Olá, pessoal. A análise hunter dessa semana ficou por minha conta. Terão tempo de ler ou até mesmo reler, considerando que estamos em outro sofrível hiato. Pois bem, vamos ao que interessa.

 

Após The Purge, posso dizer que os ultimos dois episódios foram fracos no quesito monstro ou caso da semana e avassaladores no quesito desenvolvimento do quebrado relacionamento entre os irmãos. Não há muito o que dizer sobre o episódio, foi tudo muito simples e de certa forma esquecível. Todavia, não o que foi dito por um dos dois cabeças de prego no final. Certamente terei dificuldade em esquecer o que Sam disse. Sam, ou melhor, Samuel Winchester, o cara que desde os meus primeiros momentos de telespectador (época em que eu não sabia realmente o que era ser fã e muito menos que meu amor por Supernatural pudesse vir a crescer tanto) tenho considerado um alguém injustiçado por maior parte do fandom. Eu verdadeiramente achava isso, tanto que defendi Sam várias vezes. Tenho sido um defensor do personagem, mesmo depois de todas as coisas horríveis que ele fez. Não importava o que Sam fazia, eu eventualmente acabava por perdoá-lo. Porém, depois de vê-lo dizer todas essas coisas babacas e egoístas ao Dean, não me sinto mais no dever de defendê-lo. Não seria justo se eu o fizesse, pois Sam está errado, muito errado.

Não vejo motivos para ele apontar Dean tê-lo impedido de morrer ao concluir os testes como um erro, ou delatar o termo família de maneira mesquinha, ou afirmar que não faria o mesmo pelo o irmão em consequências equivalentes. Este simplesmente não é o Sam que eu conheço. Ou melhor, o Sam de temporadas atrás. Quem lembra de quando ele descobriu sobre o pacto que Dean havia feito por ele e disse que não existia nada que não faria pelo irmão? Tenho certeza que muitos de vocês. Exceto Sam, certamente. O desejo auto-destrutivo de sacrificar-se pela família, como perfeitamente descrito por Azazel no final da segunda temporada, até pouco tempo partilhado pelos dois, está desaparecendo. Mais exatamente Sam o está fazendo desaperecer, ou ser exercido apenas por Dean. Agora que ele mesmo assumiu, temos certeza de que Sam não daria a vida pelo irmão. Algo paradoxal, se comparado ao Sam de All Hell Breaks Loose. Sam Winchester, como um todo, é de fato um paradoxo. Certa hora quer fechar as portas do inferno e salvar o mundo. Certa hora quer viver uma vida normal. Certa hora quer caçar. Certa hora quer morrer. Que diabos, Sam? Você precisa tomar uma decisão definitiva sobre o que quer para si mesmo. Para Sam estar feliz, realmente só estando inconscientemente possuído por um anjo. Este foi o único modo em que vimos Sam realmente feliz com sua vida.

Dean, no meio disso, apenas continua sendo ele mesmo. O cara que estaria disposto a sofrer qualquer tipo de sofrimento, a arriscar tudo que para ele tem valor, até mesmo sua vida, sem hesitar, pelo bem do irmão. O bem estar de Sam sempre vem em primeiro lugar para Dean. Sua prioridade será eternamente Sam. Não importa o que aconteça. Enfrente um apocalipse ou não, receba uma marca amaldiçoada ou não, Dean continua fazendo de Sam seu maior prior. É justamente isso que me faz respeitar e admirar Dean ainda mais. Sua incrível capacidade de perdão, seu amor definitivo e evidente compaixão. Estas são apenas poucas das virtudes que tornam Dean o que ele é, um herói. Ele errou ao permitir Gadreel, sendo um anjo sobre o qual ele nunca tinha ouvido falar e cujas atitudes ele não fazia ideia quais podiam ser, possuir Sam? Sim, errou. Mas quem se importa? Dean fez por amor, o mais forte dos sentimentos. Agir com o coração é indiscutivelmente mais digno do que agir com a razão. Não estou dizendo que Dean é perfeito ou que nunca fez nada de errado em sua vida, muito pelo contrário. Em primeiro lugar, porque ninguém é perfeito. Segundo, porque Dean erra como todo e qualquer ser humano. Porém o faz priorizando aquilo que para ele tem mais importância, sua família.

Quando se trata de Sam, Dean fica cego. Por menor que seja a possibilidade de algo de ruim acontecer com Sam, Dean faz o que pode e o que não pode para poder salvá-lo. Identifico-me com ele pelo fato de que também tenho um irmão mais novo e também faria de tudo para protegê-lo. Fraternidade entre irmãos é algo incontestavelmente difícil de se romper. Irmãos brigam, mas no final fazem as pazes. Geralmente é assim. Entretanto, ainda acredito que Sam e Dean parem de conflitar e possam voltar a viver em paz e harmonia, permanentemente. Eu preciso acreditar. “Enquanto os Winchesters estiverem vivos, sempre haverá esperança.” Não os vejo mortos, portanto há esperança. Ao final dessa análise, gostaria de deixar claro que eu não odeio o Sam. Estou apenas bravo e decepcionado com as atitudes que ele vem tomando ultimamente. Esperava mais dele. Quanto ao que está por vir, não posso deixar de falar sobre uma teoria que li recentemente. Esta teoria, se baseia no fato de que “a Marca de Caim vem na verdade com a maldição que, entre outras coisas, amaldiçoa o portador de viver como uma unidade familiar. Ela tira a sua família. Tirou a família de Caim, e está tirando Sam de Dean. Talvez seja a marca. Talvez não seja simplesmente o Sam.” Interessante, não? Espero que seja realmente esse o motivo das atitudes de Sam, ou algo do tipo pelo menos, porque se não for, continuarei bravo com Sam até que ele se redima com Dean e tudo volte a ser do jeito que era antes. Espero ansioso por isso.

Carry on!