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Escrever essa análise Hunter foi pra mim um misto de desafio e prazer. Desafio porque eu tive que colocar muito das minhas considerações pessoais e de Deangirl de lado e tentar ser justa com a temporada (sim, eu ando muito puta com a falta de arco mítico pro Dean, mas isso não é assunto para esse post) e prazer porque eu estava voltando a fazer uma das coisas que mais gosto: escrever sobre algo que amo, que é Supernatural.

Quando eu terminei de assistir o episódio eu disse: “Ok, Edlund seu puto.. Sempre você a abrir portas, janelas, paredes, buracos no chão. Sempre você a jogar algo na nossa cara e dar no pé, deixando-nos com a sensação de: WTF? Como assim? Volta aqui e termina de explicar isso!”. E junto a isso veio uma dor fina, surda e latejante por ver que Edlund não é mais o mesmo com Dean.. Acho que nunca o vi tão Samboy antes. Tudo bem, não vou destilar veneno e nem fomentar briguinhas, mas como eu já disse, muitas vezes é difícil segurar meu lado Deanfan e ficar quieta e só assistir seu personagem favorito ficar desfilando em cena, dizendo piadas, sendo babá e não fazer nada de concreto. Ok, ok, vou parar e vamos voltar ao episódio em si.

Episódio muito, mas muito bom. Episódio que abriu caminho para o encerramento da oitava temporada e como a gente pôde ver, não será algo fácil, leve e sem traumas. Carver está certo quando diz que os meninos amadureceram e que nada será como antes, a mudança será drástica. Prevejo coisas além de sombrias. Prevejo coisas excruciantes para Dean e Sam. Carver também já deixou claro o papel de cada um. Sam meio que buscando se achar de novo, buscando talvez uma redenção tardia, um amadurecimento que ele finalmente parece que vai encontrar. E Dean o típico irmão mais velho, pronto pra qualquer coisa, pronto pra ser exatamente isso: irmão mais velho. Esqueça o resto. Dean será sempre o cara que coloca sua família (leia-se Sam) acima de tudo, o resto vem a tiracolo. Vamos dizer que o resto é ‘material extra’ e que dá um trabalho da porra!

Nesse episódio tivemos a presença de todos os personagens envolvidos no arco mítico da temporada. Além de Dean e Sam, contamos com Crowley, Castiel, Kevin e Naomi. Então não tinha como ser ‘filler’ (apesar de que detesto esse nome). Iria ser (e foi) um episódio totalmente focado na mitologia da temporada. E cheio de ação, não houve um só momento de pasmaceira ou de “encheção” de linguiça.  O enredo foi muito bem amarrado, bem elaborado e bem conduzido. Edlund babies! 🙂

Começamos com Kevin e seu ‘little bunker’, a chegada de ‘Dean e Sam’ e a outra metade da tábua. Dava pra sentir no ar que era alguma armação, algo que não se encaixava (as caras e bocas de Sam diziam isso. Principalmente o “Special K”), mas duvido que alguém imaginou que era uma ‘realidade criada’ por Crowley, como num seriado! E volto a dizer, os efeitos nessa temporada estão simplesmente ótimos. E falando em Crowley, vamos combinar que ele é o demônio mais odiosamente admirável nos últimos tempos em Supernatural? O que é caracterização de Mark Sheppard para Crowley? Essse eterno sarcasmo, essa eterna ironia, megalomania e nenhum pingo de pudor. Adoro isso! E eu rachei de rir quando ele dá uma de diretor, dando dicas de como se passar por alguém (exatamente como um diretor de vídeos faz quando trabalha!) e diz “ I was born to direct”. Ele é impagável!  Aqui temos a clara direção que Crowley está ferrando com a cabeça de Kevin. E que não medirá mesmo consequências para atingir o seu objetivo. Um adendo aqui para o trabalho de Edlund: adoro como ele sempre faz auto-referências em episódios. Como ele sempre dá um toque de humor negro aquilo que ele mesmo faz.

Em seguida podemos ver Dean em seu papel de cuidador-protetor-cozinheiro-médico-irmão mais velho. Pelo jeito o papel que lhe cabe na temporada, ou talvez exceto pela quarta e metade da quinta temporada, o seriado inteiro. É gostoso observar esse lado de Dean, ele sempre foi assim e sempre será. Dá um conforto saber que mesmo com tudo que eles passaram, com todas as passadas de pernas que ele teve, mesmo com todas as traições de pessoas próximas, mesmo com toda decepção que sofreu com John e principalmente com Sam, Dean ainda tem a força de caráter, a lealdade, o altruísmo que sempre lhe foi peculiar. Dá um orgulho danado vê-lo no seu melhor estilo ‘big brother’. E claro, Sam com seu típico comportamento, entra em ação. Contestar, contestar, contestar e…sempre vencer no final! Sam não seria Sam se não fosse assim, se não fosse tão contestador. Teimosia está nos genes dos Winchesters. Dos dois. Então, os aceitemos assim e pronto!

E aqui entra talvez um dos pontos que mais me tocou no episódio. Kevin enviando a mensagem e o modo que Dean a recebeu. Adoro o quão nerd Kevin é. Para proteger ele mesmo e no fundo, Dean e Sam, porque Kevin sabe, bem lá no fundo, que se existe alguém capaz de fazer o que está na tábua, são os dois, Dean e Sam. A reação de Dean à’morte’ de Kevin e ao desabafo do garoto, me levou às lágrimas. Aquele “Damn it” e a explosão de raiva, com todos os livros no chão me fez ver que Dean ainda é Dean, e que ele sempre vai se sentir responsável por tudo e nunca vai aceitar tão passivamente a morte de pessoas que são jogadas nesse furacão sem pedir, ou sem estarem preparadas pra isso. Que ele sabia muito bem como Kevin estava se sentindo. A sensação de fracasso, de perda, de impotência, de cansaço, de culpa. Dean sabe que sempre tem perdas numa batalha, mas ele nunca vai se conformar com isso. Amei essa parte… Edlund e Jensen conseguem com apenas simples frases e expressões, mostrar toda essência de Dean Winchester.

Em seguida temos Cas e todo o plot dos anjos e suas tramoias.  Ressaltando que Cas com sua referência histórica ao café foi muito legal! Vemos um pouco mais sobre a perseguição de Naomi pra cima de Castiel e que ela vai usar todas as táticas, lícitas ou não, para tê-lo de volta. Naomi, como Carver mesmo disse, ainda tem coisas a mostrar, ela tem muito mais na manga do que julgamos ou sequer pensamos. O objetivo dela é muito mais do que por as mãos na tábua dos anjos. Ela é fria, calculista, implacável. Uma bitch total! Gosto de como Edlund usou uma rede de comida como meio de fuga para Castiel. A mesmice, a falta de opção, a massificação é onde se esconde as coisas, é onde tudo pode ser mascarado. Adorei essa mensagem!  E ele ser encontrado e coagido justo em Santa Fe é pertinente, não? Naomi mostra que não está pra brincadeiras. Ela não vai pegar leve e muito menos não usar o poder que tem. Ela mostra que anjos sempre farão o que precisa ser feito, doa a quem doer. Ficamos sabendo também que anjos são como máquinas, podem ser reprogramados quantas vezes forem necessárias. Ela é cruel e joga pesado com Castiel.

Dean e Sam vão para todo processo de pesquisa e pistas como sempre fazem. E claro que a perspicácia de Sam leva a melhor. E logo ele associa o que Kevin escreve com algo que ele já viu e pra ligar os pontos e ir atrás de Metatron é um pulo!

E eles chegam ao hotel.. Retirado, escondido e completamente deserto. Claro que os momentos entre os irmãos, as piadas, as tiradas sempre serão uma das melhores partes em quaisquer episódios. E aqui não foi diferente. Dean tendo que justificar as atitudes estranhas de Sam, Sam contando fatos da vida deles e rindo de forma tão espontânea e sincera, um fato tão besta e corriqueiro, como montar um burro peidorreiro. Mesmo com esses vislumbres de intimidade fraternal, percebemos aqui que algo não está realmente bem com Sam, que realmente ele tem alguma ligação com esse escriba de Deus, porque tudo à volta dele começa a exacerbar, a intensificar em um nível que apenas ‘o escolhido’ percebe e vivencia.

Kevin aparece de novo e podemos seriamente duvidar que ele esteja morto. O vídeo que ele mandou a Dean e Sam certamente foi pra deixá-los em vantagem com relação a Crowley. E o pequeno nerd é um mestre na esperteza e na arte de manipulação. E Crowley observa tudo literalmente de camarote. E a cena que ele diz que ele mesmo poderia ter interpretado Dean, sinaliza algum respeito pelo Winchester? Ou ele apenas zomba, demonstrando que Dean é um fútil, superficial? O melhor é a expressão para o assecla quando o mesmo diz que ele daria um ótimo Dean! Volto a dizer, Crowley é um demônio e tanto!

Dean sai a procura de alguma informação e acaba descobrindo que o recepcionista do hotel é um cara muito, muito velho. As informações que ele recebe do índio, indica claramente que aquele é o local escolhido por Metatron, mesmo que Dean não faça a conexão imediatamente. Ao mesmo tempo que Dean está lá fora fazendo sua busca, Sam sai pelo hotel atrás de algo que o aflige, atormenta. Visivelmente ele está sem condições físicas, mas ele continua e acaba se deparando com toda aquela sensação e visão estranha do que está a seu redor. Ele descobre sobre os livros e tenta avisar Dean, mas não consegue.

Na outra ponta do episódio, Castiel é surrado por seus ‘colegas de trabalho’, e se recusa a entregar a tabua para Naomi e volta a afirmar que precisa proteger o objeto de todos, não apenas dos anjos. Volto a me perguntar, o que essa tábua tem que todos querem por a mão nela. Inclusive Crowley que chega arrasando e mostrando que ele e Naomi, são realmente velhos conhecidos. Adoro o jeito de ele debochar e esnobar dela, como se ele soubesse realmente quem ela é e do que é capaz. Descobrimos que ele tem bala que machuca anjos e não está brincando quanto a intenção de usá-las, seja lá em quem for. Crowley leva Cas pra outro lugar e prova mais uma vez por que ele é o Rei do Inferno. Ele é sagaz, esperto e muito cruel. Acaba descobrindo onde Castiel escondeu a tábua e tira de lá. De dentro do corpo de Cas. E nos resta matutar por que Cas diz que as tábuas não foram feitas nem pra anjos e nem pra demônios, mesmo que o assunto nelas seja totalmente sobre esses seres.  E Crowley tem uma bela surpresa ao saber que seus ‘fakes de Winchesters’ foram enganados pelo pequeno nerd. Kevin mais uma vez se mostra muito, mas muito esperto e sagaz.

Sam revela a Dean que de algum modo está conectado a Metatron e sabe que ele está por ali. (Ok, eu tentei me controlar, mas… Sério que tudo que um dia foi ‘fodástico’ no pequeno arco mítico de Dean que um dia fizeram, tem que ser compartilhado também com Sam? Tipo, a ‘ligação angelical’? Sam agora é ‘bonded’ com anjos também? Não bastou só demônios, né? Não! E podem me crucificar e chamar de chata, imparcial, tendenciosa, bla, bla, bla, mas não dá pra ficar parada e ver Dean só ser enfermeiro de Sam, como se ele não tivesse nenhuma outra utilidade ou que não precise ser parte ativa em tudo isso. Eu quero estar errada, eu quero poder chegar pra vocês e dizer: fui uma burra por achar que Dean não teria participação efetiva no arco principal, mas não é o que estou vendo desde que finalizaram a história de Dean no Purgatório. Mas como sou uma eterna otimista, vamos esperar. O que é um peido pra quem tá cagado?). Sam diz a Dean que descobriu sobre livros que chegam e Dean imediatamente liga à história do índio, que dizia que o mensageiro pedia histórias em troca de ‘bençãos’.

Outra parte bem emocionante do episódio. Esse Sam falador é uma coisa hein? Ele fala sem parar pra Dean, fala como se só assim ele pudesse raciocinar e chegar uma conclusão. E como eu disse, uma parte bem tocante. Eu adoro tudo que se refere aos irmãos, juntos, e quando essas histórias deles são colocadas em cena, não dá pra ficar imune. Eu afirmo categoricamente que a série é sobre os dois irmãos, então é gratificante ver o amor fraternal deles. E qualquer que seja a situação é no mínimo reconfortante saber que esse laço forte não se partiu totalmente. Veja bem, eu disse lá atrás sobre a atitude dos escritores para com Sam e Dean, mas isso não significa que não sei reconhecer quando eles acertam. E esse monólogo do Sam pra Dean foi de quebrar o coração. Como deve ser difícil saber desde muito novo que tem algo dentro de si e que não é algo bom. O quanto deve ser difícil ter que lutar constantemente contra isso, contra essa sensação estranha que sempre o perseguiu, mas que só muito tempo depois, só quando as coisas estavam bem ferradas mesmo, foi que ele descobriu a razão desses sentimentos dentro dele. Não vou negar que ouvi-lo falar de puro desencadeou duas lembranças distintas em minha cabeça. Quando Azazel pergunta a Dean se ele tinha certeza que ele trouxe um 100% puro Sam de volta e quando Dean e Benny conversam sobre a ‘purificação’ no Purgatório. Essa coisa toda de pureza tem alguma ligação? A sensação de ‘estar limpo e puro’, sugere que esse é um pré-requisito para a realização de grandes acontecimentos? Nos resta esperar… Mas aposto que pode ter zilhões de teorias correndo por aí. Isso sim é uma das melhores coisas de Supernatural. Esse ‘frisson’, essa troca de informações, busca de informações em todos os sentidos.

E finalmente Metatron. E ele recebe os meninos literalmente, a ponto de bala. Pronto a atirar. Dean não acredita que aquele homem com cara de pensionista do INSS é o famoso Metatron, o cara que ‘tem’ a palavra de Deus nas mãos, mas como uma arma é uma boa persuasão, ele acaba ‘cedendo’. Começam novamente os eventos em Sam. Barulho, visão estranha, fala alterada. Dean os apresenta, e Metatron não sabe quem são eles. Nunca ouviu falar. O que causa estranheza, mas ele logo percebe o estado de Sam e liga os pontos. Ele diz que Sam está realizando os testes e está ressonando e indo fundo naquilo. Metatron revela que não é um deles, que não é da ‘raça angelical’, que ele apenas escreve a palavra de Deus. E Metatron diz que Deus sabia que iria ter que partir e que temia que bagunçassem o coreto completamente. Por isso ele deixou instruções e Metatron escreveu. Descobrimos que os Arcanjos tomaram o lugar de Deus no comando e que tudo foi um planejamento pra fazer o mundo do jeito que eles, os arcanjos queriam, para que eles pudessem controlar o Universo. Só que não podiam fazer tudo isso, sem a Palavra de Deus. E é por isso que ele se exilou. Dean diz a Metatron que ele é um covarde, desde que enquanto ele lia livros, os anjos tentavam acabar com o mundo. E Metatron retruca dizendo que humanos é que se autodestruíram, que se tornaram desprezíveis. Que o tal do livre arbítrio é uma ferramenta bem usada, mas sem real valor, uma vez que tudo acontece mesmo. Sam se altera e diz umas poucas e boas, seguido por Dean que mostra a Metatron que pessoas estão morrendo e sofrendo horrores porque ele ficou se escondendo, lendo livros e assistindo as coisas acontecerem. Que um garoto chamado Kevin foi arrastado pra essa lama e agora está fora de combate, morto. Kevin que estava fazendo o trabalho que seria de Metatron, ou menos o anjo deveria estar protegendo o seu profeta.

E novamente na outra ponta do episódio, Cas e seu colega de trabalho tem uma conversa sobre poder de escolha. Sobre fazer a coisa certa e não apenas o que te mandam fazer. E Cas consegue tirar a bala de dentro de si, ao mesmo que tempo que vemos Kevin e Crowley se encontrar. E aqui tivemos certeza que Kevin é um garoto que aprende rápido e é muito mais esperto do que o julgam. Ele conseguiu ludibriar o Rei do Inferno e ainda teve a pachorra de enfrentá-lo! Quando Crowley está perto de matar Kevin, algum anjo chega e dá uma surra em Crowley, libertando Kevin e o levando para junto de Dean e Sam.

Dean e Metraton tem uma conversa bastante interessante, onde Dean joga as cartas para o escriba e deixa que ele escolha quais cartas pegar. Metatron pergunta se Dean e Sam vão mesmo fechar os portões do inferno. Dean é sucinto e diz que parece que é o que tem que ser feito. Metraton diz que a escolha é deles, que tudo sempre foi assim, que tudo é por causa de escolhas que os humanos fazem, mas que eles terão que ponderar essa escolha perguntando a si mesmo o que custará fazer tudo isso e o que será do mundo após ter feito isso.

E Kevin então acorda e os rapazes ficam felizes em ver que ele está de volta, e que já sabe qual é o terceiro teste . O que Sam precisa fazer pra fechar de vez os portões do inferno. E também que ele não contou a Crowley.  E Metatron (que sabe quais são os testes) revela que o desafio é : curar um demônio. Kevin finalmente encontra seu anjo, e não consigo parar de me perguntar: o que virá daí? Que tipo de relacionamento?

E como sempre, senão não seria Supernatural, terminamos o episódio com uma conversa no Impala. E é visível a ansiedade de Dean que Sam fique bem, e não que o mundo se livre dos demônios. Essa é a real motivação dele para que Sam realize logo esses testes. No início poderia ser pra se vingar, mas agora é pra ver seu irmão livre do sofrimento. O que é confirmado por Sam, que diz se sentir melhor só em saber o que tem que fazer. Sam tem um tom de descrença na voz quando diz que está chegando ao fim de tudo. E claro que o episódio não ia terminar sem um gancho, sem um evento que nos faria desejar que já fosse semana que vem. O episódio termina com Dean e Sam achando Cas, ferido e ensanguentado numa estrada no meio da noite. E com isso a pergunta: onde diabos está a tábua dos anjos? Será que Metatron a pegou? Crowley? Kevin? E o que Naomi & Cia irão aprontar agora? O que Metatron irá fazer? Qual demônio será curado? Como e onde? Enfim, só Edlund pra finalizar um episódio com tantas perguntas..

Edlund jogou o barco na tempestade, agora que venha a tempestade! Quem não está preparado pode ser arrastado por ela e literalmente ficar boiando!!

Abaixo vem considerações puramente pessoais, que eu como fã de Dean (algo que não beira a sanidade) senti quando assisti o episódio. Já vou avisando que isso é o que EU penso e não os membros do blog. Cada um tem seu ponto de vista e vocês saberão no final da temporada. Estamos preparando uma surpresa pra vocês quanto a isso. Portanto quem for ler o que vem abaixo, saiba que tenho argumentos para defender cada coisa que coloquei aqui. E também fiquem cientes que não tenho um pingo de paciência pra mimimi. Não concorda comigo? Acha que estou exagerando? Acha que vejo só um lado da situação? Beleza, vamos conversar a respeito de forma educada. Se vier com grosseria, vai ser sumariamente ignorado (ou não hehehe). E fiquem avisados: minhas palavras podem machucar coraçõezinhos sensíveis!

– De repente John virou o melhor pai do mundo? Tá… Sim, eu não o acho o pai do ano e acredito que ele pisou feio na bola com seus filhos. John foi um excelente caçador, homem, mas como pai? Um fiasco total.

– Ok, eu disse que ia falar coisas aqui que ia ferir olhinhos e ouvidinhos de muita gente.. Paciência. Lá vai.  Sam já encheu meu saco faz tempo. Por mais que eu saiba que ele é a outra metade de Supernatural, por mais que eu saiba de sua importância, por mais que eu sei que Supernatural não existe sem ele, isso não significa que eu goste ou endosse tudo que ele fez ou faz. Ainda continuo o achando o moleque mais chato e irritante da face da terra. Ainda continuo achando que ele já passou da hora de encarar Dean como um ser pensante e que tem sentimentos. Ainda continuo achando que ele parece não pensar antes de fazer ou falar algo, que por mais que ele possa ter razão em seus argumentos, existe ‘jeito’ e ‘jeito’ de colocar isso. Enfiar a faca e girar, decididamente não é o modo mais justo. Sam tem essa capacidade. De ir direto na ferida e cutucar. É o típico morde e assopra. E vejam bem, eu estou falando do personagem Sam e não do ator Jared. Há uma grande diferença. Não é culpa do Jared que escritores/roteiristas fazem de Sam um babaca completo na maioria das vezes. E como eu disse isso é uma opinião de fã e não de administradora de blog. Não tenho mais um pingo de paciência com Sam. Ultimamente poucas coisas que ele faz eu entendo, concordo e aceito. Bem poucas mesmo. Desculpe aí os ofendidos, mas eu não seria eu, se não dissesse a verdade sobre o que penso do Winchester mais novo. Por mais que ele tenha momentos adoráveis e sensíveis (como aconteceu aqui no 8×21 ) eu ainda tenho muita mágoa por tudo que ele já fez, ainda tenho muito desconfiança nas suas intenções. O odeio? Não, de jeito nenhum. Mas não sou obrigada a dizer amém e ter paciência com as chatices dele. E tampouco sou do time que defende que ele não fará falta. Sim, ele fará, porque Jared é um ator muito bom que faz com que eu tenha essas reações viscerais com Sam, e é exatamente por isso que Sam ainda é o outro lado de Supernatural. Dean o ama com tudo que ele tem, e eu amo Dean com todo meu coração. Respeito Dean, então que Sam venha no pacote. Se Dean quer ser a sombra e o cão de guarda de Sam, que seja. Eu fico feliz em ver como Jensen Ackles sabe fazer de Dean alguém tão especial, mesmo quando autores e roteiristas resolvem que ele merece tão pouco. Ainda adoro Supernatural com tudo que tem! Mesmo que meu lado Deanfan fale mais alto primeiro! E sempre vai falar, mas eu sei separar o joio do trigo. Posso estar odiando o que Carver está fazendo com Dean nessa oitava temporada, mas jamais vou desmerecer o trabalho do cara dentro daquilo que ele propôs fazer. Ele criou uma história coerente, bem estruturada e está sabendo desenvolver de forma eficiente. A oitava temporada está infinitamente melhor em todos os sentidos do que as duas anteriores, mesmo que meu personagem favorito está sendo tratado como um coadjuvante de luxo (de novo).

– Castiel… Adoro o anjo, sempre o defendi e acho que ele deu um gás maravilhoso em Supernatural. Mas sinceramente? Ele NÃO É o terceiro protagonista de Supernatural. Castiel não tem o direito de querer ser tão importante quanto os irmãos na trama. Não tenho nada contra a presença dele no seriado, desde que tenha justificativa e não que seja algo que fãs ensandecidos e com fogo nas calcinhas (e cuecas) exigem. Enfiar um personagem goela abaixo, sem nenhuma justificativa na trama não tem o mínimo cabimento. E espero que a tão propagada participação efetiva dele na nona temporada tenha um fundamento sólido. Vamos esperar pra ver.