Olá, hunters e rebeldes! Eu fui escolhido para fazer a análise desse episódio, e a honra não poderia ter sido maior! Um episódio excelente, denso e que começa sensacional, nos lembrando que ainda existem fantasmas na série para quem esqueceu.

E esse fantasma em específico, não está exatamente em bons termos com nossos herois, considerando as circunstâncias da morte dele, nosso jovem Kevin Tran. Dean ainda está se corroendo de culpa por sua morte, e se agarra à única chance de poder falar diretamente com ele para se desculpar. Mas Kevin não está exatamente com vontade de ouvir Dean ter uma sessão de “autopiedade”, pois descobriu que sua mãe está viva, e quer que eles a protejam.

Enquanto isso, Castiel descobre outra facção de anjos, uma que aparentemente não quer lutar, e sim ajudar a humanidade, mas estão sendo mortos por Bartolomeu, que dá às caras, para nos mostrar que ele não pode ser simplesmente ignorado nesse conflito, e que não gira tudo em torno de Crowley vs Abbadon vs Metatron. Castiel fica abalado com seus métodos, e quer ajudar, novamente, mas ele consegue ver que ou Bart é um extermista bem intencionado, como ele já foi, ou é um sádico maníaco, e em qualquer um dos casos, nada de bom pode vir disso. Ele mostra seu novo respeito à paz e se recusa a matar um “rebelde”, ainda que isso o ajude a chegar a Metatron. Bartolomeu não entende, e tenta mostrar aos seus homens o quão forte é, apenas para ser derrotado por Castiel e humilhado. Em um golpe sujo ele tenta matá-lo, e na verdade acaba apenas aumentando a imagem de poder de Castiel entre seus homens ao ser morto com facilidade. E agora que Castiel cortou a cabeça dessa serpente, fica a pergunta: eles ficarão desorientados como Hael no começo da temporada, ou vão engrossar as fileiras de Moloc, pelo visto o único líder de facções ainda ativo? Pergunta essa respondida em sua última cena, em que ele está lamentando a queda de Rebecca, um dos capangas de Bartolomeu vem e se declara seu seguidor, assim como mais dois anjos. E dessa vez, a pergunta que ficou no ar para mim é: se ele tivesse assumido essa liderança desde o princípio, será que poderia ter evitado todas essas mortes de anjos?

Voltando aos Winchester, vemos que o respeito que Dean ganhou por Crowley está cada vez maior, com ele encontrando desculpas para os métodos dele, e tentando falar com ele a todo custo, para total desgosto de Sam. Falando de Sam, desde o começo da temporada é difícil entender o que se passa com ele. Eu gosto de pensar que é apenas uma confusão temporária, mas quase todas as vezes que ele abriu a boca nesse episódio era ou para criticar Dean ou para fazer um comentário improdutivo. Ao descobrir finalmente o lugar onde a Sra. Tran está presa (e graças a um rádio na frequência espiritual!) eles encontram um armazém em que Crowley mantém reféns humanos que lhe são úteis, e um demônio do qual quase se daria para ter pena, se os motivos para sua tristeza e frustração não fossem tão malignos.

Quando Sam salva a Sra. Tran, ele conta sobre a morte de Kevin, e mais uma vez vemos a força enorme que ela tem dentro de si, querendo apenas se vingar do homem que a torturou com tanto prazer, e encontrar seu filho novamente. E quando o faz, o fato dela não poder tocá-lo, por ser um fantasma torna a cena ainda mais emocionante, e a atuação de Lauren Tom é excelente, mesmo ao deixar claro que vai SIM levar seu filho com ela, não importa que ele seja um fantasma agora. Kevin, ao sair, diz para Sam e Dean aquilo que os fãs vem dizendo desde que ele recuperou o controle de seu corpo: parem de brigar e se resolvam!

Por um segundo, eu tive uma esperança de que finalmente Sam iria tentar entender o lado de Dean, e voltar a ser seu irmão, mas aparentemente a ferida é muito recente e profunda, então ele entra em seu quarto batendo a porta, e Dean se isola novamente em sua música e pesar, como sempre assumindo para si toda a culpa de tudo que há de errado. E espero que isso acabe logo, pois dá uma dor no coração enorme ver esse buraco entre eles aumentando a cada episódio.