review 8x22

 

 

Saving people, hunting things, the family business. Se eu tivesse que definir o episódio em poucas palavras, seriam essas. A clássica frase dita por Dean foi usada no episódio e também ganhou uma nova proporção, mas vamos por partes.

O episódio já começa no melhor estilo sobrenatural. Tenso, cheio de ação, sangue, gritos e morte. RIP Tommy. O garoto que foi salvo pelos meninos há anos atrás quando Sam ainda pensava em voltar para  Stanford e Dean procurava por seu pai. A salvação de Tommy, lá no segundo episódio no fez , naquela época entender do que série se tratava ou pelo menos de uma parte dela. Salvar pessoas, não importa o monstro, não importa quem seja esta pessoa. Salvar o irmão de alguém. Tommy nunca superou seu trauma, ainda tinha pavor de um dia encontrar um Wendigo novamente, mas quem pode culpa-lo, não é mesmo?

Vemos que Sam continua sofrendo as contra-indicações dos testes e Dean continua tentando lhe dar força. Sam e Dean são dois lados da mesma moeda, por isso as diferenças entre eles. Sam tem determinação, mas Dean tem mais força. E esta força está sendo crucial para ajudar Sam a superar as dores físicas para os testes. Cas esta com eles na BatCav e também está se recuperando dos maus momentos que viveu nas mãos de Crowley e Naomi. Ele se desculpa com Dean, mas este não o desculpa. “Não desta vez Cas”. Dean está cansado e irritado com Cas por ele ter sumido sem dar explicações, por ter escondido a tábua dos anjos dele e ainda por cima tê-la perdido. E neste clima os meninos assistem a um  filme que encontraram no vasto arquivo que agora possuem, e assistem a  com dois padres e… Abbadon? ou seria a mulher que teve seu corpo possuído por ela? E no filme vemos um estranho exorcismo no qual a “vítima” tem seu corpo estourado depois do padre dizer palavras em latin, cortar a própria mão e colocar na boca dela. A metalinguagem aqui foi sensacional. Vê-los assistindo a um filme sobrenatural foi quase como ver o fandom de Supernatural assistindo ao episódio, sem contar que todo o ar vintage do vídeo, em preto e branco, passando por um projetor, deu um charme e também medo. O que estava acontecendo ali? Obviamente os Winchesters não iriam dormir sem saber e resolvem ir atrás do padre mais novo que aparece no vídeo que por acaso ainda está vivo. É então que Cas diz que vai ajuda-los e Dean deixa claro que não quer a ajuda dele. De fato, desta vez Cas está encrencado.

A visita ao padre nos dá uma grande revelação. O que o outro padre, Max, estava tentando fazer era curar um demônio, fazendo com que a humanidade que ele deve ter em algum lugar fosse restaurada. Outro ponto interessante nesta visita à Igreja foi ver a fé de Dean em Sam. Ele não duvida da capacidade de seu irmão em cumprir os testes.

A parte engraçada do episódio foi ver Cas no supermercado. Ele quer fazer as pazes com seu amigo, então nada melhor do que agrada-lo com uma revista das Asiáticas Peitudas, cerveja e torta. Ele fica nervoso quando descobre que não tem o mais importante, a torta. E nós ficamos surpresos ao ver Metatron o chamando para conversar. Conversa esta que ainda não sei o que pensar. Ele propõe à Castiel o fechamento dos portões do céu, para arrumar tudo por lá, colocar as coisas nos eixos. Cas aceita e já cumpre o primeiro teste que é matar um Nifilim, uma filha de anjo e humano, a única no mundo. Mesmo inocente, ela acaba morta. Pelo bem maior. Será? Até que ponto isto vai dar certo? E achei que está muito fácil. Sem contar que Metatron é um sonhador, passou a vida toda lendo histórias, será que ele saberá agir no mundo real? Provavelmente temos um gancho para a próxima temporada e provavelmente Sam e Dean terão que arrumar a bagunça que este plano de Metatron vai causar. Esperemos.

Enquanto isso Sam e Dean descobrem que o padre Max conseguiu curar um demônio e Dean tem a ideia de fazer de Abadon a garota Frankstein. Mas é claro que ela foge, ela é muito poderosa. A cena da mão dela andando sozinha foi engraçada. Mas também só aconteceu por que Crowley ligou para os meninos de seu número 666 e os informou da morte de Tommy Collins. E lhes deu outro endereço no qual eles acharam outra vítima salva por eles a tempos atrás: Jenny Klein. E então eles recebem outro endereço e qual não é a surpresa de Sam quando ao abrir a porta ele vê Sarah Blake. A garota que ele e Dean salvaram na primeira temporada e por quem ele teve uma paixonite. E eu confesso que sempre fui do team Sarah. Ela se assusta ao vê-lo e já sabia que algo ruim iria acontecer. Eles fazem toda a armadilha contra demônios mas Crowley é mais esperto que do isso, e ainda por cima é filho de uma bruxa. Enquanto Sarah agoniza no chão, Crowley faz o melhor discurso que um vilão já fez nesta série. Ele toca na ferida dos garotos. Ele está matando todos aqueles que eles salvaram, ele está eliminando todas as coisas boas que eles fizeram até hoje. Ele está acabando com as esperanças deles. E ele escolheu a morte de Sarah para ser a mais dramática. Ele leu os livros de Carver Edlund. Ele sabe que Sam iria ficar especialmente ferido com esta morte. RIP Sarah. RIP Esperança.

Salvar pessoas, caçar coisas, o negócio da família. Até que ponto isso vale a pena? Qual o custo disso? Crowley joga na cara deles que talvez isso fosse apenas uma desculpa para livra-los da culpa que eles têm por todo mal que causaram com suas vidas infelizes e vazias. Sam ficou mexido, ficou sem esperanças e ainda mais fraco. Mas Crowley se esqueceu de uma coisa: da força de Dean. E pior ainda, ele feriu Dean ao tirar a esperança de Sam e com certeza pagará caro por isso.

Percepção. É ela quem dá o tom da temporada. Estes episódios finais não são apenas sobre Sam ou sobre Dean. Não importa quem faz os testes, quem aperta o gatilho, e sim como os dois lidam com isso, como os dois, juntos, e apenas assim, conseguirão concluir estes testes.

Já ouço o som de Carry on my wayward son!