Vamos para a minha primeira Análise Hunter no Supernatural is Life.

Uma das minhas maiores preocupações, assim que uma temporada aproxima-se de seu fim, é se a mesma terá um final digno daquilo que tem mostrado nos outros 21 ou 22 episódios. Esta, aquela que, para mim, marcou o renascimento de Supernatural, não poderia ter acabado de maneira mais satisfatória. Foi sem dúvida um dos melhores e mais intensos finais da série.

Começamos por The Carver, um dos maiores responsáveis por isto. Sem ele, Supernatural teria tomado um rumo diferente e algo muito pior viria a ser o resultado disto. No entanto, as coisas não continuaram da maneira que estavam e nada de ruim aconteceu. Muito pelo contrário. A partir do momento em que Jeremy assumiu o controle, foi dado início a uma nova era. Uma era mais do que promissora, que nos levaria a este incrível final de temporada.

Temos o privilégio de rever no início do episódio uma das personagens femininas mais queridas entre o fandom, a Xerife Jody Mills. Mas, como de costume em Supernatural, a nostalgia dura pouco. Crowley chega ao restaurante e passa a fazer companhia a ela, o que deu a entender que Jody seria a próxima vítima do Rei do Inferno. Seu feitiço é interrompido por uma ligação de Sam e Dean, os quais optam por aceitar o acordo proposto pelo Rei no episódio anterior. Confesso que, apesar de ver a nossa querida Xerife agonizando no chão, não consegui segurar o riso ao perceber que o toque do celular do Crowley era a música “Baby Got Back”. O mesmo serve para a cena seguinte, onde Kevin aparece desenterrando a outra parte da Tábua em frente a uma placa estampada com o desenho do diabo.

Metatron e Castiel dão continuidade ao plano de fechar as portas do Céu para sempre. O escriba de Deus revela a Cas o segundo dos nada suspeitos testes, após fazer uma pequena descrição sobre Deus, cuja aparição está se tornando cada vez mais viável por ser tantas vezes mencionado. Quanto a Metatron, devo dizer que o imaginava diferente (leia-se autoritário, mais solene e menos pateta) e que fiquei um pouco surpreso com a personalidade mostrada pelo personagem.

Sam e Dean vão até o lugar onde Bobby morava (o que foi outra surpresa, pois não esperava ver aquele cenário novamente, ao menos não tão cedo) para o que Crowley acreditava ser a “rendição total e irrestrita” dos irmãos. Este é surpreendido ao saber que ele é o terceiro teste. O que, se for analisar, é uma ótima ideia. Independente do quão difícil e arriscado. Já que Crowley é o único demônio à vista, não teria porquê não curá-lo. Também não posso deixar de ressaltar a expressão em seu rosto no momento da descoberta, a qual foi simplesmente impagável.

Após Naomi sequestrar Metatron e Crowley ser levado até um lugar de solo consagrado, temos uma das que seriam as últimas conversas entre os irmãos antes do cumprimento do terceiro teste. Dean sugere a Sam o que confessar, o que me deixou com pena do Winchester caçula. Ele sabe que, por mais que tente melhorar, por mais que tente compensar, a culpa que carrega por todos os erros mencionados por seu irmão irá eternamente assombrá-lo. Cas aparece solicitando a assistência de Dean e este, mais uma vez, sai em missão de ajudá-lo. Embora tenha anteriormente deixado claro que preferia ficar e cuidar de Sam. Isto faz, sempre fez e sempre fará parte da essência do personagem. Aceitem ou não.

Sam aplica a primeira dose de sangue purificado em Crowley, o qual mostra-se ainda cético em relação ao fato de que será curado. Dean e Cas entregam a tábua dos anjos à Kevin e pedem que ele faça o seu melhor para traduzi-la o quanto antes. A reação do profeta foi compreensível. Ele pensa que o que está vivenciando é passageiro, que tudo um dia acabará e que vai poder voltar a ter uma vida normal. Depois de tudo o que vimos até hoje em Supernatural, principalmente a maneira que as tentativas dos irmãos de ter uma vida normal acabaram, podemos dizer com segurança que não tem saída. Kevin amadureceu bastante desde que o vimos pela primeira vez, mas ainda não aceitou esta ideia.

No seguinte, enquanto a segunda dose é aplicada no Rei, vemos que este finalmente passa a levar a sério o que está acontecendo por morder o braço de Sam e realizar um feitiço de sangue, com o intuito de pedir ajuda. Convenhamos que o Alce foi um tanto quanto amador por ter a ingenuidade de pensar que Crowley não fez o que fez com segundas intenções.

Já no bar onde a vadia celestial havia sequestrado o escriba pateta, Dean alerta Cas sobre quais poderão ser as consequências de fechar as portas do Céu. Logo depois, o Cupido entra em ação e proporciona uma das cenas mais engraçadas do episódio. Quem imaginaria que a mulher era o Cupido e que os dois caras formariam um casal gay? Hilário.

E então, veio Abbadon, informar a Crowley de que ela acha um absurdo o status do mesmo estar como Rei do Inferno e que pretende mudar isto. Importante ressaltar o trabalho magnífico que a equipe de efeitos especiais tem feito nessa temporada. Abbadon pegando fogo e saindo em forma de fumaça foi sensacional. Porém, em consequência do modo que a cena acabou, creio que a deusa chamada Alaina Huffman infelizmente não será a atriz a interpretá-la na próxima temporada.

Dean e Cas recuperam o arco do Cupido, com o consenso do mesmo. Aprendemos mais um pouco sobre o escriba de Deus, devido a uma conversa entre ele e Naomi. Sam continua com as doses e Crowley tenta convencê-lo a parar, dizendo coisas que nunca esperaríamos ouvir dele, mostrando um lado diferente, o que acabou me deixando com pena. Destaque para a atuação brilhante do Mark Sheppard neste e em todos os outros episódios nos quais apareceu. O cara é f*da demais. Tenho a sensação de que veremos um Crowley totalmente diferente daquele temos visto até agora.

A inversão dos papéis. Apesar de que não sabia muito a respeito de Metatron, não pensava que ele fosse assumir o posto de vilão da história, que no que diz respeito ao Céu, eu imaginava ser ocupado pela Naomi. A ex-vadia informa a Castiel e Dean sobre as verdadeiras intenções do escriba, volta para o Céu e é morta pelo pateta que, no final, de pateta não tinha nada. Sentirei falta de você também, Amanda Tapping.

Cas leva Dean até a capela onde havia deixado Sam com o Rei do Inferno e imediatamente volta para o Céu dizendo que não está errado e que irá concertar seu lar, mais uma vez pensando que está fazendo o certo. Metatron revela que, ao invés de testes, era um feitiço. Em seguida, retira a graça de Castiel para finalizá-lo e o manda de volta para a terra.

A conversa entre Dean e Sam. Definitivamente a cena mais tocante do episódio e da temporada. Jensen e Jared deram um show. Como eu citei mais acima, Sam carrega uma culpa enorme pelos seus erros e a prioridade de Dean será para todo o sempre Sam.

A cena final foi surpreendente. Venho novamente a elogiar a equipe de efeitos especiais. Os anjos caindo foi algo estrondosamente bem feito. Tanto acontecendo ao mesmo tempo. Tanto a ser respondido na próxima temporada. Como disse no início da análise, não poderia ter acabado melhor. Faço das palavras do produtor Russ Hamilton as minhas: a truly Supernatural epic ending to a kickass season.

Clique aqui para ler a análise da Suelen.
Clique aqui para ler a análise da Vicki.
Clique aqui para ler a análise da Clarice.