Minha primeira análise hunter – por favor sejam gentis comigo kkkkk

Vou escrever numa certa ordem senão me perco e daí não sai nada mesmo.

Começando com o “Carry on my wayward son” o hino oficial da série e de todos nós. Essa música sempre me lembra das primeiras temporadas e do quão ingênuos nós (ou apenas eu era) éramos em achar que matando o Azazel tudo estaria bem… Santa ilusão…
Depois disso temos de volta a xerife Mills – adoro a personagem e a atriz – por mim ela estaria em quase todos os episódios, precisamos de mais mulheres badass nessa série. Ela está sendo cortejada por um galanteador que, por um acaso do acaso, é o Rei do Inferno. O meu querido e odiado Crowley (falarei mais dele depois) e ela fica toda caidinha por ela.. E cá entre nos, quem não ficaria?? Ele é o filho de uma bruxa que sabe como ninguém como conquistar a tua confiança para depois puxar o tapete com um belo sorriso demoníaco no rosto.. Espero que não seja última vez que nos vemos a nossa querida xerife e que ela foi salva pelos meninos.

E agora o nosso profeta predileto (depois do Chuck é claro…) Kevin. Acho que poucos de nós se lembram do menino assustado que estava querendo se livrar da responsabilidade de ser um profeta de Deus. Esse menino cresceu, e gostando ou não da ideia, ele assumiu essa responsabilidade. Adoro a maneira como o Osric passa as emoções do Kevin apenas em um olhar ou num gesto. Ele tem futuro como ator. Também fico contente com o fato de que ele – cruzando os dedos – estará na nona temporada. Honestamente não via muito futuro naquele moleque que correu com medo do Moose. Lembram-se da cena? Hilariante. Agora ele até peita os meninos. Você cresceu bastante Kevin, sofreu . Eu ainda tenho uma pontinha de esperança que a Mama Tran esteja viva por ai.. Precisamos de muito mais mulheres badass nessa série cheia de testesterona… kkkk

Vou abrir um pequeno adendo para falar de um personagem – não humano, além do Impala, porque nessa altura do campeonato, falar do Impala e como chover no molhado – a Batcaverna. Finalmente nossos meninos tem um lar – nas palavras de Dean: “home”. Eu adoro a ideia de que há um legado não só dos Campbells – caçadores desde a descoberta e desbravamento dos EUA, mas um legado de John, dos Winchesters, os Homens de Letras, os intelectuais, os que tinham uma arma talvez tão perigosa tanto quanto o Colt – o conhecimento. O conhecimento acumulado por séculos de pesquisa, sobre todos os tipos de coisas ruins que estão soltas pela noite. E esse conhecimento foi dado aos legítimos herdeiros – Sam e Dean.

Próxima na minha lista, é Abbadon. Se houve um demônio que fez jus ao nome e foi tão ruim e tão sarcástico quanto Azazel ou mesmo Crowley, esse foi Abbadon. E a atriz trouxe toda essa ruindade e sarcasmo ao máximo em cada cena. Infelizmente acho que ela (a atriz) não volta para a próxima temporada, mas o demônio Abbadon pode e deve (na minha opinião) ser trazido de volta, é muito divertido para ser descartado assim tão fácil.

Agora vou falar do meu demônio predileto dentro do universo Supernatural – Crowley, esse escocês de panturrilhas lindas (kkkkk). Desde que esse demônio da encruzilhada foi apresentado a série, ele tem sido um xodó dos fãs, que odeiam amá-lo e amam odiá-lo, que é o meu caso. Neste episódio, o Sr. Sheppard conseguiu fazer com que eu o odiasse e o amasse ainda mais. As cenas dele com Dean, tirando sarro com relação ao contrato com ele, e com o Moose (adoro o apelido dado ao Sam por ele, dou risada sempre), como ele ficou cutucando, ameaçando e até mordendo (yakis), e depois mostrando apenas um pedacinho de sua humanidade. Será???? Quando se trata de Crowley eu aprendi a confiar desconfiando dele, mas também espero que o ator Mark Sheppard ainda esteja conosco na próxima temporada, porque não consigo mais imaginar a série sem ele, o nosso querido Rei do Inferno.

A minha maior surpresa neste episódio foi Metraton. Eu já estava desconfiada dele desde o episódio passado, mas não sabia que ele estava usando tão descaradamente o Castiel e por uma razão tão fútil. Ele teve que abandonar a casa dele quando os Arcanjos estavam tentando por a casa em ordem depois que Deus resolveu tirar umas férias. Não o condeno por guardar o rancor, mas a forma como ele foi falso com todos, inclusive o Castiel, como ele usou descaradamente o fato de Castiel ter tido a memória dele limpada e fazer com ele pensasse que poderia ajudá-lo a fechar as portas do céu.

Em minha opinião ele fugiu porque ficou com medo de enfrentar as consequências e ficou amargurando um rancor por séculos e séculos e não duvido nada que aquela historinha que ele contou para os meninos no episódio passado não passou de uma grande lorota. Ele me decepcionou. Achei que o “secretário” de Deus fosse alguém de mais confiança, não alguém que usasse o conhecimento para conseguir o que ELE queria. Mas foi uma belíssima cartada de Carver & Cia. E agora com ele sozinho (será??) lá no céu. O que será que ele vai fazer??? E os anjos caídos???

Cas. Cas, Cas, Cas. Meu querido Cas. Você caiu novamente na famosa armadilha de acreditar que podia sozinho resolver todos os problemas. O Dean e o Sam já cansaram de te avisar, mas mesmo sendo um anjo do Senhor, você não aprende. Honestamente achei o Cas muito crédulo, até mesmo ingênuo em acreditar no Metraton. E quando o negócio apertou, advinha quem ele chamou – Ghostsbusters – ou pelo menos o mais bonito deles – Dean. E como sempre, Dean foi ajudar o amigo. Eu vou esperar para dar a minha opinião sobre o Cas na próxima temporada. Nessa, ele me decepcionou um pouco. Mas não dá para ficar zangada muito tempo com ele. Kkkkk

Antes de falar dos astros principais desta maravilhosa série e que deram um show de performance neste episódio, gostaria de falar dos anjos caídos – o que, e como eles irão agir agora que estão fora do paraíso?? Serão como a Anna que não se lembrava de nada ou irão se lembrar de que foram traídos por Metraton? Eles ainda terão a sua essência angelical ou a terão perdido como Anna e no caso de Castiel que foi tirada por Metraton? Eles serão aliados ou inimigos dos Winchesters?? Muitas perguntas e uma temporada inteira para serem respondidas.

E uma coisa que vem me chamando a atenção – desde Kripke – e agora com Carver, é a imagem de Deus que eles nos passam. Um pai ausente. Um ser distante que não dá a mínima para os macacos pelados que ele criou e que segundo Lúcifer amou mais do que aos seus próprios filhos angelicais. Por que será que Deus é apresentado desta forma por eles (Kripke e Carver)? Porque o Deus que eu acredito é tudo menos um pai ausente e um ser que não dá a mínima para a humanidade. Não estou querendo discutir religião aqui e nem pretendo “catequizar” quem quer que seja, mas isso sempre me deixou com uma pulguinha do tamanho de um elefante atrás da orelha. O que vocês acham disso?????

Agora vamos falar do filé mignon da série – Sam e Dean, Dean e Sam. Os irmãos Winchester. Durante a temporada inteira tenho lido em blogs sem fim o fato de que Sam não procurou por Dean, e que isso estava fora do personagem e que por isso as pessoas não estavam curtindo os episódios. Honestamente, isso nunca me importunou tanto. Eu achei estranho, mas a explicação do Sam foi suficiente para mim. Ele quis finalmente respeitar o pedido do irmão – não ir procurá-lo e tentar ter uma vida normal, mesmo que seja com aquela “múmia paralitica” de atriz que eles acharam para representar o “amor de um ano de vida do Sam”, que menininha mais sem sal ou pimenta.. Mas isso são águas passadas.

Uma coisa que simplesmente adorei não só neste episódio, mas que pude perceber por toda temporada foi o quanto os meninos cresceram. Eles amadureceram, eles se respeitam. Tá eles lá tem as suas diferenças, são uns cabeça duras de marca maior, mas está mais do que óbvio que antes de qualquer coisa, um morreria pelo outro (bom, eles já fizeram isso várias vezes, mas vocês sabem do que estou falando).

Durante várias vezes nesta temporada e em cada entrevista que via ou lia com o Jeremy, ele falava que essa temporada era para sedimentar o relacionamento dos irmãos, o quanto eles confiavam um no outro, e a percepção que um tinha do outro. Quem assistiu o episódio e viu (eu entre lágrimas, admito!!) o diálogo final entre Sam e Dean, sabe do que estou falando. A percepção do Sam.. Ele sabia que tinha falhado com o irmão e passou o tempo todo tentando ganhar novamente a confiança dele, e tendo como “adversários”um anjo e um vampiro – que foi considerado, num momento louco pelo próprio Dean, melhor ou mais irmão que ele – doeu ouvir isso do Dean, porque nos sabemos mais do que ninguém o quanto esse moleque de cabelos horríveis de manhã (às vezes a tarde e a noite também – sorry, divagando!!!) é o centro do universo do Dean. Ele é o irmão caçula dele, é o mesmo bebê que foi entregue a um menininho de quatro anos pelo pai, para que ele tomasse conta dele, e o Dean ainda não parou de fazer isso. Isso é uma das características do Dean que mais amo. O amor incondicional que ele tem pelo Sam, por mais burradas – e atire a primeira pedra quem disser que ele não as fez, porque queridos Hunters, ele Samuel Winchester admitiu isso no final deste episódio, não sou eu que estou dizendo, ele disse com todas as palavras. Esse Dean que eu amo desde o primeiro “son of a bitch” dele, e que a produtora executiva da 6ª e 7ª temporadas quase destruiu – mas isso é assunto para uma outra hora. Esse Dean, que eu adoro.

Perai, então isso quer dizer que você não ama o Sam? Ninguém tem ideia de quanto eu amo de paixão o Sammy. Eu queria ter um irmão assim. Geek, inteligente como poucos, badass, fazendo olhinhos de cachorrinho abandonado e teimoso como uma mula. Quem não gostaria de ter um irmão assim? Sammy é um irmão para toda hora, mas que como todo irmão também faz asneira. E naquela cena de cinco ou quase dez minutos (do final do episódio) ficou tão nítido o quanto eles se amam. De como eles não são completos sem ter o outro. E essa cena vai ficar para sempre comigo.

Viram como saí do rumo? Voltei e dei uma lida. Na cena, primeiro o Sam admite as burradas que fez e o quanto ele estava querendo compensar isso para o irmão. E o Dean admite que foi um cabeça dura e que não deveria ter sido tão duro com o irmão caçula, mas que não consegue imaginar caçando monstros sem o seu irmãozinho pé no saco.
Percepção. A minha deste episódio e desta temporada, foi de crescimento dos meninos. De dizer adeus a velhas rixas e perceber que se você não colocar uma pedra naquilo que está te incomodando e seguir em frente, você ficara amargurado, e isso não te leva a nada. De que bons amigos são legais, mas você tem o melhor caçador do mundo junto com você e por uma estranha coincidência ele é o teu irmão. A minha percepção foi de que eles tiveram que dizer adeus ao Bobby (eles disseram adeus, eu ainda não. QUERO O BOBBY DE VOLTA!!! – sorry again kkkkk), tiveram que enfrentar outras perdas, tipo Sarah. Tiveram que reaprender a lutar juntos e acreditar um no outro. E tiveram que redescobrir novos aliados, como Garth e Kevin.

E agora sendo uma fã bem maluca, mesmo que essa temporada tivesse sido uma droga (o que não foi) pela quantidade de abraços entre Sam e Dean já teria valido a pena… kkk

Percepção – é a maneira como nos vemos, julgamos, conceituamos, qualificamos as coisas no mundo e em nós mesmos. (fonte Dicionário inFormal).

É isso, deixo-lhes a minha percepção.

Fui.

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