Estreia então o piloto do tão especulado e enigmático spin-off de Supernatural, também conhecido como “Supernatural: Bloodlines”, título o qual desgosto por dois motivos: 1) a falta de necessidade no uso da palavra Supernatural no mesmo, considerando que todos estariam absolutamente cientes do fato de que essa foi a série que originou o spin-off. 2) anteriormente seria chamado de “Supernatural: Tribes”, o que considero um título melhor, mesmo que desnecessariamente antecedido pela “palavra”.

Enfim, prossigamos. O pouco que vimos de Bloodlines até o momento foi suficiente para mostrar que o spin-off realmente seguirá caminhos diferentes, embora parecidos, aos de Supernatural, e que pode ter potencial para apresentar-nos enredos bons e bem construídos como os de seu piloto, e que, também, seu título acabará por não fazer muita diferença.

Andrew Dabb conseguiu, mais uma vez, dispor um roteiro bem amarrado e maravilhosamente bem escrito. Deixa-me aliviado saber que ele estará encarregado de comandar o spin-off, pois contemplo Dabb como o segundo melhor na equipe de roteiristas de Supernatural. Porém, ao mesmo tempo, e, exatamente por causa disso, temo que possamos perder outro dos mais geniais roteiristas que já tivemos a nosso favor. Vide Ben Edlund.

O episódio, de qualquer forma, fez o que estava proposto, que era introduzir as famílias de monstros que lideram Chicago. São cinco, aparentemente, porém só tivemos a chance de conhecer os Lessit (metamorfos) e os Duval (lobisomens). Evidente que estas serão as duas famílias mais envolvidas na suposta guerra em ascensão e, de maneira adequada e eventual, na história do próprio spin-off.

Vi algumas reclamações a respeito da atuação de certos atores escalados para os papéis principais. Não aprofundei-me em tais reclamações pela simples conjuntura de que não houve personagens mal interpretados. São meras afirmações que não dizem respeito ao que episódio mostrou, as quais devo discordar e revidar dizendo que boas escolhas foram feitas em relação aos atores e que não tenho problema algum com nenhum deles.

Gostaria inclusive de ressaltar que considero Sean Faris e Nathaniel Buzolic ótimos atores, que fiquei contente por sua adição ao elenco de Bloodlines e satisfeito com suas performances e seus respectivos personagens, Julian e David. O mais provável é que Julian seja o personagem mais odiado pelo público e David o mais amado. Vê-los disputar a mesma mulher será divertido e interessante. Outro personagem que me chamou um pouco atenção foi Ennis, o não-mais-noivo que mostrou muita coragem e determinação durante o episódio.

Episódio cujo final serviu apenas para concretizar a ideia de que o pequeno gafanhoto não seguirá os conselhos de Sam para não entrar nessa vida. Foi uma reviravolta incrível e de fato inesperada. Ao contrário do que as informações concedidas no decorrer do episódio apontavam, seu pai está vivo e visivelmente sabe sobre os monstros, que Ennis pretende caçá-los e o risco a qual quem usufrui de tal intenção está sujeito. Um gancho e tanto. Outro ponto interessante sobre o episódio foram as referências à Freddy Krueger, “O Poderoso Chefão”, “Romeu e Julieta” e “Buffy, a Caça-Vampiros”. Andrew Dabb, seu bastardo brilhante.

Espero não me arrepender da decisão de querer acompanhar a trajetória do spin-off e que este não venha a se tornar uma decepção. Com Dabb no comando, acho difícil de acontecer, mas ainda assim não deixa de ser uma possibilidade. Resta-nos aguardar. A data da estreia oficial de Bloodlines deve ser divulgada alguns meses antes daquele no qual eu acredito que vai acontecer, Outubro. O mesmo vale para a 10ª temporada de Supernatural. Não poderíamos pedir por mais. Preparem-se para uma longa espera até a Fall Season 2014 e estejam prontos quando chegar, porque será de arrepiar. Carry on!