image

Hunters, HdLs, anjos caídos e demônios curados! Fico feliz de ver a equipe superar o número de dias disponíveis para publicar cada análise, então vamos à segunda do dia! Espero que estejam lendo, curtindo e especialmente comentando todas elas!

Considerações gerais:
George Thorogood, “Who Do You Love?”. Eu esperava pelo dia em que
Supernatural tocaria essa. Musicão que é a cara do mullet rock que toca na série. Do mesmo fulano que canta Bad to the Bone (bababababa-baad!). Rockão. Lindo. Começamos bem.

Queimaduras internas?! Não é à toa que Sam se sentia sendo purificado! Estranho o médico não ter perguntado: QUE DIABOS ACONTECEU COM O SEU IRMÃO!?
Trivia: O médico que explica a situação de Sam é o professor de “What is and What Should Never Be”, meu ep do coração, meu superfavorito.

Chuva de meteoros, pfffff! Me faz lembrar “Alienígenas do Passado”, em que vejo o quanto a humanidade já perpetuou um monte de estupidez que virou verdade ao longo dos tempos. A ignorância é uma bênção. Deixa assim, chuva de meteoros.

Palpite: Aposto que Jared se esbaldou com a ideia de ganhar pra dormir num bom tanto do episódio. Só o gag reel dirá.

“Uma batida se estiver vivo, duas se estiver morto”. Hehe.

Julian Richings! Jim Beaver! Que bom rever vocês! Palmas, como sempre!
Tahmoh Penikett! Prazerzão, hein? Tamos aí numa próxima Convenção, hein?

Análise e filosofadas (senta e pega um baconzitos):
Entendo Dean querer o caçula ao seu lado. Além de ter sido pai, mãe e irmão de Sam, imagine ter uma única pessoa na vida, o único com quem é possível se abrir na loucura de vida que eles levam sem que esse diga “tu é doido ou o que?”. Sam não é só irmão (ou filho – e ser pai e mãe aos 4 anos deve significar alguma coisa); Sam é uma tábua de sanidade para Dean. Como ver alguém tão importante partir e te deixar total e completamente sozinho? Vimos o que Sam passou quando as posições se inverteram na temporada passada.

Dizer que algo está nas mãos de Deus ajuda a confortar alguns, mas não Dean! Religião sempre foi assunto espinhoso para ele. Quando um anjo ou qualquer ser celestial ganha a confiança dele, acaba fazendo caca. E isso inclui Castiel. Fico feliz que ele tenha aprendido que faz alguma diferença o pedido partir dele. Pra quem se acha tão pouco, eu adoro quando Dean admite ser bom em algo (I’m damn good at it!)
Mas Cas não vem. Mais uma decepção. Cas passou a ser um amigo, fazer parte do time, mas como todo mundo disse nas entrevistas, ele é uma ferramenta útil. Dean talvez não tivesse chamado por Cas tão prontamente se Sam estivesse bem. Para ajudar Sam, qualquer um vale. “Quem vier ganha a minha ajuda em retribuição. E vocês sabem que isso não é pouco” (ó lá!)
Aí Dean é a parte que quer viver e Bobby é a parte que quer morrer. A discussão me fez rir, porque foi muito “família indo pra Santos”, mas a simbologia disso é emocionante! Não porque Bobby queira levá-lo logo pro lado de lá, mas porque ficou na cabeça de Sam o discurso de Bobby sobre “quando chegar a sua hora, lembre-se de tudo o que já fez na porra da vida e VÁ”. E Dean não só pela doação e sacrifício que Sam sempre viu no irmão, mas como provavelmente o único motivo para continuar encarnado. :'(

Fãs de Castiel, sugiro um altar para o Bigodão da estrada. Aquele cara é o verdadeiro herói dos aladinhos.
Cas é um otimista. Agora pra ele os anjos vão todos achar os humanos uns fofos a quem é legal ajudar. Vai levá-los pra comer hambúrguer, imagino. “Faça o que quiser fazer, não apenas o que foi mandado”. Se Cas aprendeu algo com o “time livre arbítrio”, foi isso. Ele obedeceu, ele se rebelou, ele se ferrou quando achou que estava fazendo o melhor e ficou com o rei na barriga (literalmente, tum-dum-tsssss!) e aí entendeu que o importante é viver e dar o seu melhor. Que melhor professor senão o cara que sabe como ninguém ser hedonista, já que passa seus dias salvando a humanidade? A troca é mais do que justa, Dean! Seja feliz sempre que a vida de herói permitir! Pois é, Castiel entendeu a lição.
Ser o ponto de humor de uma trama não é ruim, ou seja, não me incomoda particularmente o fato de Castiel não ter tido muita função nas 3 últimas temporadas. Misha é um grande ator e proporciona momentos incríveis na série. Parece que agora ele volta a ter um porquê, então melhor ainda. Muita gente ama Cas. Estamos falando de um programa de TV, que precisa de audiência, não do presidente da comissão dos direitos humanos (ooops!), ou alguém que realmente faça diferença no mundo estar presente ou não. Fica aí, Cas, você é legal. Só dói ver fanart com Cas em primeiro plano, enquanto Dean e Sam fazem figuração. Aí eu viro bicho.

Ezequiel me parece honesto. Acho que ele será como Benny, que veio, ajudou, contribuiu e tudo bem (e terá o meu amor para sempre. Ty, seu @^}¥_£€$!). Ou isso ou eu é que estou cansada de ver criaturas passarem a perna nos Winchester, aproveitando-se de momentos em que eles não têm outra saída a não ser confiar. Só guardo a impressão de que, seja pelo motivo que for – falta de receptáculo ou apego, afinal olha o nome do episódio, “eu acho que vou gostar daqui” –, quando chegar a hora, nosso amigo não vai querer deixar Sam em paz. Talvez ele queira construir um puxadinho na mansão que já é aquele corpo.
Em tempo: De alguma forma, ainda no Céu, Zeke aprendeu a acreditar em Dean. O CÉU AINDA ACREDITA EM DEAN!!

Sam quer morrer. E não por outro motivo que a) para finalmente descansar da vida de ***** que teve que levar e, acima de tudo, b) pra salvar Dean. O irmão mais velho vive fazendo escolhas terríveis para si mesmo em nome do bem de Sam. Sempre. A despedida linda que ilustra a minha análise mostra a intenção de Sam de libertar Dean libertando a si mesmo. E só repensa quando ouve “Eu não existo se não existir você”, pois vê que sua escolha para Dean se decidir morrer não será a de Dean para si mesmo. É, eu não consigo mais ver nenhum dos irmãos saindo vivo no final da série.

Jared… O cara que me deixou de boca aberta pessoalmente, com seu porte, humildade, extrema simpatia e carisma, me fez passar a ver o personagem de outra forma também. Eu já adorava Sam e vejo nele o que eu faria se fosse filha de John: correria para o lado oposto daquele pai doido. Jared mesmo disse que a porção Homem das Letras da família o fez ver finalmente onde Sam se encaixa nisso tudo, como se Carver tivesse terminado o quebra-cabeça que Kripke deixou incompleto. Sam não poderia ser só o receptáculo do mal em uma família destinada a encarnar e mudar os rumos da humanidade. E desde essa compreensão, Jared só tem crescido muito mais e mais. Ele é importante como Homem das Letras, não como o preferido do demo. Essa parte foi uma conveniência encontrada por Lulu, quem sabe? Eu prefiro acreditar nisso.

Jensen… O episódio esteve na mão dele. Supernatural tem grandes atores, grandes interpretações, momentos dignos de prêmio, mas o talento está em tirar o nosso fôlego e arrancar nossas lágrimas e gargalhadas em frases simples, a cada episódio. De Jensen veio a maior parte da graça, da ironia, do sarcasmo, do choro, do prender da respiração, a mão na boca pra não gritar às quase 23 horas em uma casa silenciosa. Do cara que começou como modelinho, pulou pra novela e ninguém dava nada por ele. Agora meio mundo quer um Emmy nas mãos do ator (outro, né? Um Daytime Emmy ele já ganhou em seu primeiro trabalho “sério”) e PÃTZA, como ele merece! Dean ganhou mais umas camadas na verdadeira cebola que já é. Menciono 3 cenas que apontam cada uma para um extremo: cobrindo Sam de porrada para o moleque acordar pra vida (“Meu plano é lutar!”), ironizando os anjos mesmo coberto de sangue (“Se o Céu está trancado, pra onde vocês vão quando eu faço isso?”) e sem texto, só com o olhar, quando Ezequiel diz que Sam não tem salvação. Só. Com. O. Olhar. Pra que mais, Santa Cacilda Becker?

Alguém por aí disse algo sobre comentários apaixonados. Se há paixão quando eu comento Supernatural? Óbvio ululante! Hell, dedicar algumas horas do dia para uma série de TV? Passar um mês em Vancouver para nada que não fosse ver uma querida amiga –hunter – e estar no mesmo lugar onde Supernatural é filmada? Ser mais uma quarentona numa Convenção de fãs, quase planando porque Jared passou mais 15 segundos falando comigo no meio da correria do photo op e chorando depois de tirar foto abraçada com Jensen? Se isso não é paixão, eu não sei que outro nome dar. Mas discuto se essa entrega tira o senso crítico. Minha experiência nesse fandom tem sido a mesma de Kripke: eles são tão milimétricos que se tornam “a pain in the ass”.

E vamos ao que parece ser a premissa de uma espetacular nona temporada! CARRY ON!