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E finalmente chegou o dia da première. Quem diria hein? Nove temporadas e com uma ótima audiência na estreia! Isso é Supernatural! Nós somos ‘awesome’!! Vamos lá, vamos a análise hunter! Mas já aviso, nunca escrevi algo tão rápido e tão sucinto quanto essa análise e não vi o episódio legendado, então isso aqui foi tudo baseado quando vi logo após a estreia!

Recapitulação bem boa, com tudo de importante o que aconteceu na oitava temporada e nos mostrando que a série vai continuar de onde parou. E a música caiu como uma luva. E como sempre a abertura de Supernatural arrasa! Lindo as asas sobressaindo sobre o nome da série.

– Dean e Sam no Impala e Sam tão ‘leve e solto’, fazendo piadinhas que já dava pra imaginar que algo estava acontecendo ali.

– Cena na igreja.. Primeiro que já é inusitado que Dean esteja numa igreja, e ele pedir ajuda a qualquer anjo? Engolir seu ‘orgulho’ (não gosto do som disso, mas não vejo outra palavra pra descrever) e se ‘oferecer’ pra fazer um acordo com anjos? Depois de tantos “Nahs”, ele cede… E por quem? Por Sam. Isso nem deveria ser novidade, porque sabemos que Sam é quem derruba todas as barreiras, máscaras e paredes que Dean constrói, mas a forma que Dean faz isso é de cortar o coração. E eu chorei junto com ele.  Parabéns Jensen Ackles! Nos fazendo chorar com Dean desde 2005 e com menos de seis minutos de episódio, você nos faz chorar de novo.

– Dean e Sam no Impala de novo e Sam tendo a percepção de que aquilo tudo está na cabeça dele. E é legal ver como finalmente Sam enxerga Dean, como um ‘parceiro no crime’, disposto a brigar com ele, por ele e para ele seja de que jeito for. E o melhor, sem mágoas, sem ressentimentos. “Sacrifice” finalmente ‘libertou’ Sam de toda e qualquer culpa ou mágoa.

– Castiel. Humano. Sangue. Risco de morrer, mas ainda capaz de ouvir vozes angelicais e numa bagunça danada entre mundo angelical e mundo humano. Isso vai ser ao menos engraçado.

– Bobby está com eles no Impala e isso claramente mostra o quanto os escritores querem mostrar que Sam também considera Bobby como figura importantíssima, não apenas Dean.

– Dean e sua eterna força de caráter e o mantra “desistir é para os fracos. Sempre há uma saída”.

– Pode-se comprovar o que foi dito nas entrevistas. Vai ser uma mistura de anjos com raiva, furiosos, com aqueles que estão apenas confusos e tentando entender o que está acontecendo. Quem sabe até anjos dispostos a ajudar? Será?

E a anja que conversa com Castiel resume numa frase todo o sentimento dos anjos que caíram: “And what  would I like to do”? (E o que eu gostaria de fazer?). E é isso. Eles nunca tiveram que escolher, decidir ou pensar em nada. Sempre houve ordens, regras, tarefas e propósitos a serem cumpridos e agora eles tem o que nunca tiveram e nem foram criados pra ter: livre arbítrio. E agora?
Sim Castiel tem seu arco mítico dentro da nona temporada e certamente será algo grandioso. Esperemos pra saber como ele vai lidar com tudo isso. Com anjos caídos, com os Winchesters, com Metatron, com sua humanidade. Bastante coisa pra ser dita e desenvolvida. Parabéns Castielfans vocês conseguiram! 🙂

– E os anjos ainda tem gana em cima de Dean Winchester, hein? Que bastou Dean abrir a boca e um bando quer pôr as mãos em cima dele. Bom saber que ainda resta algo a respeito disso. Mas é claro que alegria de pobre dura pouco. Eles querem é Castiel, pelo jeito.

– O lance de Bobby. E ele era uma projeção dos sentimentos de Sam em relação à morrer ou não. É como se ele quisesse que alguém tão importante quanto Dean para ele, dissesse que estava tudo bem se ele decidisse se entregar e simplesmente morrer. Sam precisava de reafirmação que ele não estava sendo um covarde e nada melhor que Bobby para isso. Mas Dean com sua força (e aqui é claro que Dean tem mais ‘poder’ sobre Sam do que qualquer outro) vem e acaba com a farsa “Bobby”. Foi bacana como trouxeram Bobby, mas serve pra reforçar que sim, ele está morto. (Sera Gamble FDP!) … Entretanto como Sam é o teimoso que sempre foi, e cabe a ele a decisão sobre a própria vida (e cabe mesmo, a vida é dele e de ninguém mais), ele decide, mesmo que ele (Sam) saiba exatamente o que Dean pensa disso. Que a luta não deve acabar, que você não deve se entregar tão fácil. Bom isso, de Sam finalmente entender o irmão. E Sam vai de encontro a Morte. Ele quer isso, quer morrer.

– Não vou citar o encontro entre Sam e a Morte, porque ainda não processei isso. Mas como sempre Julian Richings arrasa.

– Dean. Uma vez caçador, sempre caçador. Sempre pensando além, sempre tentando colocar sua presa ou seus atacantes numa armadilha e se livrar deles. Mesmo que temporariamente. E claro, como bom caçador, antecipar movimento e saber esperar pela hora certa de atacar é que faz a diferença entre um bom caçador e um brilhante caçador. Dean é brilhante.

– E não é que Dean está numa mato sem cachorro? Ele não quer que o irmão morra, mas sabe que dizer sim para o anjo é ir contra tudo que ele acredita, que Sam acredita e pelo qual eles lutam. Quem iria querer estar na pele de Dean? Eu não. Então ele vai lá, se enfia de novo na cabeça de Sam e repete e reafirma a promessa que ele fez na igreja: que eles estavam juntos nessa pro que der e vier, mas que desistir fácil não é uma opção. Não ainda. Não quando ainda tem tanto a fazer e um não é completo sem o outro. Dean reafirmou e assegurou a Sam que eles são Winchesters e um não vive sem o outro. Esse é o espírito!

– Uma das provas da maturidade de Dean e Sam é que eles não fazem mais coisas que acham que o outro faria ou que eles fariam por si sem consultar o outro. Dean não passou por cima das vontades de Sam e foi lá e fez o que queria fazer desde o começo que era trazer Sam de volta, custe o que custar. Em outras épocas Dean não teria pensado duas vezes antes de pagar qualquer preço pra trazer Sam de volta, não dando a mínima para o que Sam queria. Dessa vez ele foi lá e pediu. Sam por outro lado, não deu uma de birrento e contrariou só pra provar que ele podia fazer o que bem entendesse. Sam ouviu Dean e aceitou, aceitou o que o irmão estava dizendo. Eles finalmente chegaram numa sintonia em que são uma dupla, os dois lados da mesma moeda. Os fãs já sabiam disso, mas eles precisaram atravessar um longo caminho para chegar nesse nível. Dá gosto de ver isso! Parabéns Carver.
E eu sei que era Ezekiel, mas o que estou querendo dizer é que Sam fez o que fez porque viu Dean materializado ali na frente dele.

Fangirl on: E Dean meu lindo! Você não querendo esconder mais nada de Sam me faz te amar cada dia mais, me faz te respeitar cada dia mais. É esse o segredo? Que Sam foi possuído por um anjo para se curar? E a proposta feita por Ezekiel de Sam não se lembrar? Dean não é burro e sabe o que isso pode trazer. Eu não acredito que ele vá manter isso escondido de Sam. Ele só vai esperar o momento para dizer. O duro é quando será esse momento. Dependendo de como, isso vai feder. A merda bate no ventilador e as coisas podem voltar para uma bagunça total. Entretanto que tal dar um voto de confiança a Sam? Acho que a igreja e o processo de purificação mostram que Sam pode muito bem entender o que foi feito.
E Jared parabéns pelo trabalho bem feito. Você foi muito bem, muito mesmo. É lindo ver um ator progredir e cada dia fazer seu trabalho melhor.

Quanto ao “se o anjo sair, Sam morre”, é o grande ‘x’ da questão. Quem vai decidir isso? Até quando Dean vai manter isso de Sam? Eu não acredito que isso vai durar uma temporada inteira, mas claro que quando vier a tona as coisas vão dar outro ‘twister’. E claro que vai depender da reação de Sam a isso.

Vou terminar minha análise  parabenizando aqui o trabalho da produção de Supernatural. Todos eles. Efeitos visuais, arte, fotografia, cenário, direção. E claro à boa escrita do Carver para o 9×01. Ele está dentro daquilo que ele se propôs a fazer e está fazendo isso de forma coerente e ótima. Não se pode dizer que Carver foge do tema, que ele surta. Carver tem uma linha de pensamento e segue nela, se mantém nela e dá coerência ao que pensa. Isso é um excelente trabalho para quem se propõe a liderar, a comandar uma série. Ele tem as rédeas da situação na mão. Parabéns a ele por isso. Não estamos mais vendo um samba do crioulo doido no enredo, na mitologia. Sabemos que muita coisa ainda precisa ser dita, precisa ser desenvolvida, e ele já deixou claro que não vai fazer coisas loucas sem sentido. Ele pode surpreender sim, e acredito que vai, mas de um jeito coerente e que faça sentido, sem nos deixar com aquela sensação de “Onde isso vai parar? Onde diabos isso se encaixa em tudo”. Tenho confiança que Carver não fará isso..
Respeito profundamente o trabalho que ele vem fazendo até aqui. Respeito e até admiro. Foi uma ótima première de acordo com o que vem sendo feito. Ganchos e ótimas perspectivas para a série.
Mas que fique bem claro que em vários pontos não estou satisfeita, não gosto e jamais vou concordar. E sim, estou vendo pela perspectiva do meu personagem favorito. E desculpe aí, mas o meu direito de achar e dizer que estão cada dia mais cagando no Dean, ninguém vai silenciar. Tampouco vão calar a minha boca quando eu digo que estão jogando para escanteio um ator do nível de Jensen. Não que ele tenha ‘involuído’, mas que ele está sub-aproveitado na trama, mas como diz minha amiga Clarice, Jensen tira leite de pedra e mesmo com plots batidos ele consegue dar fôlego a Dean.
Até a próxima.

P.S. Se eu não responder algum comentário é porque estou viajando e provavelmente estarei sem internet banda larga, mas se conseguir alguma conexão responderei, senão só quando  voltar de viagem. Muito obrigada antecipadamente.