Olá meus caríssimos hunters e homens das letras!

Pois é, hoje é meu dia de postar a minha análise, depois das excelentes escritas pelos meus colegas. Já estão cansados delas, ou tem fôlego para mais duas? Rs

Sei que muito do que eu vou escrever aqui provavelmente vai acabar ficando redundante em relação ao dos outros, pois somos um pessoal que pensa bastante parecido,  então vou mudar um pouco o jeito que eu geralmente escreveria essa análise, para tentar mostrar melhor o que senti com esse episódio.

 

Os demônios:

Começando pela Abbadon, acredito que foi uma das grandes sacadas do Carver na temporada (assim como acredito que a Amelia foi um dos grandes vacilos). Eu sei que não dá para compara-la (pelo menos ainda não) com o Crowley, mas eu acredito justamente que o Carver criou seu próprio “Crowley de saias” com ela. É uma personagem forte, com uma história que pode ser expandida, e tem o potencial para dominar o Inferno na “ausência” do nosso querido Rei. Uma pena enorme que o Sam tenha queimado seu receptáculo, pois tenho medo de que todas as “boas” qualidades dela possam ter ido embora com a Alaina Huffman. Estou de dedos cruzados e ansioso para ver o que Abbadon nos reserva!

Crowley… Ah, Crowley! Quando eu iria imaginar que aquele aparentemente insignificante demônio antagonista à Lúcifer iria se tornar tão importante assim para a série, e tão amado por todos (especialmente eu!)? Crowley foi um presente maravilhoso deixado para seus sucessores pelo Kripke, e a cada aparição dele Mark Sheppard consegue nos encantar ainda mais! Quando você acha que já conhece o personagem canalha que ele é, sempre surge um novo lado. Por mais que ele seja maligno e por mais crueis que sejam seus atos, ele ainda nos faz rir, quando usa “Baby Got Back” como toque personalizado para os Winchester e seu celular aparece para eles como 666. E, algo que não imaginava de forma alguma, me emocionou. Ver ele gritando produções famosas de guerra para tentar sensibilizar Sam para não cura-lo, e depois finalmente começando a perceber que está se arrependendo e indo às lágrimas foi absolutamente emocionante. Quero muito ver como ele será explorado na nona temporada, pois ele ficou quase curado. Será que ele continuará humanizado, ou o fato de Sam ter parado o teste vai fazer com que ele retorne? Essa é uma pergunta que quero respondida logo!

Os anjos:

Metatron, seu maldito! Eu passei dois episódios crente que havia achado praticamente o anjo que eu seria, um nerd, viciado em livros, e totalmente tímido e sem graça. Mas aí vemos que ele na verdade estava precisando apenas de um pouco de “combustível” para revelar sua verdadeira identidade. O momento em que descobrimos a sua intenção de acabar com o Paraíso para os anjos foi uma das reviravoltas de enredo que já vi em minha vida. A cena dele completando seu feitiço e falando com Castiel sobre a vida normal que ele quer que o anjo viva me causou um arrepio enorme. E sua citação de Samuel Johnson mais uma vez mostra que um tema recorrente (e importante) na série são as escolhas. “Faça sua escolha e contente-se com ela.”

E com isso vamos a Castiel, o anjo que é a prova definitiva do dito “de boas intenções o inferno está cheio.” Puta anjinho azarado, meu Deus! Já não bastava se rebelar “por nada” contra o Paraíso, tentar ajudar Crowley com o Purgatório, tentar se tornar Deus, e agora tentar fechar o Paraíso para resolver a bagunça… Eu me sinto muito triste ao ver o quanto ele tenta e tenta, e mesmo assim acaba trocando os pés pelas mãos. Quem sabe se ele decidir seguir o conselho do Metatron e ter uma vida normal, esquecendo os “grandes planos”, não fique finalmente mais tranquilo. Quero ver ainda os motivos para ele se tornar um regular na nona, e espero muito rever aquele Castiel putão e amargurado com o passado que vimos em “The End.”

E Naomi, bem, essa eu sempre tive um pequeno mas insistente instinto de que ela não era a vilã que foi pintada nas suas aparições iniciais. Claro que ela era uma pessoa dura e fazia coisas abomináveis, pelo que considerava o bem maior. Mas daí a ser realmente má, é outra história. Não sei vocês, mas eu acreditei na reação apavorada dela ao descobrir o plano de Metatron quando o “interrrogou”. Eu acreditei que ela se tocou que eles estavam lutando sem sentido, ao invés de proteger a Criação como foram “programados.” Naomi não foi uma personagem tão brilhante como Benny ou Abbadon, mas ainda assim a interpretação soberba de Amanda Tapping e esse militarismo exagerado que sempre definiu os anjos para mim vão fazer que eu sempre me lembre dela com um certo carinho.

Quanto à queda dos anjos, eu realmente tenho medo de dar um palpite muito arriscado, mas imagino que todos manterão seus poderes, como a pista de Naomi falando de Lúcifer indicou. E imagino que Metatron realmente irá trancar o Paraíso para eles, e com isso boa parte deles ficará rebelde e irá querer destruir os humanos por considerá-los responsáveis, mas também haverá alguns que irão querer proteger a humanidade, e então haverá uma guerra civil angelical em plena Terra, basicamente o Armageddon que os irmãos haviam adiado. Quero ver o que o Carver fará ali, aguardo ansiosamente!

Os Winchester e o futuro:

Perdão. Reinício. Cura. Luta. Para mim, cada uma dessas palavras teve um significado grande em tudo que Sam e Dean fizeram nesse episódio. Para poder curar Crowley, Sam precisa pedir perdão, e acredita que o seu maior pecado sempre será não ter sido o irmão que Dean esperava, e sempre que o decepcionava, sentia dor em ver que o irmão ia atrás de um substituto. E isso não começou com Castiel, e sim com Gordon. A obsessão em caçar dos dois poderia tê-los feito grandes amigos, se Dean já não começasse a despontar com uma visão mais cinza dos monstros. Aí veio Cas e a identidade de dever dos dois fez com que virassem companheiros, mas nem tudo são flores, e a cada vacilo do anjo ele se sentia mais afastado. E depois, Benny. Esse foi um amigo de verdade, um irmão de outra mãe para Dean. E essa sim machucou Sam bem fundo, pois ele via que o vampiro tinha características em comum com Dean que ele nunca teria. Mas mesmo assim, ele não desistiu de lutar para mostrar ao irmão que poderia ser mais.

E isso mostra que o Sam também se importava e muito com Dean, ao contrário do que já vi gente discutindo, que o Sam só queria se libertar dos vínculos com a família e viver sua vida. Ele queria ser reconhecido como um igual. Mas mesmo que Dean o aceite assim, ele nunca irá deixar de proteger o irmão, pois é assim que ele é desde os 4 anos.

E indo para Dean, muita gente provavelmente o está julgando como egoísta por não deixar Sam fechar os Portões, morrendo no processo. Mas pensem no quanto ele sacrificou. Pensem no quanto ele perdeu. Ele não tem ninguém, e como vimos quando ele foi morar com a Lisa, não conseguiria ter uma vida normal por muito tempo. Ele é um guerreiro, um soldado, um caçador. Mas ele precisa do seu irmão, ele quer seu irmão vivo, mesmo que ele tenha que morrer para isso. Ele ainda é aquele garotinho que agarrou o irmão no colo e correu para longe do fogo. E ele tem razão também de que o conhecimento que eles possuem agora é muito maior, eles agora podem fazer tantas coisas que seria uma pena simplesmente jogar a vida fora.

E Kevin, é claro, não conseguiu simplesmente recuperar sua vida normal. Eu me sinto mal por ele, mas Cas estava absolutamente correto, esse é um trabalho para a vida toda, não importa se você o encara bebendo como o Chuck. E acredito que Kevin tem um potencial para se tornar um Homem das Letras completo, assim como Charlie. Gostaria demais de ver eles voltando, seria uma adição importantíssima à luta contra o sobrenatural, e com anjos andando sobre a Terra, é essencial que saibam mais sobre eles, portanto, Kev vai ter muito o que fazer, e nós estaremos lá para ver!

E cá estamos nós, mais uma vez. Sei que minhas opiniões de vez em quando podem ficar confusas, mas foi assim que vi o episódio. Comentem aí o que acham e prometo responder seus comentários e não morder igual ao Crowley rs.