análise hunter

Bem e aqui vamos nós para mais uma Análise Hunter. Dessa vez coube a mim escrever sobre o 9×12, Sharp Teeth. Nesse episódio tivemos o retorno de Garth, numa situação no mínimo inusitada. Não dá para falar de Sharp Teeth se não pegarmos o fio da meada desde o início da nona temporada, ou melhor, eu costumo sempre dizer que não dá para falar de episódios de Supernatural de forma separada, sem tecermos comentários que liguem o episódio atual a episódios passados, seja na mesma temporada ou bem lá no início. Supernatural é uma teia de acontecimentos que estão interligados. Simples. Ou não.

Chegamos nesse episódio depois de montanha russa emocional que foram os dois últimos episódios, o 9×10 e o 9×11, ambos uma maravilha no que diz respeito ao arco mítico e de como os meninos estão nessa temporada. E mesmo que muitos digam e considerem o 9×12 um ‘filler’ (eu simplesmente detesto essa palavra), na minha visão ele não é (assim como nunca acho nenhum episódio ‘filler’). Não é, pelo simples motivo que qualquer cena, que seja de apenas um minuto, em qualquer episódio que mostre nuances do relacionamento de Dean e Sam, não pode nunca ser considerado ‘filler’. E desafio alguém dizer que Sharp Teeth não nos mostrou de forma até bem clara de como anda o relacionamento entre os irmãos.

Eu escrevi no meu twitter que certos episódios de Supernatural só existem para nos fazer lembrar de que devemos amar os DOIS irmãos. E esse não foi exceção. Sharp Teeth veio para testar nosso amor, nossa lealdade, nossa capacidade de perdoar e tentar se colocar no lugar do outro. Pois bem, belo discurso que eu tenho, mas também confesso que não sou evoluída a tal ponto de ficar imune ao que vimos ao longo do episódio. Prometo tentar explicar ao longo dessa análise. (Lembrando que essa uma visão de fã, não sou obrigada, e nem quero, ser imparcial.)

Pois bem, se você é um fã declarado de episódios “pipoca com cerveja”, esse episódio deve ter te deixado um pouco satisfeito. Afinal foi um episódio que teve uma ‘caça’ a uma criatura sobrenatural que todo fã do gênero gosta: lobisomem. Uma observação: desde Heart eu espero um episódio sobre lobisomem decente, e esse até que não foi ruim, considerando todo o intento do episódio que era mesclar o sobrenatural com o relacionamento dos meninos. A parte do lobisomem ficou mais engraçada do que aterrorizante, mas o relacionamento familiar dos Winchesters não deixou dúvidas de como anda a relação desses dois. Nesse aspecto foi um episódio de quebrar o coração.

E antes que alguém venha dizer bobagem, eu não estou criticando o roteiro de Adam Glass, muito pelo contrário. Achei que ele foi brilhante e coerente com o que vem sendo mostrado ao longo da temporada. Isso significa que estou gostando do comportamento de um certo Winchester? Não. Não estou. E vou admitir, nesse momento estou com todo tipo de sentimento ruim para esse Winchester. Mas como eu sempre falo, eu adoro o seriado e defendo com unhas e dentes que ele é sobre DOIS irmãos, e a série não poderia existir sem Dean e Sam. Então acho que nesse momento é necessário que a série se mostre assim, mas não venham me pedir para não querer voar na garganta de Samuel Winchester. Como disse, não sou tão evoluída a ponto de perdoar e esquecer tão rápido.

Voltemos um pouco ao episódio. Uma pessoa atacando animais na fazenda e essa pessoa nada mais é que Garth, o antigo amigo dos meninos que estava desaparecido. Ótimo mote para trazer os irmãos juntos depois do que tínhamos visto nos dois últimos episódios. Claro que eles estariam ligados no rádio da polícia  e claro que ambos iriam ao encontro do caçador ao perceber que um nome falso de Garth foi usado pela polícia. Cada um com suas razões, mas ambos chegaram até o amigo. E pelo reencontro pudemos notar o tom que anda a relação deles. Nada amigável, nada confortável, nada receptiva. Mas eles são adultos e tentam ser ao menos educados. É estranho e doloroso vê-los assim, mas volto a dizer, perfeitamente compreensível em virtude do que andou acontecendo entre eles. Eles estão definitivamente ‘distantes’.

Garth escapa de ambos e Dean tenta colocar Sam fora do ‘caso’ (seja porque ele não quer Sam do lado dele agora, seja porque ele não quer lidar com o que aconteceu, seja porque ele quer proteger Sam, seja porque ele não quer presenciar o desprezo e mágoa nos olhos, palavras e atitudes do irmão, seja porque ele esteja envergonhado e arrependido pelo que fez), mas Sam deixa claro que ele não vai embora até achar Garth. Depois sim, mas no momento não.

Eles seguem rumos separados na busca do que anda acontecendo, como tantas outras vezes aconteceu, mas dessa vez parece que algo estava ‘off’, estava fora de lugar. Eles não exalavam aquela cumplicidade, aquele companheirismo, aquela união que sempre tiveram. Palmas de pé para Jensen e Jared que conseguiram expressar isso tão bem. Nada como conhecer seu personagem com a palma da mão, certo? Adoro isso!

E quando eles acham Garth, vem a revelação: o adorável caçador se transformou num lobisomem e estava casado com uma lobinha. Os Winchesters parecem não acreditar no que estavam vendo e ouvindo. E para se certificar que seu amigo estava bem, eles saem em busca de informações para decidirem se eles precisam agir ou não. Sam como sempre, parte em busca de informações mais técnicas, mais ligadas ao cotidiano, ao que acontece ao redor. Dean vai de encontro aos lobos. Literalmente.

Nessas cenas de Dean e os lobos, foi muito legal ver o comportamento de Dean ainda tentando ser Dean ao longo do jantar, conversas, situações, mas claramente víamos que Dean não era ele. Algo faltava, mesmo que ele tentasse duramente ainda ser o Dean, podia se perceber que ele estava sofrendo, era como se pesasse muito só estar ali tentando fazer algo que ele estava calejado de fazer. A dor, o sofrimento, o desespero de Dean eram visíveis. É impressionante como Jensen tem domínio sobre as emoções e comportamento de Dean. Dá gosto de vê-lo trabalhar. Digo, Jensen.

Dean está num estado emocional totalmente bagunçado. Numa dor pungente. Dilacerante. E o gatilho para intensificar essa dor nesse momento é Kevin. Basta alguém citar o nome de profetinha para que ele se feche mais ainda numa concha de culpa, raiva, solidão e desespero. Kevin traz a tona tudo que ele fez, tudo que aconteceu e pelo qual ele não se perdoa. Não é só a morte do profeta. É tudo que veio junto. O acordo com um anjo. A traição desse anjo. A perda em si de Kevin num momento que Dean tinha garantido a ele que o protegeria. É a dúvida sobre suas escolhas e decisões. É a perda do respeito por si mesmo. É o asco que ele sente pelos seus atos. É a interminável culpa que o faz se sentir menos que cocô do cavalo do bandido. E acima de tudo é a perda de Sam. Nesse momento Dean está literalmente num turbilhão. Numa bagunça completa que nem ele entende. A única coisa que ele entende agora é solidão, escuridão e vingança. Nunca uma boa receita para algo positivo. E o discurso do reverendo Jim, cai como uma luva para o já atormentado Dean Winchester.

E quando eles chegam à conclusão que tudo parece estar bem, eis que algo acontece e leva os irmãos de volta para o caso. E não é que os lobinhos não estavam falando a mesma linguagem? De um lado raiva, vingança, do outro a tentativa de seguir em frente e em harmonia. O quão isso cabe no momento dos meninos agora? Dean e Sam voltam a mostrar porque eles são tão bons juntos. Sam mesmo amarrado consegue adiar a morte de todos e Dean chega a tempo para salvar o dia. E vamos combinar que quando Dean está no modo caçador, sua mira é algo admirável. Ele é implacável.

Quando tudo está resolvido no campo sobrenatural, inclusive um inusitado abraço dessa vez é oferecido por Dean e não iniciado por Garth. Isso realmente foi inesperado. Porque sabemos como é que Dean se comporta quando ele precisa mostrar afeição e emoção em público. Garth tem razão quando diz que Dean começa uma briga em qualquer canto, mas tem um coração de um urso de pelúcia. Nada mais verdadeiro. Assim como ele também definiu Sam muito bem: inseguro, mas com boas intenções e um coração de ouro. E então temos finalmente o tão esperado encontro deles no final do episódio. A essa altura já sabemos que sempre tem uma conversa significativa. E que conversa hein?

Tenho que ressaltar que gostei do fato de ambos ter deixado claro o que vem fazendo. Sam com Cas e sua busca a Gadreel e Dean que ganhou uma marca de Caim que pode acabar com Abaddon porque ele estava caçando com Crowley. Ao menos foi dito, e é claro que mais desdobramentos virão. Esperemos.

Chegarmos ao cerne do episódio: as quantas andam o relacionamento de Dean e Sam. Eu respeito e entendo totalmente quem defende que Supernatural é um seriado de terror e lendas urbanas, mas para mim, a série sempre foi muito mais que isso. A série é sobre família, sobre os Winchesters e tudo o que vem disso. As caçadas, lendas e o sobrenatural para mim é um pano de fundo para o que realmente interessa: os conflitos familiares de gente que literalmente foi jogada nesse meio sem sequer pedir por isso. Sim, porque não foi apenas Sam que foi ‘puxado’ para essa vida quando ele não queria. Dean também foi. Aos quatro anos de idade, quando tudo foi arrancado dele. Dean tem uma noção de família. Sam tem outra. Isso é o que gera conflitos entre eles. E dá licença, mas meu jeito de ver família é mais Dean style, do que Sam style.

Ao ponto que chegamos nós temos visto Dean e Sam brigarem muito, se separarem e depois voltarem às boas para que possamos saber essa dança de cor e salteado. Eles brigam, eles quase se estapeiam, mas uma conversinha vem e eles parecem resolver tudo. Pois bem, eles podem até falar do assunto, mas resolver, eles não resolvem. E então? Isso se tornou lenga-lenga? Eu penso que enquanto tiver assunto para explorar nesse campo, não há nada de errado. Um monte de seriado faz isso e funciona muito bem, mas depois do que nós vimos na oitava temporada (para vir numa temporada mais recente, mas temos a quarta temporada totalmente mais intensa nisso), toda a chatice de Samélia, e depois todo o envolvimento de Dean e Benny, o que eles tiveram de abrir mão, a confiança que ganharam ou perderam em tudo, já era tempo deles terem aprendido alguma coisa desses conflitos todos.

Quando Sam diz ao final do episódio que eles não veem as coisas do mesmo jeito mais, o papel deles nessa coisa toda, ele está totalmente certo. Mas isso não é de agora. Isso já vem há anos acontecendo. Quando foi que Sam e Dean viram as coisas do mesmo modo? Sam largou tudo para trás e foi fazer faculdade, ele repetiu várias vezes ao longo dos tempos que ele largaria tudo num piscar de olhos e gostaria de seguir o sonho de uma vida normal. Ele fez isso com Amelia, quando ele resolveu colocar de lado toda sua vida de caçador e foi viver numa casa com cerca branca e um cachorro, ele mostrou que o sonho de céu dele era ter um jantar de Ação de Graças sentado numa mesa, com uma família ao invés de estar enfiado num carro caçando coisas com seu pai e seu irmão. Ele sempre deixou isso claro. Então qual é a surpresa dele dizer isso para Dean? A maneira que ele coloca as coisas.

Sam está errado em querer coisas para si? Não! De jeito nenhum ele está. E ao invés dele engolir o que quer e viver uma vida que ele claramente desteta, ele deveria assumir isso de vez e parar de jogar suas escolhas e decisões na cara dos outros, leia-se na cara de Dean. Os defensores do comportamento de Sam até hoje não me convenceram que ele é capaz disso.

Dean tem uma dependência doentia em relação a Sam. Estou bem ciente disso. Não sou cega e nem burra, mas ao invés de Sam quebrar esse ciclo, ele vai lá, enfia a faca e gira. Ele alimenta essa coisa de Dean e é incapaz de quebrar o ciclo. Ele prefere o : “Ok, eu concordei com você, tá vendo como eu tô ferrado porque você me ferrou?. Isso para mim é falta de culhões para assumir o que quer. Falta de culhões e muito comodismo. Porque é muito mais fácil atirar na cara os erros dos outros do que assumir os seus, não é? Muito mais fácil e menos doloroso.

Eu sei que ambos sacrificaram coisas em prol do relacionamento deles , mas está claro que isso não resolveu nada e nem vai resolver. Eles precisam, de uma vez por todas quebrar essa co-dependência e cada um aprender a entender e aceitar o outro do jeito que eles são. E isso inclui Dean. Dean precisa aprender que Sam cresceu, que tem vontade própria, que quer algo para si que não seja o que Dean escolheu. Nisso eu apoio incondicionalmente qualquer decisão de Sam. Mas Sam precisa aprender que nem todo mundo precisa sofrer para que ele consiga seu objetivo, que ele não precisa quebrar o coração da única pessoa que daria a vida por ele, como ele já deu.

Sam tem complexo de culpa? Alouuuu.. Dean tem o que? Sam tem vontade de viver longe de tudo aquilo? Será que Dean nunca teve esse sonho também? Sam quer morrer? Dean nunca quis também? É isso que eu não admito em hipótese alguma. Você achar que só o que você atravessa e passar é mais louvável e valioso do que o outro pensa ou passa também. E Samuel Winchester é mestre em jogar erros alheios na cara dos outros (leia-se na cara de Dean) ao invés de ver que os seus erros também vieram de escolhas suas. Sim, não foi Dean quem colocou uma arma na cabeça dele e o obrigou a fazer as decisões que ele fez. Nem vem com essa baboseira. Porque quem acredita nisso, está desmerecendo o próprio Sam. Dizendo que ele é incapaz de fazer algo por si mesmo e precisa sempre dos outros para decidir algo por ele. Covardes fazem isso, e eu não quero pensar isso de Sam. Ainda não.

O discurso de Sam é: “Eu deveria ter morrido quando Jake me esfaqueou. Eu deveria ter morrido há muito tempo”. Ok, eu entendo isso, mas quer saber? ‘GET OVER IT, BRAT!’. Você não morreu. E sim foi Dean quem o ‘trouxe’ várias vezes dessa missão meio que suicida. Mas eu desafio de novo alguém dizer que quando você está num desespero e dor sem fim, quando você vê que tudo que você tem está escapando de suas mãos e você tem uma oportunidade de fazer algo, você não faça. Experimente ser racional numa situação puramente emocional. Sam fez isso em Faith. Dean alguma vez jogou isso na cara dele? Nope! Portanto Samuel Winchester, deixe de mimimi e aceite o fato que Dean jamais vai cruzar os braços e deixá-lo morrer. O inferno congela antes dele fazer isso. E para quem vem dizer: ‘Dean viveu uma vidinha feliz com Lisa”. Era feliz mesmo? Ou alguém se esqueceu quando ele diz a Bobby que tentou de tudo, que fez o impossível para trazer Sam de volta e que ele praticamente era um alambique ambulante e que só Lisa e Ben para aturá-lo quando ele estava praticamente sem nenhuma esperança? Esqueceram? Eu não.

Então o que devemos pensar e acima de tudo esperar da série daqui para frente depois dessa clara declaração de ‘distância’ entre eles? Onde Dean e Sam vão a partir daqui? Não faço ideia. Quem decide é quem está no comando da série. E eu respeitarei a decisão deles. Posso respeitar, mas também terei o direito de não gostar do que verei. Ou não. Prefiro esperar pra ver onde isso vai parar.

Enquanto Sam tem todo o direito do mundo de estar bravo, chateado e magoado com Dean por tê-lo manipulado a ser possuído por Gadreel e todos os estragos que isso trouxe, ele não tem direito algum de culpar Dean por não tê-lo deixado fechar os portões do Inferno em Sacrifice. Sam tinha vontade própria naquele momento e poderia muito bem ter ido contra os desejos do seu irmão se ele se sentia tão seguro e resoluto sobre seu desejo de morrer.

Ele, Sam,  diz na sua fala final que eles estão quebrados, que o relacionamento deles está quebrado, e ele está certíssimo, mas ele também não expressa nenhum desejo de consertar as coisas. Ele disse a Dean que eles poderiam trabalhar juntos, mas não demonstrou nenhum desejo de ter qualquer tipo de amizade ou relacionamento entre eles.  Nessa conversa ele apenas deu ultimatos, deu uma de ‘Ou é desse jeito, ou dane-se’, mas soluções? Não apontou nenhuma. Ele pode mudar de ideia? Claro que pode. E positivamente eles não ficarão nessa para sempre, até porque a série é sobre os dois, e sem os dois, não tem sentido em manter as coisas indo. Mas nesse meio, a teimosia de ambos, principalmente de Sam em não expressar desejo de consertar nada, pode ser no mínimo irritante e nos deixar com um gosto amargo na boca. Deixa um quê de desapontamento, visto que já vimos como Sam age e reage em situações onde ele se sente acuado e traído.

Ambos os irmãos tem tido ao longo dos anos a capacidade fantástica de ferrarem as coisas no que diz respeito a segredos que eles mantêm um do outro e no que diz respeito às decisões que eles fazem em nome das ‘razões certas’, mas depois de Ruby, o sangue de demônio, a frieza em jogar Dean na cova de leões, ou melhor, de vampiros e criaturas sobrenaturais na sexta temporada (por favor, sem a babaquice de ‘sem alma’ aqui. Ele ainda sabia o que era certo e errado), o fato de não defender Dean perante os Campbells (de novo sem a babaquice de ‘sem alma’), e tudo mais, Sam não tem moral nenhuma para falar em ‘confiança’ para Dean. Nenhuma. Ele não tem o direito nenhum de subir num pedestal e dizer sem filtro nenhum que Dean não é digno da confiança dele. Principalmente num momento que Dean está mais que tudo punindo a si mesmo sobre tudo que anda acontecendo, tudo que aconteceu com Kevin e com o próprio Sam.

Isso foi o fim da picada. Esse discurso moralista de Samuel Winchester. Essa atitude me faz perguntar onde foi parar a conversa que ele e Cas tiveram no 9×11. Onde foi parar o discurso sobre recomeço, perdão e possibilidade de mudanças? Parece que Sam esqueceu muito rápido disso. Não dá para passar a mão na cabeça de Sam e dizer: ‘Ok, querido, você só está nervoso e isso vai passar’. Chega. Ele ultrapassou todos os limites de “falo o que quero e dane-se”. Uma hora isso vai voltar contra ele, e eu torço com todas as minhas forças que seja algo que o faça sentir tanto remorso e culpa que vai corroê-lo por dentro. E sim, sou má. E como disse, não tão evoluída.

Sam também diz que apenas ‘ser família’ não é suficiente para fazer tudo ficar bem, porque de acordo com Sam, tudo de ruim que aconteceu, aconteceu exatamente porque eles SÃO FAMÍLIA. Deixou claro que as escolhas de Dean em sempre coloca-lo acima de tudo, só trouxe coisas ruins, só trouxe sofrimentos e que isso não é certo. E então define seus termos de “quer trabalhar, vamos trabalhar. Se quer ser irmãos…” e fez cara de “não me interessa”, deixou claro que é ou caçando junto e não sendo família ou sendo família e não caçando juntos. Sam não poderia ter quebrado mais o coração de seu irmão mais velho, porque todos nós sabemos o que família significa para Dean.

Do modo que Sam coloca as coisas é como se estar ao lado do Dean é o maior sofrimento e sacrifício para ele. Esse desejo de uma vida normal que Sam tem, demonstra na maioria das vezes que ele não pode esperar para se ver livre de Dean o mais rápido possível e é perfeitamente compreensível que Dean se sinta ferido e abandonado por essas atitudes. E pode até ser que não seja essa intenção de Sam, mas como eu disse lá no começo, o modo que o caçula coloca as coisas leva exatamente para isso. Alguém comece a ensiná-lo a ter modos, a ter melhor técnica para expor seus pontos de vistas sem quebrar o coração dos outros. No final das contas os irmãos precisam aprender novos caminhos para que desempenhem seus papeis sem determinando a felicidade de outro.

Sam mais que ninguém sabe o que família significa pro Dean, o irmão que ele tantas vezes disse admirar. Qual é a do Sam? Morde e assopra? Cansei.. Sério. A única coisa que eu espero dele, desde a primeira temporada é um pouco de compreensão e GENEROSIDADE. Mas é demais para Samuel Winchester, certo? O todo poderoso que nunca errou, nunca decidiu nada errado, nunca fez merda, nunca confiou em alguém e se ferrou, nunca precisou de um ombro, sem julgamentos.  Bora descer a lenha no Dean, pq né? Dean é um idiota que vive querendo migalhas do que Sam PODE ou está disposto a oferecer a ele. De novo, cansei.

E minha palavra para você nesse exato momento Samuel Winchester? F**K YOU!!

P.S. Isso aqui vai pro Rafa… Eu retiro tudo que disse sobre minhas esperanças sobre Sam e sua maturidade. Errei, e errei feio. 🙁
Mas bora acreditar que a esperança é a ultima que morre.