Olá, pessoal. Vamos à minha segunda Análise Hunter da temporada, a qual vai certamente esgotar a conta de bons ou ótimos episódios. Vão se importar se isso acontecer? Não? Nem eu. Confiram abaixo o que tenho a dizer a respeito de “Heaven Can’t Wait”, o 9×06.

Todo episódio centrado no arco principal da temporada gera mais ansiedade do que um filler. A 9ª será uma das temporadas mais mitológicas, creio eu, pois contando com o desta semana já nos foram apresentados 4 episódios de arco até agora, em um total de 6. Apenas dois (e ótimos) fillers. Minhas esperanças e expectativas continuam extremamente altas.

O episódio 9×06 foi mais um desses episódios de arco, e, cumpriu de forma coerente aquilo que à ele foi proposto: mostrar o que Castiel tem feito nesse curto período de tempo em que passou separado dos Winchesters. Toda essa objeção ao personagem recentemente criada não faz o menor sentido para mim. “Sentido”. A palavra mais correta para se usar em todo e qualquer argumento que diz respeito ao anjo, porque foi isso que Castiel voltou a fazer. Tanto na temporada passada quanto na atual. Não vejo mais a inconsequente descaracterização e absurda aleatoriedade que o assombraram durante as caóticas sexta e sétima temporadas.

Suas aparições vem se tornando cada vez mais lógicas e imprescindíveis, mesmo que em boa parte delas ele leve a pior. De algum modo, o agora humano Castiel sempre apanha, é esfaqueado ou torturado por alguém ou algo. Pobre coitado. Em “Heaven Can’t Wait”, não foi diferente. Junto de Dean, ele teve de enfrentar outro Anjo do Senhor, o qual difere-se de seus milhares de irmãos caídos e sedentos por vingança pelo simples motivo de não pretender o mesmo que eles. Seu objetivo era apenas dar continuidade ao trabalho que realizava no Paraíso. Achei super interessante a cena em que Cas explica à Dean sobre os Rit Zien e o quê costumava ser seu dever nos campos de batalha celestiais. Existem muitas coisas que não sabemos a respeito do Céu. Esta classe especial de anjos serve perfeitamente como exemplo. Ainda que contra sua vontade, todos os anjos habitam a Terra agora. Meu palpite é que, durante esta suposta guerra que está por vir, ainda descobriremos muito sobre as criaturas de Deus incapacitadas de compreender o sentido de misericórdia e seu lar submisso.

As cenas do episódio que não foram focadas em Castiel se destacam pela presença da Dupla Dinâmica, do Rei prisioneiro e da Rainha em ascensão. Tempos atrás li uma frase que dizia: “Crowley torna todo episódio melhor.” Indiscutivelmente verídico. Crowley constantemente se sobressai com suas tiradas inteligentes e filosóficas. Sempre muito divertido vê-lo interagir com Sam e incansavelmente chamá-lo de Alce. Mark Sheppard roubando a cena de maneira sensacional, como de costume. Por mais que não canse de tentar manipulá-lo e gere momentos de tensão, a relação que Crowley partilha com Kevin também é interessante. Dean tê-lo chamado de volta para a realidade no segundo episódio, dizendo que precisam dele pelo fato de fazer parte da família e não por ser útil, foi mais do que essencial. Por fim, Kevin enxergou que um ao outro é realmente tudo o que eles têm e manteve o foco na missão, fazendo o que ele sabe fazer de melhor: traduzir. A Tábua dos Anjos continua sendo uma incógnita e muito menos importante para o arco principal da nona temporada do que a Tábua dos Demônios foi para o da oitava.

Não há melhor maneira para finalizar esta análise do que falar daquela que tanto vem causando em tão poucas aparições. Afinal, o melhor sempre fica para o final. Devo dizer que Crowley não é o único personagem em Supernatural a tornar um episódio melhor pelo crédulo pretexto de estar nele. Abaddon não apareceu em um terço do número de episódios em que o Rei já esteve presente e já se tornou um vilão tão temido quanto. Ela tem meios mais perversos e menos elegantes do que os de Crowley e é mais assustadora do que ele tem sido em anos, como o próprio Sam colocou. Desde a primeira vez que Metatron foi mencionado, há duas temporadas atrás, obstinei que o Escriba de Deus apareceria. E apareceu. Agora, com menções mais frequentes ao termo “Cavaleiro do Inferno”, acredito que os parceiros no crime de Abaddon possam aparecer. Mesmo que seja no final da temporada, como foi com Metatron. Fico imaginando o que será dos rapazes se isto realmente acontecer e eles tiverem que enfrentar todos os Cavaleiros ao mesmo tempo, sendo que mal conseguem lidar com um. Detalhe que não fazemos ideia de quantos são e se são mais fortes ou mais fracos do que a ruiva sem compaixão. Teorias e observações a parte, finalizo a Análise Hunter da semana denotando que estou muito satisfeito com o rendimento da temporada até o momento e vastamente esperançoso com o restante dela. Great things are comming.

Long live The Carver!