Sábado, 24 de agosto de 2013, Vancouver, BC – Canadá
Salute to Supernatural – ou VanCon, para o fandom, e PORNcouver, para Dick Speight.

O dia foi assim:
9:55h Jim Michaels (Co-Executive Producer)
10:45h Rob Benedict (Chuck/Carver, pela segunda vez), Richard Speight, Jr. (Trickster) e Matt Cohen (John Winchester jovem)
12:25h Russ Hamilton (Diretor de Locações)
13:15h Mark Pellegrino (Lucifer/Nick), Mark Sheppard (Crowley) e James Patrick Stuart (Dick Roman)
Fotos e autógrafos
15:40h Convidada SURPRESA: Felicia Day (Charlie Bradbury)
16:30h Sebastian Roche (Balthazar)
17:40h Misha Collins (Castiel)
23h Saturday Night Cocktail Party

Dormi pouquíssimo de um dia pro outro, especialmente por conta da ansiedade (e o medo de não acordar??), já que eu estava em outra cidade. Fiquei hospedada em Burnaby. Apesar de próxima, tinha um chãozinho aí pra percorrer. Chegamos cedo, porque eu tinha que fazer a segunda maquiagem que me renderia a foto com Ty Olsson como pagamento (a que ilustrou o post sobre a sexta-feira). A primeira maquiagem havia sido de Abaddon, de vestido verde ensanguentado, e no sábado a menina (Gabrielle, nativa de Vancouver, que faz faculdade de Figurino) seria Castiel – pra quem viu fotos e tais, foi uma moça que tinha asas imensas que se abriam com uma engenhoca e tomavam todo o palco. O make não era nada complicado, assim como o de Abaddon, mas acordo é acordo. No domingo é que o bicho pegava e eu ia fazer valer minha foto com o vampiraço.
Resultado: acabei chegando meio atrasada para o panel do Jim Michaels. Gente boa pra caramba o cara! Ele tava meio nervoso, mas curtiu fazer um panel pra tanta gente. Fiquei com vergonha alheia de um comentário (muito pertinente, não tiro a razão dele) que ele fez sobre uma situação horrenda que passou num país aí, sabe? Nem comento… Deixa pra lá. Voltando ao momento, não é sempre que um membro da produção é fangirlizado e isso deve ser gostoso. Ele contou detalhes mais burocráticos e técnicos. O que me chamou bastante a atenção foi a pergunta de um cara na plateia sobre a trilha sonora. Muitos devem querer saber por que aquelas músicas das primeiras temporadas não rolam mais. E o cara foi fundo: “Por que nunca tocou Led Zeppelin em Supernatural?” Jim deixou muita gente de boca aberta ao explicar que cada música ali tem que estar no orçamento do episódio, pois tocar qualquer uma custa uma grana louca. Por exemplo: o dinheiro necessário para pagar a veiculação de uma música do Led daria para produzir dois episódios de Supernatural. Tudo bem, né? Por mim, a gente fica sem… E é impossível não reparar que os efeitos especiais melhoraram absurdamente em proporção inversa ao uso de rock clássico na trilha. Ah, o nome pornô de Michaels é Tabitha Susan (nome de drag, vai?). Assim que entrei, uma novidade importante: ele havia gostado tanto da pergunta de uma fã, que deu a seta fluorescente “BSK” para ela. Por que isso é importante? Porque essa seta é a indicação para os motoristas da produção saberem onde está havendo locação de Supernatural, ou seja, se você estivesse andando pela grande Vancouver e visse uma dessas, o bom era parar tudo e segui-la. Inevitavelmente haveria coisa boa na outra ponta. Mas se ele estava contando da seta, isso só podia significar uma coisa: eles estavam abandonando aquele código. Valeu, hein? Justo quando eu vou passar um mês em Vancouver, com todo o tempo do mundo pra seguir a tal seta, vcs me resolvem mudar a senha. Daora a vida. Em poucos dias eu saberia a senha nova, no entanto. Sim, daora a vida!

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Um dos panels mais hilários da Con toda foi o do trio Rob, Matt e Dick. Um tirando barato do outro, Speight falando pro Matt tirar a camisa, que a calça dele era justa, aí a galera (eu inclusive) cobrando que Rob fizesse o mesmo, porque era injusto pedir só pro Matt ficar nu. Eu estava de pé ao lado dos assentos, porque estava com uma mochila enorme (material de maquiagem e o livrão Essential Supernatural, onde peguei TODOS os meus autógrafos. Doze ao todo. Ficou lindo!) e meu lugar era bem no meio da fila. Além disso, os 3 ficavam andando pela plateia (nenhuma foto ficou boa. A iluminação daquele auditório, pfffff… Só quem tem câmera profissa e tava sentado na primeira fila conseguiu fotos decentes). Aí o Matt chegou perto de mim e perguntou em voz baixa – digo, fora do microfone – se eu ia fazer uma pergunta. Eu disse que não e ele “Como não? Não tem NADA que você queira saber da gente?” Primeiro eu derreti, claro. É MUITO BOM ver esse povo assim, bem bem bem de pertinho, falando com você e só com você! Como a fila das perguntas estava pequena, decidi ir. Eles falaram algumas vezes de situações em que os personagens poderiam voltar e, em outro momento, em situações “jump the shark” (aquela forçada de barra, como o episódio em que, na falta de John, surge um irmão, Adam). Eu acabei fazendo a última pergunta: como seria o modo mais “jump the shark” dos seus personagens voltarem para a série? Por incrível que pareça, dali dos mics mal se ouve o que eles dizem. Richard respondeu pelos três e todo mundo riu paca, mas eu não sei até hoje o que ele disse! Pode? Eu tenho que ver o panel no YouTube, mas não quis ver até hoje nada além de fotos. Doido, né? Parece que vai estragar o momento. Eu vi milhares de fotos e salvei muitas, mas vídeo eu ainda não vi. No relato de domingo eu conto o que talvez seja o motivo. Ah! A zoeira com Jensen seguiu sem limites. Enquanto Jared e Jensen zoam os colegas, esses gostam de dizer coisas que deixariam o loirão (sim, Jensen é loiro. Comprovei.) vermelhinho. Todos eles responderam que comeriam Jensen, caso fosse necessário – naquela situação da ilha deserta, lembram? Pois é. Matt Cohen, que em outra oportunidade já havia dito que “Nenhum homem permanece heterossexual na presença de Jensen Ackles”, quando perguntado sobre quem comeria primeiro, fez o bico que costuma fazer para imitá-lo e depois disse:”Ah! Eu preciso mesmo responder? Vocês SABEM quem eu comeria primeiro!”

Perdi parte do panel do Russ Hamilton por um motivo glorioso: uma amiga querida me puxou e disse “vem cá, que você vai sair em umas fotos comigo.” Quando vi, tinha subido ao andar de cima, onde o estúdio estava montado, e Jim Michaels estava me abraçando. Na outra foto, amiga/Misha Collins/eu/James Patrick Stuart (Dick Roman). Essas eu ainda não tenho, porque preciso pedir para o fotógrafo mandar o arquivo (as impressões obviamente ficaram com ela). Assim que eu as comprar, posto aqui também. Essas seriam as minhas duas primeiras fotos com os ídolos daquele fim de semana. Tudo o que eu conseguia pensar era: “Se eu estou assim, hiperventilando e com o coração a mil agora, não sei se sobrevivo ao meu duo photo op! Ver Jared e Jensen lado a lado, na minha frente, vai ser o meu fim.” Bom, como diria o gênio Morrissey, “it’s such a heavenly way to die” [é uma maneira tão linda de morrer].

Mas Russ Hamilton, né? Bem, eu o havia conhecido e perguntado tudo o que queria e não queria no dia anterior, na location tour. Vi locações de eps passados e futuros (que seriam o 9.03, o 9.04 e o 9.05) e já contei tudo, então cheguei ao auditório quase no final, me sentei lá no fundão e fiquei curtindo meu iogurte e o clima gostoso de 800 pessoas apaixonadas pela mesma coisa que eu.

Um banho de ironia, inteligência, humor ácido. Assim foi o panel do trio do mal Mark Sheppard, Mark Pellegrino e James Patrick Stuart. Eles falaram muito do que é trabalhar como ator, tanto dentro quanto fora de Supernatural. Vocês podem imaginar que muitas das perguntas para os Marks eram de fãs de Lost, Doctor Who e tais. Eles, claro, responderam tudo com prazer. James contou que gostaria de ter estado no páreo para fazer Batman e que perdeu um papel em Argo, filme que só não ficou mais triste por não fazer porque, se pegasse o papel, não teria feito Dick Roman. Ainda brincou muito com o fato de que acha que Ben Affleck vai ser um tiro no pé como o cavaleiro das trevas. Claro que o rumor de que Jensen poderia ter feito o papel permeou o fim de semana (parece que era verdade. Conto mais no relato de domingo) e eles falaram sobre isso também. Os três elogiaram muito o trabalho do nosso querido Dean e foram unânimes ao dizer que Jensen seria um Batman brilhante. #orgulho
Sheppard (Crowley, cujo nome porn eu esqueci completamente) falava o tempo todo sobre a educação típica do canadense. “Como você faz para tirar 100 canadenses de dentro de uma piscina?” mandou ele. “Vc diz ‘por favor, saiam da piscina’.” E É ASSIM MESMO!!! Para um britânico como ele, isso deveria ser natural. Os ingleses são superpolidos, mas os canadenses superam qualquer outro povo nesse quesito, chegando quase ao exagero. E aí surgem as piadas.
Sheppard também soltou vários spoilers, por exemplo dizendo que nessa temporada ele apareceria bastante e que também apareceria pouco. Realmente, até agora ele esteve um pouquinho em vários episódios. Como isso foi em agosto, tudo o que ele disse não é mais apoiler a essa altura da nona temporada.
James e Pellegrino disseram ter saudade da equipe e do set de Supernatural e ambos concordaram que foi um dos melhores ambientes em que já trabalharam e que isso se deve sem dúvida ao clima leve que Jared e Jensen mantêm com a galera. Não tem estrelismo, não tem briga, não tem preguiça e tudo ocorre no horário programado.

Evil 3

Antes do panel de Felicia Day rolaram os autógrafos dela. Eu não ia pegar, porque ela foi convidada de última hora e seu autógrafo não constava do pacote ouro, como a maioria dos outros. Mas eu havia ganhado o mapa de Moondoor na location tour e decidi comprar a canetada dela para pedir exatamente no mapa. Ela é um amor! Eu fui a terceira pessoa da fila, que não estava muito grande. Daria tempo de sobra para autografar tudo o que o pessoal tinha levado, então ela conversou com todo mundo. Eu já estava na sala quando ela contou que pra ela ir foi assim: “Eu estava no set com os meninos [Jensen e Jared] e eles disseram que haveria uma convenção aqui em Vancouver nesse final de semana. Eu disse ‘Convenção? Como assim? Igual à Comic Con?’ e eles confirmaram e disseram que era muito legal. Jensen perguntou ‘Vc quer ir?’ e eu falei ‘Será que eu posso?’ e quando vi, ele estava com o celular na mão e dizendo ‘Pronto. Você vai’.”
Quando chegou a minha vez, ela curtiu o mapinha e, além do autógrafo, escreveu “Minha casa” no desenho da tenda em que ficava a rainha. Outra: eu tinha enfiado o amigurumi que mandei fazer do Dean (um bonequinho de crochê que uma amiga fez pra gente do FCSPNBR – a Suelen tem o Sam, a Jéssica tem o Cas e eu tenho o Dean, que levei para o Jensen ver – olha aí na foto) no meu decote para poder manusear o livro e o mapa que estava dentro. Ela viu o boneco de disse “Awwwnnn, que lindo esse Dean nos seus… ‘boobs’!” Como o boneco fica de braços abertos, foi fácil encaixá-lo de um jeito que ficasse metade para fora, olhando para o mundo. Fez mó sucesso, inclusive com os atores… Hehehehe
Ela também brincou com o fato de sermos as duas ruivas, porque ruivas “kick ass” (concordo, Felicia!!) e disse que ela voltaria na nona temporada. E ela levantava e abraçava todo mundo! Fiquei feliz por ter investido uns dolarezinhos no autógrafo dela. Valeu a pena.

amigurumi

Aí veio o panel da Felicia e ela, claro, foi uma fofa. É divertido ver o primeiro panel de alguém. Eles querem saber um monte de coisa e acabam eles perguntando mais do que nós. Ficamos sabendo que ela ia pouquíssimo tempo antes e todo mundo, claro, vibrou. As fotos da galera com ela ficaram inspiradas (só vi, não tirei foto com ela. Eles colocam todas as fotos arrumadinhas em mesas longas e cada um vem e pega a(s) sua(s). É bem gostoso ficar olhando as fotos dos outros): tinha um monte de rainha de Moondoor, tinha tipo as Panteras, tinha muita gente fazendo o sinal “vida longa e próspera” como ela fez quando apareceu pela primeira vez.

Bom, imaginando que o que falta são os panels de Sebastian Roché, Misha Collins e o coquetel da noite de sábado, acho melhor parar por aqui e criar um post “Sábado, pt 2”

CARRY ON!!

OLHA AÍ UMA FOTO DO MAPA DE MOONDOOOOOOOOOOOR!

MOONDOOR

Uma coisa que bastante gente pergunta, como são os tickets e o crachá. Lindos e ótimos pra guardar de lembrança:
tickets