Antes tarde do que nunca. Artigo relevante com vários spoilers revelados por Misha, durante entrevista, sobre o episódio de hoje, Castiel, o final da temporada e mais, seguido de um update importante sobre alguns dos próximos e finais episódios. No seguinte a tradução na íntegra feita por Vicki e eu.

Um dos desenvolvimentos mais interessantes na história recente de “Supernatural” foi a introdução dos Homens das Letras.
Nas últimas duas temporadas, os irmãos Sam e Dean Winchester ganharam um novo bunker lindo para usar quando não estão caçando toda espécie de entidades do Mal e criaturas por toda a América. O bunker foi construído pelos Homens das Letras, uma sociedade secreta de homens e mulheres que pesquisavam forças sobrenaturais e arquivavam toda a sua sabedoria preciosa em seu bem equipado esconderijo.
O episódio desta terça-feira, “Mother’s Little Helper”, revela mais da história dos Homens das Letras e também fornece um pouco da história de Abaddon, um dos atuais inimigos dos Winchester. O episódio foi dirigido por Misha Collins, que interpreta um dos personagens-chave de Supernatural, o anjo Castiel.
Foi a primeira vez que Collins se sentou na cadeira do diretor de Supernatural e, em uma entrevista com o Huffington Post, ele fala como foi a experiência e de como Jensen Ackles, que interpreta Dean e já dirigiu o show algumas vezes, o ajudou a se guiar por esse desafio. Collins também falou sobre como as coisas ficam para Castiel na nona temporada e ainda revelou um pouco sobre o sipn-off de Supernatural, que terá como piloto o episódio do dia 29 abril.

 

Como surgiu essa ideia de dirigir? Você estava tentando conseguir a vaga? Eles se renderam às suas súplicas?
Misha: Eu não gosto da forma como você queria hipóteses sobre como a ideia surgiu. Obviamente, eles estavam me cercando, implorando para eu dirigir um episódio e eu finalmente me rendi. Não, foi uma coisa de momento, entrou no meu contrato da oitava temporada… que eu dirigiria um episódio na nona temporada. Foi uma coisa de última hora, e o [produtor executivo] Bob Singer disse “Sim! Eu acho legal”. Eu acho que ele disse algo mais ou menos no sentido de “você é muito inteligente, deve conseguir fazer isso.” Cara, ele estava errado.
Acho que é uma daquelas coisas que atores que estão na tv há muito tempo têm a oportunidade de fazer. Eu acho que atores que fazem isso têm muita sorte, quando conseguem essa oportunidade. Quando ela surgiu pra mim eu a agarrei, por que fazia tempo que queria ser diretor.

Por que? Eu sempre ouço atores dizendo que querem muito dirigir. Seria porque os diretores podem ser irritantes de certa forma? De onde veio esse impulso para você?
Misha: Eu só posso falar por mim mesmo, mas imagino que isso seja verdade para muita gente. Quando você está interpretando, você é apenas uma peça do quebra-cabeça. Você não vê como tudo fica quando se junta. Parece que você sente menos a sensação de ser o autor do produto inteiro. Quando você dirige, você leva tudo em conta, o grande panorama, então seu desafio se dá de uma maneira diferente.
Pra mim, para ser perfeitamente honesto, a parte do meu cérebro que foi estimulada pela direção foi muito mais excitante que um dia típico como ator. Não quero dizer com isso que eu não ame e não curta trabalhar como ator, e que eu não seja grato por trabalhar nessa função. Mas é um estímulo diferente quando você dirige. Mesmo na televisão em episódios, onde o trabalho do diretor tem a menor autoridade criativa. Mas ainda assim você tem que tomar um milhão de decisões e é um cargo muito desafiador e recompensador.

Então isso arruína minha teoria de que você queria dirigir porque Jensen já dirigiu várias vezes e você queria ir à desforra com ele por alguma coisa.
Misha: Sinto muito pela resposta honesta e entediante. Sim, foi simplesmente uma questão de competitividade pra mim. Eu vi que Jensen estava dirigindo e isso me irritou, porque ele estava fazendo uma coisa que eu não fazia, então eu quis ir atrás disso só por essa razão. (risos)

Falando sério agora, Jensen te deu algum tipo de dica ou conselho?
Misha: Sim, na verdade ele me deu. Nós saímos para jantar e ele me deu todo tipo de conselho que sabia. Eu entrevistei todos que passaram na minha frente e que dirigiram na última temporada, tentando conseguir toda a informação possível, incluindo diretores conhecidos como John Badham. As dicas que Jensen me foram no geral, as mais úteis entre todos. Ele foi provavelmente a minha melhor fonte de dicas. Ele conhece aquele set e o show e ele tem muita familiaridade com os personagens e com o universo. Não só isso, mas ele conhece a minha perspectiva também. Ele sabe o que um ator passa quando vai ser diretor pela primeira vez, que questões estão envolvidas. Ele sabe que nada era familiar para mim porque nada era familiar para ele.

Castiel não está no episódio, pelo que vi. Parece que “Mother’s Little Helper” tem a ver com o arco mitológico, com uma história grande dos Homens das Letras. Foi sorte pegar esse tipo de episódio?
Misha: Sim, foi sorte. Eles fazem uma lista de diretores e um cronograma antes de começar as filmagens. Então eu sabia nove meses antes que ia dirigir o episódio 17. O episódio 17 estava reservado para mim, mas eu não fazia a menor ideia do que era e nem mais ninguém.
Foi um ótimo episódio que se dirigir eu acho que tive algumas situações que poderiam dar certo ou não. O elenco é relativamente grande, mas o elenco convidado que nós tínhamos era excelente, então isso ajudou. Alaina Huffman (Abaddon) e Gil (McKinney, Henry Winchester, o avó dos garotos) voltaram para esse episódio. Eu tinha dos garotos e eles obviamente não são atores incrivelmente talentosos, mas já vêem trabalhando no show há tempo suficiente e sabem o que está acontecendo. (tira sarro)
É um episódio forte na mitologia, com roteiro excelente. Adam Glass fez um excelente trabalho. Eu tinha um bom material, um bom elenco para trabalhar então isso significava que as cartas estavam ao meu favor, não foi um episódio de muitos efeitos visuais, nem de trabalho de dublê, o que me ajudou. Essas coisas podem ser complicadas.

Qual foi a parte mais difícil de dirigir?
Misha: A coisa mais difícil em geral foi a cronometragem, e descobrir quanto tempo eu tinha para fazer as coisas e onde tinha que fazer a triagem, calcular listas de cenas e assim por diante. Francamente, esse tipo de coisa, eu acho, vem com ter mais experiência.
Fiquei surpreso com uma coisa. Como eu estava recebendo conselhos de pessoas, uma das coisas que eles é dar-me dicas sobre como dirigir os atores. Eu ficava tipo, “Tanto faz – você não precisa me dizer isso! As únicas coisas que eu sei são os ângulos de câmera, enquadramento e ritmo – esse é o tipo de coisa que me preocupa.”
Quando chegamos no set, eu senti intuitivamente que a composição e esse tipo de coisa se reuniram rapidamente para mim. Dirigir atores era totalmente impossível. Eu senti como se estivesse mastigando a língua cada vez que tentei descrever o que queria de um ator. Então isso foi uma surpreendente virada de eventos para mim.

É um episódio crucial em termos de levar a 9ª temporada à reta final? Sei que não quer revelar muito, mas alguns dos elementos maiores da história sofrem grandes mudanças?
Misha: É. Existem algumas coisas que operam aqui que eu acho que são muito essenciais. No episódio, vemos o nascimento de Abaddon como sabemos, e ela é obviamente um inimigosdxc central nesta temporada, e seu papel continua a crescer. Temos Crowley tentando recrutar Dean, para ajudá-lo ou colaborar com ele ainda mais. Isso se desenrola como uma história muito, muito importante para o resto da temporada. E vemos Dean lutar com a ligação similar a um vício que ele tem com a Marca de Caim e a Primeira Lâmina, e o calço que isto está deslocando entre ele e Sam. Portanto, há um monte de trabalho de base mitológica que está sendo colocado neste episódio.

Pode falar um pouco sobre onde as coisas vão com Castiel durante o resto da temporada? Ele tem um papel grande a desempenhar?
Misha: Cas está definitivamente no ponto e em missão no esforço para tentar rastrear Metatron e acertar as coisas no Paraíso. Sua missão e a missão dos meninos irão convergir e eles irão trabalhar juntos novamente, muito fortemente. Cas está bastante envolvido em quatro dos últimos seis episódios da temporada, por isso vamos estar vendo um monte dele.

Então deixe-me dizer-lhe onde eu estou com os anjos. Sei quem o seu personagem é, obviamente, e um par de outros, mas há todas essas facções de anjos e todo esse turbilhão e tumulto agora. Talvez eu seja apenas fraca, mas pode ser meio difícil de manter o controle de todos os anjos e quem eles são e o que querem. E, como [o criador Eric] Kripke costumava dizer, todos eles são apenas otários, de qualquer maneira. Então, você acha que a situação dos anjos virá em foco mais nítido para o final da temporada?
Misha: Sim, eu acho que isso entra em foco mais nítido e o campo de figuras de anjo centrais meio que estreita. Então estamos mesmo olhando principalmente para alguns personagens anjos. Metatron – ele não parece o mesmo, por sinal.

Ele é interpretado por um novo ator?
Misha: Sim. Metatron, Cas e Gadreel tornam-se os anjos centrais no final da temporada e realmente mudam o foco de volta para Castiel como o nosso tipo de anjo central – é Castiel e Metatron um contra o outro. Então essa enorme quantidade de anjos otários aglutina em apenas dois otários, Cas e Metatron.

Tudo bem, então. Este é um pensamento mais geral que eu tive – não há muita diferença entre as facções de anjos e facções de demônios. Eles são todos geralmente otários. Acho que às vezes eu só queria que os Winchesters tivessem mais alguns aliados ou houvesse mais diferenças entre os dois grupos. Não me interpretem mal, acho que há grandes atores que interpretam todos os anjos e demônios principais. Só queria que houvesse mais diferenciação ou contexto em termos dos grupos e seus impulsos.
Misha: Acho que isso é provavelmente uma função de duas coisas: Um, que os anjos têm provado serem otários, como Kripke disse. E dois, eu acho que a série mudou no sentido de tornar os demônios um pouco mais humanos, ou um pouco mais acessíveis. Então, eles não são tão sarcásticos e sinistros quanto poderiam ser, e os anjos são apenas otários. Então, eles são meio que similares. Acho que é justo.

Dito isso, os anjos meio que mostram os mesmos traços, repetidamente – uma combinação de imaturidade e arrogância. Eles meio que perdem as estribeiras de maneiras precipitadas em uma quantidade razoável do tempo. Também há de se esperar um pouco de altruísmo de vez em quando, e se vê isso, uma vez ou outra, mas os otários tendem a dominar as coisas.
Misha: Sim, eles o fazem.

Então, a 10ª temporada está chegando, e há um spinoff em obras. Tem pensamentos sobre onde quer que Cas vá? E ninguém falou com você sobre como a mitologia de Supernatural estaria ligada a nova série?
Misha: O spinoff muito claramente não vai ter quaisquer personagens que passaram por Supernatural. Todos que freqüentam a série do spinoff são introduzidos no episódio spinoff , e nenhum dos personagens atuais do universo de Supernatural vai estar na nova série.
Gostaria muito de fazer parte da 10ª temporada e espero que isso esteja nos planos. Não é algo que qualquer pessoa da produção informou-me a respeito ainda. Acho que ainda estão desenvolvendo histórias para o final desta temporada e para a próxima. Não tenho nenhuma especulação sobre para onde a série vai na 10ª temporada, e se estou incluído ou não. Não posso dizer com grande certeza.

Gostaria de dirigir Supernatural novamente ou qualquer outra série?
Misha: Sim, eu adoraria. Espero muito ser capaz de fazer as duas coisas.

 

UPDATE IMPORTANTE:

Após o episódio de terça-feira (dia 25 de Março), Supernatural tem um descanso, mas retorna em 15 de Abril com “Meta Fiction” (9×18), escrito por Robbie Thompson e dirigido por Thomas J. Wright. O episódio de 22 de Abril, “Alex Annie Alexis Ann” (9×19), foi escrito por Robert Berens e dirigido por Stefan Pleszczynski. Como observado acima, o episódio do dia 29 de Abril chama-se “Bloodlines” (9×20). O escritor é Andrew Dabb e Singer dirigiu. O último episódio da temporada (9×23) vai ao ar dia 20 de Maio.

 

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