Antes de escrever deixe-me postar um aviso: essa análise é minha; e não representa a opinião de todos os membros do Is Life. Cada membro do site colocará seus pontos de vista, isto é, cada um escreverá sua análise e vocês poderão saber o que cada um pensa ou achou da finale. Portanto, não generalizem, essa é uma análise pessoal, minha; da Polly e eu escrevo aqui como a fã do seriado que eu sou. Não tenho intenção (e nem um pingo de obrigação) de ser ‘imparcial’. Sou parcial sim, sou passional sim, defendo o meu personagem favorito sim e não escondo isso. Portanto, se alguém discorda de mim, beleza. Eu entendo e aceito numa boa. Vamos debater, discordar e dialogar como gente civilizada. Mas se alguém vier com o papo de ‘esse pessoal todo do Is Life’ só enxerga um lado, eu vou colocar para fora o meu ‘lado doce’ que todos conhecem. Ok peeps? Vamos lá então…

E aqui estamos nós outra vez. Uma outra finale. Já são nove anos literalmente, vivendo intensamente cada minuto de um episódio. As finales de Supernatural sempre foram marcadas por ganchos fenomenais, e essa não poderia ser diferente. Foi outra finale de tirar o fôlego. Independente de concordarem ou não, gostarem ou não, foi uma finale para te fazer pensar, te fazer observar cada detalhe dito e não dito, cada cena mostrada.

Deixo aqui registrado o ótimo trabalho dos atores envolvidos. Mark Sheppard, Misha Collins, Tahmoh Penikett, Erica Carroll, Curtis Armstrong e claro Jared Padalecki e Jensen Ackles. Fico extremamente feliz ao ver a evolução do trabalho deles dois. Jared era um garoto quando começou Supernatural, um ator que ainda precisava ser lapidado, ser ensinado as nuances da profissão. E hoje ele se mostra tão mais maduro, mais concentrado, mais ‘investido’ na arte de atuar. Muito bonito isso. Jensen não fica atrás. Aliás, Jensen já tinha mais bagagem de ‘lerê lerê’ do que Jared, mas ainda não era o ótimo ator que é hoje. Claro que ele ainda tem muito a aprender (todos nós temos), ele tem muito a desenvolver, mas não se pode negar a qualidade do trabalho de Ackles nesses nove anos de série. Jensen soube desenvolver magistralmente Dean Winchester, que é como se nós estivéssemos muitas vezes na pele do personagem. Sentimos as emoções de Dean, a dor de Dean, a alegria de Dean, as percepções de Dean. Isso não é trabalho para ator meia-boca. Isso é trabalho de ator que estuda, que dedica, que foca e que ‘veste’ seu personagem e faz um trabalho além do que é pedido e esperado. Assim é Jensen. Ele sempre vai além. E não há dúvidas que é devido a essa ‘arte’ dele em fazer Dean que criamos esse laço forte com o mais velho dos irmãos. Você não passa em branco por Dean Winchester.

Supernatural não seria o que é hoje sem a química e o carisma dos dois atores principais. Jensen e Jared tem uma amizade tão próxima que é como se isso se estendesse para Dean e Sam. É meio louco pensar dessa forma, mas se não fosse a química entre os atores, Supernatural não seria nem metade do que é hoje. Sejamos gratos a eles, e parabenizamos ao árduo trabalho deles. E quando eu digo isso é porque se eles fossem divas que ficassem se alfinetando o tempo todo, criando picuinha a série certamente seria muito mais difícil de ser produzida, seria mais complicado trabalhar em equipe e certamente não teríamos essa sensação de ‘família’ que Supernatural tem. Porque afinal, somos todos uma grande família, uma família louca, apaixonada, leal, com membros maravilhosos, membros gentis, generosos  e alguns chatos também. Mas tudo isso faz parte do que é ser uma ‘família’. E é sobre isso que o seriado é: relação familiar. Em todos os sentidos.

E o que vimos nessa finale senão todo um drama familiar? Seja dos irmãos, seja dos anjos. Sim,  porque mais que eu ache um ‘exagero’ tanto anjo na trama, é sobre isso que eles brigam: pela família deles. Pela casa deles. Eles no fundo precisam é de terapia em grupo, porque todos os problemas deles parecem vir de carência afetiva. Parecem vir da ausência do ‘Pai’. E os Winchesters… Bem, eles são os Winchesters… Vivendo dramaticamente e perigosamente desde 2005 conosco 🙂

Pois bem, desafio a qualquer hunter, fã do seriado a não se emocionar com o ‘hino’. Com “Carry On My Wayward Son”. A música da série, aquela música que resume tão bem o que é o seriado. Aquela música que nos acompanha desde a primeira temporada (que por sinal foi a única temporada que não usou essa música na finale) e que nos faz ansiosos para ver o que nos aguarda pelos próximos quarenta minutos. E dessa vez não foi diferente, foi uma recapitulação para nos fazer lembrar momentos importantes no decorrer da nona temporada. Momentos que fizeram e fariam a diferença. Ansiedade define essa parte da finale. E o poder de uma música é algo impressionante.

E começamos o episódio exatamente de onde paramos no anterior, com Dean esfaqueando Gadreel e mostrando sua fúria e total falta de controle da raiva que ele guarda dentro de si por anos. Raiva essa que com a marca de Caim extrapola a todo o momento. Raiva essa que ele meio que sente no direito de deixar extravasar com tudo que ele passou e com tudo que ele está sentido. É perfeitamente compreensível, mas é assustador observar que Dean está visivelmente ‘fora da casinha’. E vamos combinar que o momento ‘Frozen’ foi divertido, mesmo que não devesse ter sido. Mas Supernatural também é isso, é fazer rir em momentos tensos.  Vimos meio que uma repetição da quarta temporada, onde um dos irmãos é deixado trancado para que possam pensar em como resolver a situação. Entretanto está claramente visível que Dean não está bem. E não apenas em nível emocional, ele não está bem a nível físico mesmo. Algo está mudando não apenas na sua mente, mas no seu corpo. E quando ele olha no espelho, ele está claramente apavorado com o que possa ser.

Metatron. Sinceramente eu acho que nunca odiei tanto um vilão em Supernatural como eu odiei e odeio esse. Parabenizo de novo o trabalho do Carver e de Curtis Armstrong em fazer dele um personagem ao mesmo tempo patético, babaca detestável, calculista e muito cruel com doses exageradas de prepotência e arrogância. Tudo isso sem perder o ar nerd e patético de uma pessoa que sempre viveu na sombra de outro. Ele é o bobalhão que alcançou um nível de maldade impressionante. E o jeito dele olhar, falar e se comportar me dá gana de voar na garganta dele e socá-lo sem fim. Metatron passou o episódio inteiro enfatizando o quão megalomaníaco ele é. O quão calculista ele é. E quão prepotente ele é. E foi tudo isso misturado que o fez cair do cavalo e ser pego. Sua boca grande e seu excesso de confiança o derrubaram. Seus planos de ser Deus eram ao mesmo tempo patético e odioso. O modo como ele conduziu a ingenuidade humana e seu grande objetivo de alcançar a humanidade. Porque não bastava ser Deus para os anjos, ele tinha que ser Deus para os homens. Ele tinha que ser Deus para aqueles que o real Deus dedicou toda sua afeição e dedicação. Como eu disse, esses anjos tem problemas sérios de relação paternal. Eles são um bando de frustrados e carentes de amor de pai.

Gadreel… Quero deixar claro que desde que a verdadeira identidade dele foi revelada, eu nunca consegui completamente odiá-lo. Claro que ele matou Kevin e eu fiquei sem reação, mas no fundo eu nunca conseguia odiá-lo. Sei lá, algo me ‘segurava’. E não, não é porque o fandom de repente descobriu que ele é novo queridinho da América. Pessoas que conversaram comigo sobre ele, sempre ouviu esse meu lado da história. Que eu nunca achei que ele tivesse a maldade e a frieza que Metatron e certos anjos possuem. Eu sempre disse que no fundo Gadreel buscava redenção, queria limpar o nome dele, queria ser ouvido e ele, infelizmente, escolheu o caminho errado. Metatron o manipulou. Ele se mostrou fraco novamente, do mesmo jeito que foi com Lúcifer, e caiu no conto do babaca. Para mim Gadreel na verdade sempre foi um fraco, um inseguro, um cara que viveu toda sua vida se sentindo injustiçado e ao mesmo tempo com um remorso e uma vergonha tremenda. E ele só queria ser ouvido e ter a chance de fazer algo diferente. Ter a chance de se redimir. E no final foi o que ele fez. Ele buscou sua própria redenção. Ele mostrou a todos que não era uma pessoa desprezível. Que atire a primeira pedra quem nunca fez um erro que todos julgam imperdoável. Foi imperdoável ele matar Kevin. Mas eu penso que o castigo dele foi muito maior do que meu ódio. O castigo de se sentir envergonhado, sujo, uma escória o tempo todo, para um cara que foi o homem de confiança de Deus, deve ser pior que tudo. E Gadreel no fundo pensou que fazia o certo, como qualquer anjo que nunca teve um poder de escolha. Infelizmente ele aprendeu a ‘escolher’ um pouco tarde demais. Mas não dá pra esquecer que foi ele quem, de certo modo, mais ajudou no lance de Metatron, no lance de Cas e os meninos saberem sobre seus planos. Mas também entendo perfeitamente a raiva de Dean com ele. Foi Gadreel quem mentiu para Dean, que manipulou Sam, que matou Kevin, que ajudou numa guerra angelical sangrenta. Gadreel pode ser visto aqui, como o cara que fez um monte de coisa errada, não por maldade ou crueldade, mas porque ele não soube discernir entre o certo a fazer. Ele foi jogado num turbilhão e teve que aprender na marra como sair dele. O azar dele é que Dean não estava num momento de paciência para ver o outro lado da coisa. Mas o que importa é que ele no final, escolheu fazer algo e esse algo foi de suma importância. Mesmo que eu quisesse que ele ficasse, eu entendo perfeitamente que sua morte era necessária. Obrigada Tahmoh Penikett pelo excelente trabalho.

Crowley… Ah Crowley, como eu amo odiá-lo. E ele começa a aparecer no episódio como o Rei que ele é agora. Recebendo prazeres mundanos como uma simples massagem feito por uma mulher/demo bonita. E claro que as falas dele são ótimas. Ele é curto e grosso. Um humor negro e sarcástico. Um observador nato. Um manipulador filho da mãe também. E um jogador excepcional que só retira suas cartas no momento exato de dar o golpe final. Crowley é um demônio de respeito e sabe como poucos manipular uma situação a seu favor. E é claramente visível que ele de certo modo, admira os Winchesters. Principalmente Dean Winchester. Eu acredito que ele não ‘escolheu’ Dean por acaso. Alguma coisa o fez ‘escolher’ Dean para ser o novo Caim. Talvez fosse o momento emocional do Dean que estivesse mais ‘apto’ a fazer loucuras (leia-se aceitar a marca de Caim), talvez fosse o jeito mesmo de Dean de ser: mais passional, mais focado, mais ‘briguento’, mais ‘raivoso’. Não saberemos até que Crowley ponha em definitivo suas cartas na mesa. O qual eu acredito que não será breve. Mesmo com o que ele fez ao final do episódio, mesmo que ele tenha mostrado que deliberadamente ele sabia o que Dean iria se tornar, eu ainda creio que todas as cartas dele ainda não foram mostradas. Crowley não é Rei do Inferno por nada. Ele é frio, ele é calculista, ele é um estrategista. Mas tem o mesmo defeito que todos: subestimar Dean Winchester. Esse foi o erro de todos os demônios, desde Azazel até Abaddon. E esse também pode ser o erro de Crowley. Nos resta esperar a décima temporada para ver onde tudo isso nos leva. Onde toda essa nova ‘investida’ de Carver nos leva. Vamos ver como essa relação entre o ‘novo’ Dean e o ‘velho’ Crowley se desenrola.

Castiel…. Ah Cas… Como você é humanamente angelical! Cas e suas percepções, Cas e suas atitudes, Cas e sua lealdade para com os Winchesters, principalmente a Dean. É tocante, é envolvente e eu gosto. Mas posso confessar? É só Cas que eu gosto e em certas situações. Não gosto de tanto anjo. Não gosto de anjos demais e Winchester de menos. No meu comentário do episódio passado foi isso que eu disse. Não gosto desse fan service. Quer ter plot de anjo? Tenha. Mas que fique claro que isso é pano de fundo e não tema central. Dean e Sam são centrais. Castiel é uma adição brilhante, mas ver desperdiçar um personagem como Castiel por causa de gritaria de fã é demais para minha cabeça. Não vou negar a importância de Castiel na quarta e quinta temporada. Mas tentar me convencer que ele foi ‘imprescindível’ depois disso é me chamar de idiota. Cas deveria ser uma carta poderosa a ser usada, e não um brinquedo de roteiristas para agradar uma parte do fandom. E me perdoem quem defende essa coisa de “Destiel”, defende que não é sexual e tudo mais, mas foram vocês mesmo que deixaram isso acontecer, deixaram a coisa tomar uma visão ‘sexual’. Deixaram que o termo tomasse uma conotação que não existe na série. Deixaram que isso tomasse proporções que hoje irrita boa parte do fandom (eu inclusive. E não, não sou puritana e nem homofóbica). Vejam bem, não estou dizendo que não existe uma ‘ligação’ entre Cas e os meninos, principalmente Dean, mas é algo fraternal, é algo que merece ser guardado com carinho e parte do fandom com essa mania de dizer que “Destiel” é canon,  vem irritando.  Porra! Ele tem ligação com ambos os meninos e não apenas adoração desmedida por Dean!! Afffff….Defendo a permanência de Cas na série quando é necessária, e não vou negar que Carver o fez importante de novo, mas também defendo que essa ‘imposição’ dos Castielfans para ele estar no mesmo nível dos meninos me deixa puta da cara. Mas voltamos a participação de Cas no 9×23. E foi fundamental. Foi ele quem quebrou o ‘poder’ de Metatron. Foi ele quem desmascarou Metatron para o exército de anjos. E claro que é visível que Cas é o mais humano dos anjos e que ele vai estar num conflito quanto a isso na décima temporada. E além de tudo, ele tem que decidir se vai ou não buscar sua graça de volta. Ou se ele vai escolher morrer. E ainda tem o fato que os anjos precisam voltar para o Céu (o que para mim poderia ser feito no primeiro episódio e eles sumirem de vez). O Cas do 9×23 foi outra peça chave, junto com Gadreel, para que esse imbróglio entre Dean e Sam pudesse ser mostrado. Foi Cas e Gadreel que deixaram Sam meio que livre para ser o irmão que a gente ama ver na série. Cas tomou a sábia decisão de não haver mais mortes de anjo. Mesmo que esse anjo seja o mais filho da puta que existe. Cas afirmou, acho que pela milésima vez, que ele não é um líder, que ele apenas quer ser um anjo. E é claro que não posso deixar de registrar a visível dor de Cas quando Metatron diz que Dean está morto. Cas perdeu seu irmão. É claro que ele ficaria arrasado. O que me leva a perguntar também como Cas vai reagir a “Demon Dean”.

 

Sam… Ah Sam… Quantas emoções conflituosas você me desperta… Algumas positivas, algumas negativas, mas nunca indiferença. Considere isso um grande feito: Sam ser capaz de despertar em mim tantas coisas porque a partir do momento que ele não fizer mais isso é porque eu realmente não dou a mínima para esse pentelho e a indiferença é o pior dos sentimentos no meu modo de ver. Eu não o adoro no mesmo nível de Dean, isso é fato, mas eu não o odeio, isso também é fato. Eu simplesmente me irrito com ele em muitas situações, mas também me emociono e quero abraça-lo em muitas outras. Eu venho assistindo de camarote como Sam vem se comportando desde que ele disse aquelas coisas ‘honestas’ para Dean. Sim, eu ainda não o perdoei por tudo aquilo e acho que nunca irei. Processem-me…Eu venho assistindo ele tentar controlar o medo, a incerteza de tudo aquilo que vem desenrolando na frente dele. Eu acho que é inevitável que Sam pense se tudo que ele disse afetou de algum modo as escolhas de Dean. E acredito que ele seja inteligente o suficiente para saber que sim. Que as palavras dele afetaram seu irmão de um jeito talvez como nenhuma outra coisa tenha feito. Eu assisti de camarote Sam observar Dean mudar ao longo de tudo isso, e ele literalmente não saber o que fazer. Confesso que não estou plenamente satisfeita com o rumo que Sam tomou, mas ainda continuo lixando as unhas e vendo onde tudo isso vai dar. Sam, como eu já disse tantas vezes, tem todo o direito do mundo de ter sua vida, de fazer suas escolhas. Period! Mas ele não tem o direito de atropelar tudo e todos no processo. Period! No entanto nesse episódio eu vi um Sam estando entre a cruz e a espada. Um Sam que afirmou, seja em palavras ou em gestos que Sim, Dean é seu irmão. Um Sam que tinha duas coisas a fazer: ajudar Dean e o momento sombrio do irmão; e ao mesmo tempo usá-lo para fazer o que tinha que ser feito. Pois é né Sam? Pimenta no c* dos outros é refresco, certo? Entretanto Sam conseguiu segurar a onda, conseguiu ser de certo modo, o equilíbrio entre tudo aquilo. E acima de tudo Sam conseguiu mostrar que sim, ele é ainda o irmão de Dean, mesmo que ele faça careta quanto a isso. Mesmo que ele deseje que ele não fosse, ele sabe no fundo do seu coração que ele sempre será o irmão caçula e pentelho de Dean Winchester (“Eu menti”. Duas palavras e um enorme significado). E o mais importante: Sam agiu como o irmão de Dean quando foi preciso. Ele o colocou em primeiro lugar. E é isso que se espera de irmãos. O resto a gente vai adequando e ajustando. O resto é bônus. Mas que eu ainda estarei assistindo de camarote o que Sam fará com esse ‘novo’ Dean, eu irei. Porque vimos que ele estava bravo e machucado o suficiente para fazer Crowley pagar por tudo que fez a Dean, que ele estava disposto a fazer tudo para Dean, mesmo que meses antes ele disse que não faria. No entanto, ao que parece, Sam não sabe que Dean agora é um ‘zóio preto’. E fica a pergunta: e agora Samuel Winchester? Se a marca era ruim e te deixava assustado, me diz como você vai reagir agora. Lixa as unhas e espera. De novo! Adendo: palmas para Jared no momento que Dean morre nos seus braços e outras palmas para quando ele coloca Dean na cama. Não tivemos um discurso lindo como o de Dean em All Hell 2, mas tivemos um olhar tão cheio de dor, pesar e lágrimas não derramadas que valeu por mil palavras.

Dean… Ah Dean… O meu personagem favorito na série (uau que novidade!! Hahaha).. O personagem que me faz ter emoções que nem eu mesma entendo. O personagem que eu me identifico e o qual me faz descobrir que eu teria as mesmas reações que ele diante de vários fatos. Talvez seja por isso que eu o defenda tanto e que eu veja sempre o seu lado primeiro em detrimento dos demais. Certo ou errado, não cabe a ninguém julgar. Essa sou eu, uma Dean de saias. Uma Deangirl até a alma. Que sabe dos erros de seu personagem, dos defeitos, mas que sobretudo ama as qualidades dele e essas qualidades superam todo e qualquer defeito e/ou falha. Dean pode fazer a coisa mais podre do mundo que eu serei incapaz de odiá-lo ou de virar as costas para ele. Ele roubou meu coração há nove anos, quando invadiu o apartamento do seu irmão mais novo na universidade e disse “Dad’s on a hunting trip and he hasn’t been home in a few days”. Desde então tudo que Dean Winchester fez, faz ou fará sera perfeitamente compreensível para mim. Não significa que eu não saiba que ele está errado em muitos aspectos, significa que ele sempre terá meu apoio, mesmo depois de eu dar uns tabefes nele nos meus pensamentos. Voltemos a Dean e seus momentos nesse episódio. E começaram mais que intensos. Dean está num conflito desde que ele recebeu a marca de Caim. É visível que essa marca está mudando algo em seu interior. Algo que nem ele mesmo entende. Quando ele disse alguns episódios atrás que ele ficava ‘calmo’ quando usava a lâmina, eu senti um aperto no peito. Eu senti como se Dean estava analisando o que seria esse sentimento novo e se ele estava disposto a aceitá-lo. Vimos nesse episódio que Dean está num ponto de ruptura, de quebra de qualquer padrão Dean Winchester e ele também se mostra receoso, inseguro, mas ao mesmo tempo preso a seu ‘dever’ de fazer o que ele acha certo. E nesse momento o diferencial, é que parece que ele vai fazer, custe o custar. Ele não está no modo ‘pensar’ nas consequências. Aliás, esse nunca foi o forte do Dean, o negócio dele sempre foi meio que ‘atirar primeiro e perguntar depois’, mas mesmo nesse aspecto ele agia por um instinto de ‘humanidade’, de no fundo saber que o que ele faria era para um bem maior. Nesse momento, Dean não tem mais essa ‘garantia’. Isso foi fundamentado em dois aspectos: o que Sam disse a ele em episódios anteriores e o que a marca está fazendo a ele. Não é mole não peeps! Para uma pessoa extremamente passional como Dean Winchester, esses aspectos conflituosos o deixam visivelmente numa sinuca de bico.

Ele não sabe mais se o que ele faz é por ele mesmo ou por influência da marca que o deixa extravasar algo que ele controla muito bem: sua ira, sua ferocidade, sua crueldade. Sim porque sabemos que Dean pode ser tudo isso. Ou alguém se esqueceu de que ele disse entre lágrimas dolorosas que mesmo sabendo que era asqueroso torturar almas no inferno, teve um momento em que ele gostava de fazer aquilo? Mas Dean sempre teve todo o seu lado ‘humano’ para não deixar seu lado ‘animal’ dominar. E não foi exatamente esse o ponto de todo o episódio? Mostrar esse conflito. Mostrar a luta entre a humanidade de Dean e aquilo que estava acontecendo em seu mais profundo interior. A batalha entre ainda ‘ser humano’ ou desistir de tudo isso. E mais a frente, no episódio, deixar Dean escolher sua humanidade para em seguida ela ser tomada dele de forma tão arbitrária. Esse foi o grande lance do episódio. E fica a grande pergunta: o que será de Dean Winchester agora? O lado mais ‘humano’ de Supernatural não é mais ‘humano’. Ele é um demônio. Ele é um ‘zóio preto’ agora. O que será de Dean nessa ‘nova vida’? E haja ansiedade para a décima temporada.

Para finalizar quero dizer que apesar de ter achado a finale excelente, existem coisas que ainda me deixam inquieta. Adorei a maior parte do episódio, mas realmente estou em conflito com algumas outras partes. A dor de Dean, seu conflito interno, suas escolhas foram brilhantes, coerentes com quem ele é. Dean tirando Sam da luta, com aquele soco no meio das fuças, prova que não importa o quão sedento de sangue ele esteja, ele jamais, nunquinha vai machucar Sam ou colocá-lo deliberadamente em perigo. E esse é o grande truque do seriado. Dean escolhendo Sam acima de qualquer coisa. Família peeps! Família.

Mas eu realmente não sei o que pensar sobre Dean demônio. Claro, eu concordo que foi um baita gancho, um baita final, um belo roteiro, uma bela reviravolta, e é exatamente isso que me deixa inquieta. Na verdade me deixa com um nó no estômago em pensar o que Crowley fez a Dean. Afinal Dean sempre tem sido a face linear do seriado, a rocha, a segurança. Desculpe-me Samfans, mas Sam ao longo da série passou por tantas idas e vindas; seja por que motivo for: ego, dúvidas, sonhos, escolhas erradas, desejo de uma vida fora das caçadas, transas com demônios, vício em sangue de demônio; e Dean tem sido sempre esse cara andando numa linha previsível, essa força de caráter inabalável, andando dentro de crenças próprias de caçador, esse cara que haja o que houver, aconteça o que acontecer você pode confiar que ele estará lá, como uma rocha, pronto a lutar, pronto a encarar uma briga por aquilo que ele acha certo, aquele cara que salva pessoas e caça coisas. O que faz o negócio da família. Dean tem sido o cavaleiro branco, não importa o quão sujo ele fique lutando no meio de imundícies. Então eu realmente temo esse “Demon Dean”. Isso meio que vai contra tudo o que eu gosto e admiro na sua personalidade. E não só isso, foi como eu disse antes, nós temos visto que você pode curar um demônio e fazê-lo humano de novo se o forçamos a se alimentar de sangue humano. E então? Vão fazer Dean tomar sangue humano? Vão fazer Dean perder sua humanidade? Algo pelo qual ele morreu nesse episódio. Ele não matou Metatron para não perder por completo sua identidade. Ele mesmo afirmou que a marca o estava transformando em algo que ele não queria ser. Me parte o coração ver Dean ser algo que ele abomina com todo seu ser. E com isso vem outra questão: Dean morreu, escolheu morrer e caso consigam ‘tirar’ o demônio dele (lembrem-se que ele não está possuído), Dean seria o quê? Um zumbi? Seria o velho Dean de novo? Seria um corpo que Sam teria que enterrar, ou melhor, queimar de vez? São perguntas que martelam minha cabeça e me deixam sim apreensiva.

Por outro lado eu vou adorar ver Jensen Ackles em ação com todo o potencial que foi criado com esse lado do ‘Demon Dean”. Vou adorar todo o angst que pode vir disso. Sim, peeps estou num estado de profunda confusão no momento. E por isso eu parabenizo Carver: ele conseguiu me deixar em dúvida. Não sei se o amo, ou se ainda quero furar suas bolas com agulha de tricô.

Pontos ainda a destacar:

– Gadreel não conhecia o cheiro de enxofre. Passou tanto tempo na prisão que não conhece?

– Metatron e seu sorrisinho idiota me dá vontade de vomitar.

– “Não é sobre uma bomba que estamos falando. É sobre meu irmão”. Minha primeira reação foi: “Ah agora ele é seu irmão, Sam?”… A primeira e a que continua ainda.. Hahahaha.. Sim, eu vou remoer por muito tempo ainda o que Sam disse ao Dean em episódios passados. Sim, eu sei que ele pode ter se arrependido, mas eu tenho um sério problema em esquecer ofensas.

– Diálogo entre Dean e Crowley na lanchonete foi algo que deveria ter nos mostrado que Crowley estava aprontando alguma, mas foi algo tão comum, aquela picuinha entre eles, que jamais pensamos que Crowley na verdade estava analisando Dean. E claro que sabíamos que Dean estava diferente, mas nós também pensamos que era devido à situação e não que era uma manifestação de algo que já estava acontecendo a ele de forma tão radical. Adoro esse tipo de coisa na série!

– Cas agora é uma Wikipédia de referência pop ambulante! Adoro!

– Não gostei do discurso do Sam pra cima do Dean na casa lá da senhora milagrosa. Mas devo ressaltar que gostei que Dean deixou bem claro a Crowley de quem era a preferência dele.

– O quanto a massa é burra e manipulável. Metatron com um discurso e atos fajutos dobrou os crédulos. E assim ele reforça a fraqueza da humanidade. Brilhante o diálogo dele e de Dean.

– O olhar de desespero de Sam quando Metatron esfaqueia Dean e o mesmo olhar de negação, de constatação, de incerteza que Dean atira a Sam. Aquilo começou a partir meu coração. E fiquei num looping de : “Não, não, não, não… Como?”

– A cena de Dean caindo ao mesmo tempo em que a tábua dos anjos e eu: “Porra Cas! Dois segundos!!!”

– O desespero de Sam ao ver Dean ferido. Me trouxe de volta o Sam de Faith. Aquele Sam que faria qualquer loucura para salvar seu irmão. O Sam de In My Time of Dying que moveria mundos e fundos para trazer Dean de volta. O Sam que tinha como objetivo apenas Dean e o resto que se dane.  Como não amar tudo isso?

– Momento Dean morrendo nos braços de Sam: o que eu não chorei ao longo da temporada, eu chorei aqui. Não é a toa que uma das minhas cenas favoritas de toda a série é Sam morrendo nos braços de Dean como um bebê. E agora Dean morrendo nos braços de Sam como uma rocha de irmão mais velho e garantindo a Sam que ele não tem nenhum ressentimento, me matou de vez. E com direito a mesma música.  Chorando tudo de novo.. Como não fazer isso, quando o último ato de Dean é assegurar a Sam que ele não guarda mágoas, que ele entende, que Sam está livre para viver sua vida. O “I’m proud of us” mostra o quanto eu não posso concordar em Dean perder sua humanidade e o quanto eu vou torcer para que Sam não se esqueça disso e lute pelo irmão, lute para devolver a ele o que ele tinha de mais precioso.

– Música, Dean morto, Sam bebendo. Me faz ter a absoluta certeza que nenhum discurso de Sam me convencerá que ‘home/lar’ para ele não seja junto com Dean Winchester. Não tem bunker, não tem Amelia, não tem legado de Homens das Letras que fará Sam achar seu lugar no mundo que não seja ao lado do seu irmão.  Que ele é todo ‘controlado e racional’ porque ele tem do lado dele alguém que o permite ser assim, mas quando ele perde Dean, Sam vira uma completa confusão. E é por isso que eu ainda não perdi totalmente a fé nele.

– E o discurso final de Crowley e o corpo de Dean. Toda aquela revelação que Caim também tentou morrer, mas não conseguiu. Que a marca não deixa. Que a marca é forte. É poderosa. Todo aquele discurso de como é que ele estava apenas observando e esperando o momento certo de agir. Crowley revelou coisas importantes, jogou outras que precisam ser exploradas e deixou todo mundo de boca aberta. Crowley deixou claro que a marca de Caim fará parte da jornada de Dean de agora em diante e que isso é algo muito incerto. Crowley sabe muito bem o que é ter um demônio com a força de Dean Winchester. Crowley jogou sujo, muito sujo, mas ele se meteu com quem não devia. Ele se meteu com Dean Winchester.

Coisas que não espero para a décima temporada

– Muito anjo e pouco Winchester.

– Que resolvam a situação de Dean logo no primeiro episódio.

– Que façam de Dean um demônio comum. Quero que ele seja aquele que vá balançar as bases do inferno.

– Que Dean perca sua ‘humanidade’.

Que venha a décima temporada! E para aqueles que falam o velho discurso (“deveria ter acabado na quinta temporada”), eu tenho algo a dizer: Coloca o DVD para rodar sem parar, reveja mil vezes a quinta temporada e nos deixe em paz… Ah!! E chuuuuppppaaaa haters!!

Falarei mais coisas no podcast que virá por aí!! Fiquem ligados peeps!!

 

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