além deles, em alguns jogos da série jogamos como Alucard, filho do vilão que se rebela com o pai e faz grandes esforços para destruí-lo.

Já em RPG, além de haver classes vampíricas em praticamente todos os sistemas de jogo conhecidos, os vampiros possuem um jogo para chamar de seu no ambiente Mundo das Trevas, do sistema Storyteller, chamado de Vampiro, a Máscara (e com uma recente atualização, Vampiro, o Réquiem). Com um universo baseado em parte na escrita de Anne Rice e usando uma sistema de clãs e hierarquias, além de possuir um design gótico e sombrio, ganhou muitos fãs e praticantes pelo mundo.

 

 

Galera, é isso, espero que tenham gostado. Senti muitas saudades de escrever para vocês! Agora a coluna vai voltar a ser regular sexta sim, sexta não. O tema de semana que vem já está definido, mas sugestões para os próximos com certeza são bem vindas, assim como comentários, críticas e elogios.

 

Faz bastante tempo, então republico meu twitter, se alguém tiver interesse em seguir, @Thiago_Roderick

 

Um grande abraço sobrenatural em vocês, e é hora de voltar ao QG dos Homens das Letras e pesquisar um pouco mais.